25 de maio de 2013 às 2:33
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EUA: Câmara de Representantes chumba plano democrata

Caso o teto de endividamento do país não seja aumentado até terça-feira, os Estados Unidos arriscam-se a entrar em incumprimento.
Lusa

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos, controlada pelos republicanos, rejeitou hoje de forma simbólica um plano dos democratas do Senado para aumentar o teto da dívida norte-americana, a três dias do prazo fixado pelo Tesouro.

Os conservadores rejeitaram o plano com 246 votos, contra 173, o texto elaborado pelo líder da maioria democrata Harry Reid.

Com este voto, os republicanos da Câmara de Representantes e o seu líder, John Boehner, responderam ao chumbo pelos democratas da proposta republicana no Senado na sexta-feira.

A proposta chegou pelas mãos de John Boehner e sugeria o aumento do teto de endividamento em dois momentos, o primeiro em troca de cortes na despesa e seis meses depois após a aprovação de uma emenda à Constituição para estipular a obrigatoriedade de um orçamento equilibrado.

Republicanos contra plano de Reid


Esta última provocou a ira dos democratas que anunciaram desde logo o chumbo da proposta: "Esta é a sugestão mais vergonhosa que eu já ouvi", rematou o Senador democrata Richard Durbin.

Entretanto, na sexta-feira à noite e para tentar atrair apoios à direita, Reid difundiu uma nova versão do plano democrata com medidas "sugeridas" pelos republicanos e tomou outras medidas para planear um primeiro voto no Senado este fim de semana com o objetivo de fazer adotar um texto e
evitar a falha do pagamento das dívidas.

Mas os republicanos afirmaram hoje que o plano de Reid "não responde ao atual desequilíbrio fiscal" e votaram contra.

Caso o teto de endividamento do país não seja aumentado até terça-feira, os Estados Unidos arriscam-se a entrar em incumprimento, o que colocará em causa os ordenados de muitos dos funcionários, os pagamentos à Segurança Social e sistemas de saúde, o 'rating' máximo que tem atribuído pelas três agências de notação financeira e inevitavelmente aumentará os seus custos de financiamento, o que terá efeitos graves na economia mundial.
 

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