"O
incêndio
está extinto e os helicópteros dos guardas costeiros e os navios que estão no local não assinalam nenhuma mancha de petróleo visível na água", disse o capitão Peter Troedsson, um dos responsáveis da Guarda Costeira.
"Não há traços de fugas, mas continuamos a inquirir e a vigiar a situação para estarmos certos que esta não muda", acrescentou.
Os 13 empregados da plataforma tinham assinalado, num primeiro momento, a existência de uma mancha de petróleo, com 1,5 quilómetros de comprimento e 30 metros de largura, mas a Guarda Costeira não a detetou.
Também um porta-voz da empresa proprietária da plataforma, a Mariner Energy, disse que não era visível qualquer sinal de poluição.
Poços em atividade foram fechados
O governador do estado da Luisiana, Bobby Jindal, afirmou que a Mariner Energy lhe garantira que os sete poços em atividade na plataforma foram fechados.
Os 13 trabalhadores que estavam na plataforma quando esta explodiu, às 09:19 locais (15:19 em Lisboa), escaparam lançando-se à água, após o que foram resgatados a transportados para um hospital em terra firme. A plataforma está situada a 130 quilómetros a sul de Vermilion Bay, na Luisiana, no Sul dos EUA.
Operava em águas pouco profundas (135 metros), mas não estava a fazer perfurações no momento do acidente, indicou a Mariner Energy. A plataforma produz cerca de 1400 barris de petróleo e mais de 250 mil metros cúbicos de gás por dia.
Acidente quatro meses depois da BP
O acidente acontece mais de quatro meses depois da explosão e subsequente afundamento da plataforma Deepwater Horizon, da BP, também situada no Golfo do México, em abril, que causou 11 mortos e a pior maré negra da história dos Estados Unidos.
O porta-voz da presidência dos EUA, Robert Gibbs, afirmou que a Casa Branca está a acompanhar o assunto e os membros da Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes convocaram o presidente da Mariner Energy, Scott Josey, para uma audição no dia 10 de setembro.