Estripador: PJ nega realização de qualquer exame
O diretor do Laboratório de Polícia Científica (LPC) da Polícia Judiciária garantiu hoje que "não foi solicitada, nem realizada" qualquer comparação de impressões digitais, palmares ou outras para apurar se José Guedes, atualmente detido, é o chamado 'Estripador de Lisboa'.
Carlos Farinha reagiu assim à notícia hoje divulgada pelo "Correio da Manhã" de que a PJ comparou a impressão palmar encontrada num pacote de leite, durante a investigação de um crime de 1993 do 'Estripador de Lisboa', e que concluiu não ser compatível com a de José Guedes.
O responsável, que falava à margem da conferência "Ministério Público e o Combate à Corrupção", promovido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), sublinhou que o laboratório da PJ pauta-se por "critérios de rigor" no seu funcionamento e que "se houver uma solicitação" para a realização desses exames "a resposta será dada em sede própria, que é no âmbito do processo".
Prescrição "transcende o LPC"
Questionado sobre se esse pedido de realização de exames aos vestígios do 'Estripador de Lisboa' não foi feito em virtude da prescrição do procedimento criminal relativo aos homicídios ocorridos em 1992 e 1993, Carlos Farinha contrapôs que a questão da prescrição é uma matéria que "transcende o LPC".
José Guedes, que está detido na cadeia de Aveiro, por suspeitas de um crime de homicídio praticado no 2000, confessou, em entrevista ao semanário SOL, ser o Estripador de Lisboa que assassinou três mulheres durante os anos de 1992 e 1993.


