25/05/2012 atualizado às 9:28
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Estudantes de medicina do Porto contra convite da ministra da Saúde

O convite para que os estudantes portugueses de medicina no estrangeiro venham terminar os seus cursos a Portugal pode gerar "desequilibrios sociais", considera a Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina do Porto. 

16:24 Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Segundo a ministra da Saúde cerca de 700 alunos portugueses estão a estudar medicina no estrangeiro
Segundo a ministra da Saúde cerca de 700 alunos portugueses estão a estudar medicina no estrangeiro
Ana Baião

O presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Rui Reis, manifestou-se hoje contra a intenção da ministra da Saúde de convidar os alunos que estão no estrangeiro a acabarem o curso em Portugal.

"Não podíamos ter ficado mais espantados com as declarações da ministra da Saúde", afirmou Rui Reis, em declarações à Lusa, alertando para os "desequilíbrios sociais" que esta medida pode implicar.

"Quem não tem posses para ir estudar para o estrangeiro pode ver passar à frente quem tiver ido para fora e regressar, que, por regra, são pessoas com mais posses", salientou o dirigente estudantil.

O presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto comentava o anúncio feito pela ministra da Saúde, Ana Jorge, em entrevista à Lusa, de que pretende convidar os alunos portugueses de Medicina, que estudam no estrangeiro, a terminarem o curso nas universidades portuguesas.

Esta medida, segundo na ministra, pretende combater a falta de médicos que tem conduzido ao crescimento de "mercenários" no sector.

Rui Reis considerou ainda que esta iniciativa vai "reduzir ainda mais" a capacidade formativa das faculdades nacionais.

"O constante aumento do 'numerus clausus' tem feito diminuir a capacidade formativa das faculdades de Medicina em Portugal, situação que esta medida vai agravar, já que os recursos físicos e humanos disponíveis continuam os mesmos", frisou. A Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina do Porto

Entretanto, os estudantes portugueses de medicina na Galiza consideram que o convite da Ministra da Saúde, afirmando que "acaba por ser positivo" por "facilitar o regresso", mas continuam a querer o aumento das vagas em Portugal.

Para Vânia Henriques, aluna do penúltimo ano de medicina em Santiago de Compostela, a intenção do Ministério pode "facilitar muito para quem já sabe que quer voltar", uma vez que o regresso a Portugal é "muito complicado e burocrático".

O "principal problema", diz a estudante portuguesa na Galiza, é "a adequação da média". "Quem tirava o curso fora ficava com média de 10, agora já não, mas mesmo que assim perdemos alguns valores", explica Vânia Henriques.

Outro problema, aponta a aluna de medicina, é a repetição da especialidade.

"Em Espanha, desde o 4º ano que começamos a fazer estágio de especialidade e quando acabamos o curso temos o internato integrado. Em Portugal já não funciona assim: eu acabo o curso em Compostela e depois em Portugal tenho de fazer o tronco comum como toda a gente. Depois repito a especialidade", explica. Mas para Vânia Henriques, "a intenção da ministra acaba por ser positiva".

Ainda assim, a aluna admite que "a solução do problema [falta de médicos] acaba por ser aumentar vagas e esse é o eterno problema".

O presidente da Associação de Estudantes Independente da faculdade de Santiago de Compostela (GIME), Felipe Zúiga, "valoriza" a medida de "reorganização do sistema nacional de saúde português", mas diz que a maioria dos alunos portugueses não está "louca" por trabalhar em Portugal.

Os estudantes portugueses "reclamam mais e melhores acessos às infra-estruturas de ensino portuguesas", garante.

Segundo a ministra da Saúde cerca de 700 alunos portugueses estão a estudar medicina no estrangeiro, designadamente em Inglaterra, Espanha e República Checa. Duzentos destes alunos estão a acabar o curso.

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Interessante argumento...
Thunderbolt (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 22:17 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Interessante argumento o da Associação de Estudantes, o dos desiquilibrios sociais... serão só os que têm mais posses que vão estudar no estrangeiro? Não é a resposta, fazem-se muitos sacrifícios para que tal seja possível, tal como empréstimos bancários, poupanças acumuladas vários anos antes para depois se poder pagar a estadia e as propinas no estrangeiro. Mas isso não diz nada aos "eleitos", pois para eles quem tem média de 17,5 e não entra para uma Faculdade de Medicina nacional deve-se resignar e ir arrumar prateleiras de supermercado, pois eles, pequenos deuses corporativistas, para não lhes aplicar outro termo talvez mais apropriado, querem tudo e não deixam nada, tal qual como cantava o saudoso Zeca.
 
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Nezen (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
    Argumento sem sentido...    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 17:55 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: Interessante argumento...    Ver comentário
osantinho (seguir utilizador), 0 pontos , 22:29 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
    Re: Interessante argumento...    Ver comentário
Thunderbolt (seguir utilizador), 1 ponto , 23:10 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
    Re: Interessante argumento...    Ver comentário
leandromf (seguir utilizador), 1 ponto , 0:07 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
os Intocáveis
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Não se pode tocar em nada, em Portugal. Estava tudo bem, principalmente na saúde!
O que a Ministra da Saúde propõe é bom para o País, é puro bom senso.
 
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    Re: os Intocáveis    Ver comentário
osantinho (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
    Re: os Intocáveis    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 7:58 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
ainda estudantes e ja a defender o protecturado...
L M O (seguir utilizador), 1 ponto , 20:41 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
ja aprenderam a cartilha toda, tambem pudera com uma ordem com o curriculum que tem!!!

tao novinhos e ja esqueceram o juramento de Hipocrates, mas o juramento do capitalismo esse ja foi feito
 
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Triste Portugal!
osantinho (seguir utilizador), 1 ponto , 22:24 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
Quem leu o Expresso -1º caderno- do ultimo fim de semana , ou seja a ultima edição, vê e lê , ou então é cego que há cada vez mais médicos formados e a exercer em Portugal. Se olharem com olhos de quem quer ver e se souberem ler há diminuição de Médicos de Familia nos Cuidados de Saúde Primários devido a QUESTÕES de POLITICA DE COLOCAÇÕES dos MÉDICOS no SECTOR PUBLICO. Atenção que só no SECTOR PUBLICO !
Os outros estão nas especialidades Hospitalares e muitos ,(cada vez mais nos ultimos anos!) estão no sector Privado ! Quem deu abertura ao sector privado em deterimento do público foram os nossos governantes, NÃO FORAM OS MÉDICOS.
Ora quem coloca os governantes no poder são as eleições ou seja todo o povo votante !
Conclusão: somos todos nós que temos culpa do estado destas coisas e de outras no nosso Portugal!
Com comentários sectários , cegos e perfeitamente desprovidos de realidade, só de critica balofa e jucosa....muitos dos sectores da nossa sociedade vão sofrendo muito com as alterações que se vão operando no nosso País. A mudança é necessária e urgente se for , de facto, para o bem de todos e não só para alguns.
Em relação á noticia concordo que estar a alterar as regras do jogo só porque estamos em ano de eleições é uma enorme injustiça e desonestidade, quer seja para Médicos ,Professores, Reformados ou outros. Infelizmente já estamos habituados que em anos eleitorais , o oportunismo e a desigualdade venham mais á tona... Triste Portugal!
 
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Politiquices
leandromf (seguir utilizador), 1 ponto , 23:57 | Quarta feira, 28 de janeiro de 2009
E triste verificar que continuamos a ver o nosso futuro decidido por puros ignorantes. Esta é uma medida puramente populista que visa que reconquistar alguns votos. Pelo menos a ministra da saude ja fez a sua parte veremos o que farao os outros.
Esta e uma medida irracional que beneficia apenas os mais abastados. As vagas que existem sao mais do que as recomendaveis, estando a formar se medicos em edificios estruturalmente pobres para essa formaçao. Se existem x vagas que lutem por elas e a justiça veifica-se sempre. Se nao entra por umas decimas houve alguem que tirou melhor e merece mais. Nao se deve criticar por criticar muito menos quando nao se conhece o meio. Eu que conheço considero esta decisao puramente absurda que em nada vai resolver os problemas da saude em portugal.
 
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    Re: Politiquices    Ver comentário
naoacredito (seguir utilizador), 1 ponto , 7:48 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Não é preciso ser rico para estudar no estrangeiro
naoacredito (seguir utilizador), 1 ponto , 7:39 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Ao contrário de Portugal, no estrangeiro é possível conseguir bolsas de mérito para fazer cursos inteiros. Para além disso, também se pode estudar e receber um ordenado 4 vezes o salário mínimo nacional Portugues.

A função da ministra é garantir qualidade da saúde em portugal hoje e no futuro. AS contas são simples, se não estão estudantes suficientes nas faculdades (devido aos lobbies podres que vagueam em portugal), há que ir burca-los a algum lado.

Vai chegar o dia em que a mama das clínicas privadas paralelas ao serviço público vai acabar.

Os potes do governo são cheios por nós e para nós. Portanto, todo o dinheiro que vai para cursos de medicina tem de ser a pensar sempre num melhor sistema de saude, no melhoramento da qualidade de vida. As pessoas não podem ir para um curso destes a pensar que vão ficar ricas à conta das dores do povo.

Há também que acabar com cursos absurdos e investir em mais faculdades para a saude, melhor qualidade nos cursos.
 
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AUTISMO TOTAL
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:38 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
Em Portugal há falta de médicos de família e em diversas especialidades. Um problema que afecta dramaticamente todos aqueles que se vêem doentes e não têm posses para recorrer a clínicas privadas que se fazem pagar a preço de ouro.

Reconhecendo finalmente o problema, o Ministério da Saúde apresenta medidas que procuram resolver o problema, nomeadamente propondo-se a convidar os jovens que estão a estudar medicina no estrangeiro a acabar os seus cursos em Portugal.

E como reagem a Ordem dos Médicos e os estudantes de medicina do Porto? Olhando para o problema da forma mais autista possível, como sempre: preocupados por ver estudantes com médias mais baixas equiparados a eles próprios e a passar à frente de outros que ficaram para trás por não terem tido possibilidade de ir estudar além fronteiras.

Haverá injustiças? Certamente que sim. Mas o que importa, antes de mais, salientar é que as questões destes senhores em nada contribuem para resolver o problema dos portugueses, o qual parece constituir a última das suas preocupações.

Acrescente-se que para se ser um bom médico, desses que tratam dos doentes com competência e dignidade, não é precido ter médias de 19 e 20 valores. A verdade é que frequentemente somos confrontados com médicos cujo perfil deixa muito a desejar, que talvez dessem bons investigadores entre as quatro paredes frias de um laboratório (onde o erro médico e humano não é relevante), mas a quem nunca devia ter sido permitida a prática clínica.
 
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    Ilusão...    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:02 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: AUTISMO TOTAL    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
    Re: AUTISMO TOTAL    Ver comentário
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:39 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
qualidade vs quantidade
medl (seguir utilizador), 1 ponto , 18:44 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
É obvia a injustiça que esta medida acarreta! Só não a vê quem não quer ver! As médias de medicina sempre foram altas e são altas por ser um curso mt concorrido! Claro que não ha diferença entre último aluno que entrou e o 1º que ficou de fora!mas terá sempre que haver um limite onde parar! E esses que ficaram de fora, podem sempre ficar 1, 2 ou 3 anos de fora a tentar..afinal se é a sua vocaçao há que lutar por ela! Como tantos outros que já o fizeram por amor à medicina!! Todos os que entraram fizeram muitos sacrificios para chegar onde chegaram e disso pouca gente tem em conta! Os fins-de-semana passados a estudar, as infindaveis horas de estudo e preparação para os exames, enquanto possivelmente os amigos estão em festas! 12 anos de muita luta meus senhores!!! E meus caros, um médico tem que estar preparado para isto o resto da vida! Sim há muita diferença entre um aluno com média de 19 e um aluno com média de 15! Pq o aluno de 19 tem método de estudo, tem persistencia! E acho que é assim que os caros leitores um dia querem que seja o vosso médico! Empenhado até a ultima para cuidar da vossa saúde e se for preciso( que esperemos que nao) com uma boa dose de persistencia e capacidade de estudo para ultrapassar qualquer caso mais complicado que apareça a frente! Um médico que está habituado a nunca baixar os braços, que foi assim que o levou a entrar com a média de 19 na faculdade!! Não há condições nas faculdades para suportar mais alunos!!
 
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    Re: qualidade vs quantidade    Ver comentário
medup (seguir utilizador), 1 ponto , 14:03 | Segunda feira, 2 de fevereiro de 2009
qualidade vs quantidade
medl (seguir utilizador), 1 ponto , 18:52 | Quinta feira, 29 de janeiro de 2009
os alunos de medicina têm que praticar em doentes reais! Já imaginaram o que é para um doente ter que ser visto pelo médico e de seguida por mais 10 alunos?? É isto que acontece hoje em dia! Não é confortável nem para o dente nem para a formação do médico! Mas se não o fazemos como poderemos formar os médicos!?! Não é questao de elitismo! É questão de infra-estruturas! Os senhores que são a favor da vinda de mais alunos, gostariam de passar a ser observados não so por 10 mas talvez por mais 20 alunos?? ( que é a tendencia ao aumentar assim a quantidade de alunos) Ainda por cima nem são todos os doentes que aceitam a participação dos alunos.. Apostem na qualidade!! Não na quantidade! Não apostem na formação de médicos que pouco praticaram por haver demasiados alunos para um mesmo doente! Vamos ser sensatos!! Eu quero o melhor atendimento para mim e para os meus familiares! Medicos de qualidade! Nao médicos em quantidade!!
 
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Medida injusta e desadequada!
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 18:06 | Terça feira, 3 de fevereiro de 2009
Estou em desacordo com esta medida por 2 motivos:
1 - Não resolve nada! Vão buscar alguns alunos agora e depois? Vamos Agora andar a fazer isto todos os anos? É esta a tão aclamada solução para os problemas dos médicos? SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

2 - É mais uma vez premiar quem tem posses para estudar no estrangeiro. "O pai matricula-te lá fora e daqui a um ano estás cá!" E sim a maioria desses cursos são absurdamente caros, investigue lá quanto custa um curso na Eslováquia como muitos tiram. SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

3 - É socialmente injusto... Isto é um estalo na cara de todos aqueles que não entraram, e acabaram em cursos "secundários", por apenas umas décimas!!! SE HÁ ESPAÇO PARA MAIS ALUNOS NAS FACULDADES, ENTÃO ABRAM MAIS VAGAS!

Isto no fundo não passa de uma ilusão! Se há falta de médicos então vamos aumentar as vagas... Se há espaço para mais médicos nas faculdades, vamos aumentar as vagas... Ou vamos agora todos os anos e daki em diante, chamar os estudantes que vão lá para fora!

A falta de médicos parece-me resultante duma gritante desorganização de serviços e de distribuição dos mesmos pelas várias especializações! Se mais médicos resolve o assunto, OK, muito bem! Mas aumentem as vagas e deixem competir os alunos de uma forma justa!!

Afinal há 2 formas de entrar em medicina em Portugal: 1)ter média superior a 18.x; 2)ter um pai que te pague uma entrada num curso lá fora!
 
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