Cerca de 50 quilos de explosivos prontos a detonar, encontrados na casa que alegadamente serviria de esconderijo da ETA em Casal da Avarela, concelho de Óbidos, foram destruídos ontem à noite numa pedreira nas proximidades da casa.
Numa operação controlada pelo comandante do Centro de Inativação de Explosivos da GNR, Hélder Barros, o material considerado mais vulnerável foi destruído num total de sete explosões, ocorridas entre as 21h05 e as 23h00.
O rebentamento do material explosivo foi feito a uma profundidade de cerca de 80 metros, de acordo com fonte da GNR, que assegurou à Lusa que "os rebentamentos vão continuar amanhã de manhã", bem como a destruição de outro material, "menos vulnerável".
Novos rebentamentos
A GNR procedeu hoje de manhã a duas explosões controladas para destruir parte da quantidade de explosivos prontos a detonar, que foram encontrados na casa que alegadamente serviria de esconderijo da ETA em Casal Avarela, concelho de Óbidos.
A primeira explosão ocorreu cerca das 10h40 e, pelo barulho e impacto provocados, terá sido a maior de todas desde que foi iniciada na sexta feira a operação de destruição de meia tonelada de explosivos prontos a detonar que foram encontrados na garagem anexa à habitação que terá servido de esconderijo para dois alegados elementos da organização separatista basca.
Um segundo rebentamento, semelhante ao primeiro, ocorreu pelas 11h20 e estão previstas outras duas até ao final da manhã, segundo informações recolhidas no local.
Os rebentamentos decorrem numa pedreira a cerca de meio quilómetro da habitação e estão rodeados de fortes medidas de segurança.
PJ continua na casa
Na casa continuam investigadores da Polícia Judiciária na recolha de provas para investigação, mantendo-se um perímetro de segurança ligeiramente mais reduzido que na sexta-feira.
Nos arredores da habitação, apenas estão jornalistas e repórteres de imagem a acompanhar as operações, passando de quando em vez alguns curiosos e vizinhos que recusam falar por receio.
A agência espanhola EFE, citando fontes da luta antiterrorista em Espanha, informou hoje que dois espanhóis que desobedeceram e escaparam à GNR depois de abandonarem a casa em Óbidos são suspeitos de pertencerem à ETA, organização que usa práticas terroristas para defender a independência do País Basco.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.