25/05/2012 atualizado às 9:13
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Reitor da Universidade de Lisboa ao Expresso

"Estamos numa situação limite"

António Nóvoa considera "infelizes" as declarações do ministro do Ensino Superior e da Ciência sobre a má gestão das universidades e devolve as críticas. Acha que o ensino superior público está numa situação limite e que os cortes orçamentais são uma questão desgastante que "não leva a lado nenhum".

Rosa Pedroso Lima
9:19 Sábado, 15 de novembro de 2008
'Estamos numa situação limite'
David Oliveira/AFFP

Os reitores das universidades públicas estão a fazer uma espécie de declaração de guerra ao Governo?
Eu não falo só por mim. Tenho um enorme apreço por este Governo e pela intervenção que tem feito em algumas áreas. Creio que, no essencial, tem sido feita uma política correcta para as questões da Ciência. Mas tem havido alguma indiferença ou menor atenção, em relação às universidades. E essa é a minha principal crítica. As universidades estão a ser levadas a um ponto de degradação institucional que pode ser muito grave para o futuro do País.

Mas assumiu que as universidades estão a ser prejudicadas pelo Governo, que há um clima de suspeição em relação à vossa actividade. Chegámos a um ponto mais perigoso?
Julgo que chegámos a um ponto limite da sustentabilidade das instituições. Portugal tem de decidir se quer ou se não quer ter universidades de referências no espaço europeu. E se quer fazer o caminho que muitos outros países estão a fazer nesse sentido. Mas quando no debate do Orçamento o ministro se compromete a que vai haver dinheiro para pagar salários. Se o debate está nisto. Isto é o grau zero do debate! Quando chegamos aqui, percebemos que não há dinheiro para mais nada: para investir, para novos programas de desenvolvimento, para novas estratégias. Estamos numa situação limite e o debate no Parlamento mostra isso mesmo.

Então o seu interlocutor é quem?
O meu apelo é à sociedade portuguesa. Porque este é um problema da sociedade. Estou absolutamente convencido de que as universidades são um pilar para o desenvolvimento. Não há futuro para a sociedade portuguesa sem universidades credíveis, fortes e autónomas. E esta é uma decisão que os portugueses têm de tomar: se querem universidades fortes, ou universidades medíocres

Como disse, quase escolas secundárias...
Uma espécie de escolas secundárias, onde depois há duas ou três instituições de excelência no País. Este é um modelo possível e que, em grande parte, está subjacente à política deste Governo. Estou contra este modelo. Sou muito mais próximo do modelo holandês, por exemplo, onde há um conjunto de grandes universidades de muito boa qualidade onde se integra ensino e ciência de forma harmoniosa. Sem haver um modelo a duas velocidades

Se o seu apelo é à sociedade é porque sente que falhou o seu interlocutor normal, que seria o ministro
Não, porque julgo que as políticas da educação têm de ser sempre de médio e de longo prazo. Esse é um dos problemas: o período dos mandatos dos Governos é muito curto para fazer uma verdadeira política de educação. Ela só é possível se a sociedade enquanto tal conseguir fazer apostas de médio prazo.

Mas quem define políticas e instrumentos de gestão é o poder político...
Certo, mas os governantes devem sempre interpretar o que é um mandato que lhes vem da sociedade. Desde o final da década de 60, a sociedade portuguesa deu um mandato claro aos sucessivos governos da necessidade de expansão do sistema educativo. E esteve disposta a pagar esta expansão que custou muito caro ao bolso de todos. Neste momento, o que digo é que a sociedade portuguesa tem de decidir o quer para as universidades

E como se passa essa mensagem? Estamos num momento de crise, as pessoas sentem na pele as dificuldades. Pode haver sensibilidade para dar um maior quinhão do orçamento às universidades, quando o certo é que as universidades vão ter mais dinheiro para o próximo ano?
Eu falei sempre em investimento, não em dinheiro. Acho que com o dinheiro que está disponível é possível, hoje, sustentar essa política. O dinheiro que existe é suficiente. O problema é como ele é distribuído e redistribuído no interior das universidades. Houve um compromisso do Governo perante o conselho de reitores - e isto foi-nos dito pelo próprio primeiro-ministro - de que nos primeiros anos do Governo foi preciso fazer uma aposta preferencial na Ciência para fazer face ao nosso atraso científico. Mas que, agora, face à situação limite porque passam as universidades, se iria inverter, essa prioridade e se iria estabilizar o orçamento para a Ciência e recuperar o que tinha sido o défice colocado nas universidades. Ora o que verificamos é que isto não se vai cumprir. No orçamento do próximo ano, pelo quarto ano consecutivo verificamos que há uma redistribuição interna do orçamento que beneficia a Ciência e que, de algum modo prejudica as universidades

Mas em termos orçamentais as universidades vão receber mais 90 milhões de euros. Como é que se diz à opinião publica que isto não chega e que é preciso mobilizar-se para conseguir mais?
Quem diz isso é o ministro, não sou eu. Quando situa a sua intervenção no Parlamento afirmando que o dinheiro chega para pagar os salários, assume-se que estamos no plano limite. Pela boca do Governo, a discussão sobre o futuro da universidade portuguesa está em saber se há ou não há dinheiro para pagar salários.

Porque esses milhões são engolidos em salários e em progressões?
São engolidos, em primeiro lugar pelos 11% de contribuições para a segurança social. E esse dinheiro para a Caixa Geral de Aposentações é dinheiro escondido nas estatísticas.

Têm mais, mas recebem menos?
Exactamente. Se me derem 90 milhões a mais, mas se me obrigarem a pagar contribuições no valor de cem milhões, é claro que recebo menos! O que se passa para a opinião pública é que se passou mais dinheiro, mas não que se retirou mais de outro lado! Porque ninguém está contra o pagamento à Caixa Geral de Aposentações. Mas os serviços da Administração a quem foi pedida esta contribuição, receberam compensações. Como foi sempre. A única vez na história deste País a que se obrigou a uma nova contribuição de 11%, sem que este valor tenha sido reposto no topo foi com as universidades! E isto criou um equilíbrio impressionante. Este é um problema muito mais fundo que um problema de dinheiro. É um problema de sociedade

Não é também um problema de confiança e de comprometimento político. O primeiro-ministro comprometeu-se a aumentar os vossos orçamentos...
O problema da confiança é central! Acho que há um nível grande de desconfiança da sociedade portuguesa em relação às universidades. É muito injusto. Mas sinto que este sentimento existe e é preciso recriar estes laços de confiança, o que depende em muito de nós e da nossa capacidade. Mas depende também de uma aposta forte. Até podemos admitir que a sociedade não queira apostar nas universidades, que ache melhor mandar toda a gente estudar para Espanha... As elites portuguesas não estão muito interessadas em ter grandes universidades em Portugal. É uma coisa que lhes é irrelevante. Terão mais interesse num modelo mais mediano e depois vão fazer os 2º e os 3º ciclos lá fora, na Europa. Por isso é que digo que isto é problema de sociedade

Isso não é uma desistência?
Da sociedade, sim. Mas nem é novo. Foi sempre isso que foi feito. A sociedade portuguesa tem uma forte tradição de desinvestimento. Durante 50 anos, achou-se que seria suficiente saber ler e escrever

Parece um homem que vai para uma batalha que considera perdida
Eu acredito na capacidade de renovação da sociedade portuguesa. Mas é um trabalho difícil

Falou em desconfiança da sociedade em relação às universidades. Há também uma desconfiança do poder político. O ministro falou em má gestão, o que não contribui para melhorar a imagem pública das instituições...
Essa é a acusação que mais nos magoa. Nas reuniões internas connosco -nomeadamente com o senhor primeiro ministro - houve sempre uma declaração fortíssima de confiança às instituições e um elogio ao esforço feito nos últimos anos e à capacidade de aguentar com uma redução brutal dos orçamentos, de gerar receitas próprias muito para além do que o Governo imaginava. Com isto tudo, estas declarações feitas na praça pública são, no mínimo, infelizes. E isso dói um bocadinho.

Porque é injusto?
Por isso e, mais grave ainda, porque essas declarações não desmoralizam os medíocres e os incompetentes que existem nas instituições. Desmoralizam, regra geral, as pessoas mais criativas, mais dinâmicas e com maior capacidade de inovação. São as energias vivas das universidades.

Como se quebra este gelo criado entre o Governo, o ministro e os reitores. Já para o próximo ano. Está à espera de um gesto inesperado?
Julgo que é possível com um pequeno esforço. Hoje, no plano das universidades a diferença entre estarmos ligeiramente acima ou ligeiramente abaixo da linha de água é muito pequena. Estamos a falar de um esforço pequeno. Mas as consequências são muito diferentes: se ficarmos abaixo afogamo-nos. Se ficarmos acima, continuamos a respirar. Espero que em sede de parlamento, de novos fundos, de apoios específicos, esta situação se resolva. E estamos a falar de pouco dinheiro. Acredito que isso seja possível. E no quadro de um contrato programa de 5 anos com as universidades, com um quadro de compromissos de parte a parte . Isso evitava todos os anos esta discussão, este disparate, esta loucura, que desgastam as instituições, desgastam o País e não levam a lado nenhum

Espera que isso seja possível com este Governo e com este ministro
Com certeza. Deram provas, em muitas áreas, de coisas muito positivas. Acho que estamos muito cansados de um discurso muito derrotista, de demissão, de lamúrias. Não precisamos disso. Precisamos de pessoas com programa e ambição.

Versão integral do texto publicado na edição do Expresso de 15 de Novembro de 2008, 1.º Caderno, página 20.

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Tou cheio de pena
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 9:37 | Sábado, 15 de novembro de 2008
O que me preocupa é que todos eles vivem a "gerir" o que sacam a outros em impostos, taxas e outras aldrabices.
 
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    Re: Tou cheio de pena    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:21 | Domingo, 16 de novembro de 2008
    Re: Tou cheio de pena    Ver comentário
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 15:01 | Domingo, 16 de novembro de 2008
Bom senso, Pragmatismo para mudar o Ensino
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 10:36 | Sábado, 15 de novembro de 2008
Governar é Optar mas sem descriminar Cidadão, Eleitor, Empresa ou Instituição.
.
Éste Modelo de Ensino tanto proibe a uns o direito de frequentarem as Escolas Privadas como a outros os mesmos 5.000€/ano/aluno que os das Publicas “recebem”. Não serve ninguém. Nem Pais, nem Filhos, nem Professores, nem o País. Descriminação total das Familias Portugesas, desigualdade e Injustiça perante a Lei, e resultados finais de “paródia”.
.
-EDUCAÇÃO, “processo que visa o desenvolvimento harmónico do ser humano nos seus aspectos intelectual, moral, comportamental e físico para a sua melhor inserção na sociedade Portuguesa independentemente do meio familiar e social donde provém”,
.
-ENSINO, “acto de ministrar conhecimentos de uma ciência, profissão, oficio ou arte para maximilizar o potencial pessoal do aluno de acordo com a sua vocação natural”.
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Apoio totalmente o “Cheque Educação”, liberdade de TODOS OS PAIS escolherem a escola dos filhos e a competição entre todas, Publicas e Privadas, pela livre escolha de cada Encarregado de Educação da que querem - ou de tirá-los de lá - sempre com o “Cheque-Educação” sob a autoridade total dos Pais.
.
Compreendo o receio de muitos Professores. Porém se confiam, como não duvido, na sua aptidão e qualidade para Ensinarem e Educarem (duas coisas diferentes,) a sua Escola teria em “Cheques-Educação” dos Pais de DOIS MILHÕES E QUINHENTOS MIL EUROS por cada 500 alunos e ano lectivo (500 alunos x 5.000€/ano lectivo/cada).
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Com toda a gestão e condução sob a responsabilidade completa de cada Escola e do seu Quadro Docente. Com a vantagem competitiva à partida das Escolas Publicas já terem instalações. Equipamentos etc
.
Este Modelo resolve práticamente tudo. E elimina o escandalo perdulário de UM QUARTO dos 5.000€ por cada aluno e ano lectivo pagos pelos Impostos de TODOS os Portugueses ser “consumido internamente” pelos chamados ‘Boys & Girls de todos os Partidos’ “nas direcções centrais e regionais, secretaria-geral, gabinetes da ministra e secretarias de estado e demais estruturas burocráticas do Dirigismo/Centralismo entre Ministério em Lisboa e cada Escola”.
.
Para o Ministério sobraria a função de Estado, a regulamentação geral, racios minimos e maximos, por exemplo alunos por turma, definição dos Programas e Conteudos, Disciplinas de cada ano lectivo, exame nacional anual para todos as anos lectivos e Escolas etc
.
e implementação das Escolas Publicas PROFISSIONAIS (um pouco na esteira das antigas Escolas Comerciais e Industriais) para fixar e absorver tudo o que anda disperso e instável por Cursos de Formação Profissional, Novas Oportunidades etc cujos resultados têm ficado muito aquém dos gigantescos gastos feitos.
.
O objectivo final é preparar os jovens de acordo com as suas vocações e perfis naturais sem resultados de "paródia". Para no inicio da vida adulta terem as “ferramentas” profissionais ou cientificas que lhe permitam ganhar a vida e a independência dos pais.
.
Para ESTABILIZAR ESTE ANO LECTIVO é de bom senso a suspensão do modelo de avaliação aplicando a todos o usado o ano passado para os Prof contratados,

para atalhar para um NOVO MODELO QUE FIXE MUITO MELHOR O SISTEMA DE EDUCAÇÃO e ENSINO no Basico, Secundário e Profissional para Escolas Publicas e Privadas que não podem estar permanentemente sujeitos a contestações, barafundas de constantes modificações e alterações etc sob pena de estarem sempre a implodir por não produzirem bons resultados gerais nem a forte estabilidade essencial a estes sector relevante da vida nacional incompativel com clubites partidárias ou fanatismos dirigistas/centralistas
 
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    Bom senso...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 10:58 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Bom senso...    Ver comentário
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 11:34 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Bom senso...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:01 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Bom senso...    Ver comentário
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 13:17 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Bom senso...    Ver comentário
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 17:39 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Ermitão e Sebastião da treta    Ver comentário
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 13:30 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Ermitão e Sebastião da treta    Ver comentário
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 13:42 | Sábado, 15 de novembro de 2008
    Re: Sakata tem toda a razão...!!!!    Ver comentário
latrum (seguir utilizador), 1 ponto , 16:12 | Sábado, 15 de novembro de 2008
Pais, Filhos, Educação
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Sábado, 15 de novembro de 2008
Outro aspecto relevante do problema “Educação-Ensino” dos nossos filhos que desagua na Segurança Social, Reformas e Pensões etc
.
Há muitos casos em que saía mais barato Pai ou Mãe ficarem em casa a tomar conta dos Filhos que trabalharem fóra. Mais económico. O ordenado que ganho acaba quasi gasto no Passe Social, comer fóra de casa, pagamento de infantários ou empregadas em casa etc. Há excepções que não são a regra, dos que “é uma uma chatice ficarem metidas em casa a aturar os filhos”.
.
Mas em TODOS OS CASOS, creio que inadvertidamente, o ESTADO PROÍBE, penalizando fortemente com perca de contagem de tempo para a Idade de Reforma e no montante do seu valor na velhice.
 
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Má gestão
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 11:03 | Sábado, 15 de novembro de 2008
As universidades públicas portuguesas são extremamente mal geridas. As universidades públicas portuguesas são das únicas em toda a Europa, onde existem propinas (e bem altas).
Temos dinheiro do Estado e dinheiro das propinas a ser desviado e a pagar despesas completamente estúpidas.
Temos universidades a pagar apartamentos de luxo em hóteis de cinco estrelas, a pagar conferências que nunca se realizam...
E a qualidade do ensino nunca melhora... Fica sempre na mesma. Qual a solução então? Ir para o sector privado... Grande negócio que é a educação pública em Portugal.

As universidades públicas estão há muito tempo a servir de teta com uma quantidade infinita de "leite"... Propinas e dinheiro do Estado... UMA MINA DE OURO!
Agora que estes senhores (como este surfista que aqui está) foram informados que a teta vai acabar, ficam logo ressabiados! Pois claro!
 
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    Re: Má gestão    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:11 | Domingo, 16 de novembro de 2008
Grande verdade:
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:44 | Sábado, 15 de novembro de 2008

- "... As elites portuguesas não estão muito interessadas em ter grandes universidades em Portugal. É uma coisa que lhes é irrelevante. Terão mais interesse num modelo mais mediano e depois vão fazer os 2º e os 3º ciclos lá fora, na Europa. Por isso é que digo que isto é problema de sociedade..."

Nem em grandes universidades e muito menos em um bom ensino para as camadas mais pobres da sociedade... Boas escolas, num primeiro momento, só para os filhos da elite.

Sempre foi assim, o que mudou?

As elites sempre se prepararam, lá fora, enquanto, em Portugal, o povo dormita em sua santa ignorância.

Todos sabem:

- Depois de instruídas, lá fora, as elites voltam, e voltam para continuar a explorar o povão, com suas cantigas de embalar...

- Voltam para manter a atrela dos interesses estrangeiros em Portugal. Vendem o país a troco de seu bem estar e Status Social, enquanto, cego por sua ignorância e sem opções, o povo emigra, sai despreparado, mas, mesmo assim, acaba por criar riquezas, nas terras dos outros, com muito suor e lágrimas.

Pobre Portugal! De grandes navegadores ! O que fizeram de ti? Restolho?
 
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Eu como contribuinte...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:24 | Sábado, 15 de novembro de 2008

Gostaria de saber, onde as universidades gastam cada cêntimo que elas recebem, só assim poderei aferir se as contas são bem ou mal geridas.

Acreditar em Sua Magnificência, o Reitor? Não tenho informações para avaliar o que diz... Se mente ou diz a verdade. Na dúvida para o réu...

Acreditar no ministro? Mas como? Se todos os governos, sejam eles quais forem as suas cores, já deram provas de que mentem, deslavadamente, pela boca de seus representantes.

Entretanto, penso que há uma saída para o imbróglio, e qual seria a solução?

As universidades devem criar um sítio na internet, onde dêem conta de cada cêntimo que recebem, gastam, onde gastam e porque gastam.

É oportuno registrar que falei de cêntimos, assim entendo que até o papel higiênico deve ser contabilizado, isto sem ofensas, mas, certamente, em prol da transparência e do grande rigor que se exigem nas contas públicas.

Em tempo: Uma demonstração clara e objetiva, sem anexos ou subterfúgios... Quanto mais sucinta melhor, para que não tenhamos queixas de burocracias e papeladas desnecessárias que possam emperrar o bom funcionamento das nossas universidades.
 
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    Re: Eu como contribuinte...    Ver comentário
Jonas Savimbi (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Domingo, 16 de novembro de 2008
    Re: Eu como contribuinte...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 13:03 | Domingo, 16 de novembro de 2008
O PARADIGMA DA RESPONSABILIDADE!!
latrum (seguir utilizador), 1 ponto , 16:03 | Sábado, 15 de novembro de 2008
É a única coisa que me ocorre.
Triste país este em que nada se aproveita e as autodenominadas elites dão este exemplo.
 
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Um olhar de fora
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 8:47 | Domingo, 16 de novembro de 2008
Completei em PT uma pós-graduação e um mestrado em duas universidades públicas diferentes há uns anos atrás. Não gostei nada do que vi. Com raras excepções, os professores tinham falta de capacidade de comunicação. Não nego que até possam ter sido excelentes alunos mas isso não chega para se ser professor. Os Tugas nunca entenderam isso.

Lembro-me de um "conhecido e reputado professor doutor" que em 1996 apresentava acetatos de 1982 numa aula de um Mestrado que frequentei. Recordo-me da falta de contacto com o mundo real das empresas, muitas vezes simulado através de protocolos com associações e uma ou outra organização mas com resultados anos e anos a fio sem qualquer expressão.

Senti o deixa andar por todo o lado. O emprego efectivo assegurado. Uma certa prepotência do corpo docente. Reconheço que havia excpções mas a generalidade era como acabo de descrever. Entendi também por exemplo, que o tão falado e "reconhecido" IST de Lisboa era desconhecido em Badajoz !

Os meus filhos estudam hoje bem longe de PT.

 
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Sem dinheiro nao ha milagres
Pedro Lemos (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Domingo, 16 de novembro de 2008
O Reitor de uma das maiores universidades portuguesas põe o dedo na ferida....Que credibilidade pode ter um governo que dá com uma mao e retira mais com a outra?
O responsavel maximo pelas universidades pùblicas é um Senhor de bigodeira farta que tem um nome... Ha que pedir-lhe responsabilidades.
Os cidadaos devem ser exigentes com os eleitos e reclamar as soluçoes adequadas aos problemas do ensino superior. Onde meteu o governo PS a famosa paixao da educaçao? ... Promessas eleitorais leva-as o vento. O que é preciso é honrar a palavra dada...
 
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    Re: Sem dinheiro não ha milagres    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:04 | Domingo, 16 de novembro de 2008
Sem dinheiro não há milagres... Pois... Pois...
Dunca (seguir utilizador), 1 ponto , 12:55 | Domingo, 16 de novembro de 2008

Sem dinheiro não há milagres...

Sim... Isso é verdade, mas onde vamos buscar o dinheiro que Sua Magnificência, o Reitor, está a pedir? Pelas contas que faço, o pais está falido por obra e graça dos partidos que têm tido assento na Assembléia da República desde o 25 de abril.

O déficit interno tem que ser mantido, por uma imposição da UE, abaixo dos 3% e não podemos mais mandar tocar a guitarra, como fizemos em outras épocas, assim só nos resta, então: aumentar impostos e cortas despesas...

Quanto ao déficit externo? Já é crônico, e só faz aumentar a nossa dívida externa, vejamos os números de 2007

Exports: $51.5 billion f.o.b. (2007 est.)

Imports: $75.3 billion f.o.b. (2007 est.)

Current account balance:: -$21.75 billion (2007 est.)

Debt - external: $461.2 billion (31 December 2007)

Pois é...

Contribuintes dedicados, cada vez mais escalpelados, sem dinheiro e mal pagos !!!

Nós, contribuintes, gostaríamos de saber, onde o governo vai buscar o dinheiro que Sua Magnificência, o Reitor está a pedir.

Em tempo: Detesto a língua, mas para uma melhor compreensão de Sua Magnificência, o Reitor, não traduzi os dados econômico, e por mais não saberia fazê-lo
 
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será que...
chimao (seguir utilizador), 1 ponto , 19:21 | Segunda feira, 17 de novembro de 2008
Será que isto quer dizer que vão aumentar as despesas para as famílias dos estudantes (propinas, inscrições, diplomas,etc.)? Se calhar é o que isto quer dizer.
 
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