Com fortes medidas de segurança, que incluem o bloqueamento dos sinais de telemóvel nas instalações do Tribunal das Caldas da Rainha, entra hoje no segundo dia o julgamento de Andoni Zengotitabengoa Fernandez, 32 anos, o alegado membro da organização terrorista ETA, detido em fevereiro do ano passado, que mantinha uma base da organização em Óbidos.
Depois de ontem terem sido ouvidos vários responsáveis policiais, e também agentes imobiliários da região, esta manhã o advogado de Fernandez, José Galamba, informou o tribunal de que ia prescindir do depoimento da mãe do detido, embora tenha solicitado que a mesma pudesse permanecer na sala para assistir à sessão.
Entre as 12 testemunhas arroladas pela acusação está o sargento da GNR de Óbidos que comandava a operação stop que precipitou a fuga de Fernandez e de outro espanhol, Oier Melgo. Os dois homens tinham alugado uma vivenda em Óbidos desde 2009 e viviam sem levantar qualquer suspeita.
Em fevereiro do ano passado, depois de um vizinho, chefe da PSP, ter notado que uma das portas da vivenda estava aberta, as autoridades encontraram no local tonelada e meia de explosivos. O que confirmou a existência de bases da organização terrorista ETA em Portugal, que até então fora sempre negada pelas autoridades portuguesas.