Expresso 40 Anos
  • Patrocinadores Oficiais:
  • patrocinadores
  • Com o Apoio:
  • patrocinadores
Anterior
Expresso inicia comemorações do 40º aniversário
Seguinte
Anos 1983-92 em Revista especial para guardar, no sábado

Espreite dez das muitas fotos da primeira Revista especial dos 40 anos do Expresso

A primeira Revista que marca os 40 anos do Expresso já está nas bancas. A escolha das fotografias é de Rui Ochôa, o primeiro editor fotográfico do Expresso, que recorda os dez anos que vão do final do Estado Novo até ao fim do Conselho da Revolução.

|



Foto 1: UM PAÍS A DUAS VELOCIDADES

O fim da ditadura acelerou a vida das pessoas e foi a ignição de muitos novos projetos - políticos, ideológicos, sociais, culturais, mentais. Mas longe de Lisboa, e em parte também de quartéis ou fábricas, onde se acreditava que o futuro estava à mão de semear, havia um Portugal parado no tempo. O interior era então mais habitado do que é hoje, mas também mais isolado e muito mais pobre. O quadro destas páginas - desalento, tristeza, total ausência de expectativas a irmanar várias gerações (serão três?, serão quatro?) da mesma família - parece saído do cinema neorrealista italiano, montado por Visconti ou Rossellini, logo no pós-guerra. Mas foi captado várias décadas depois, em julho de 1974, numa aldeia perdida no concelho de Vila Flor, Trás-os-Montes. Assim respirava um povo a quem a Revolução ainda pouco ou nada dizia.


 
Foto 2: A MAIORIA SILENCIOSA

A 26 de setembro de 1974, uma tourada no Campo Pequeno a favor da Liga dos Combatentes torna-se manifestação de apoio a António de Spínola e de repúdio ao primeiro-ministro, Vasco Gonçalves, vaiado pela assistência. Na verdade, foi um ensaio geral para a manifestação da Maioria Silenciosa (os setores da direita que se opunham ao andamento da Revolução e que ainda não tinham assumido uma posição pública), marcada para dois dias depois. Mas a corrida - como as expressões de Spínola e de Vasco Gonçalves parecem prenunciar - estava muito longe do fim. A concentração foi proibida, Lisboa esteve sitiada por piquetes que ergueram barricadas nas entradas e revistaram quem pretendia entrar. No fim, a Maioria Silenciosa não fez ouvir a sua voz; a 30 de setembro, Spínola falou ao país, para se demitir. Com o novo Presidente, Costa Gomes, veio o terceiro governo provisório, igualmente liderado por Vasco Gonçalves. As coisas iam começar a aquecer.



Foto 3: A REVOLUÇÃO À VOLTA DA FOGUEIRA

A Herdade da Lobata, em Serpa, foi um dos latifúndios alentejanos ocupados por trabalhadores. Num dia frio do outono de 75, sentam-se em círculo, como se quisessem abrir uma clareira para uma sociedade diferente, mais equalitária... Entre o final de 1974 e o início de 1976, foi criada, sobretudo no Alentejo, cerca de meio milhar de Unidades Coletivas de Produção (UCP), num processo conduzido pelos sindicatos afetos ao PCP e por vezes apoiado no terreno por militares. O projeto de uma "exploração comum da terra" - o que deixou muitas vezes à vista a impreparação da nova ordem na gestão das empresas agrícolas - ardeu como palha. No primeiro governo de Mário Soares é aprovada a chamada Lei Barreto, que foi o princípio do fim. A revisão da Constituição de 1982 (seguida pela de 86) faria o resto. A Reforma Agrária tem um lugar único na mitologia da Revolução, mas a sua chama aqueceu durante pouco tempo.



Foto 4: UM CAMPO DE CONFRONTOS

Na Lobata, o proprietário esteve sitiado vários dias por trabalhadores. A GNR anda por lá, mas limita-se a observar, sem fazer esforços para intervir. Ao lado dos grandes proprietários rurais na repressão dos assalariados durante o fascismo, a força militarizada sentiu esse fardo histórico durante a ocupação das terras e assumiu uma posição de neutralidade. Sob um chaparro, em redor do borralho, meia dúzia de soldados deixam correr o tempo. No final dos anos 70, quando nas planícies alentejanas o vento muda de feição, a GNR volta à ação.



Foto 5: O PODER JÁ PASSA PELO PARLAMENTO

Com as legislativas de 1976, a condução da vida do país passa cada vez mais pela Assembleia da República. A negociação entre líderes partidários (na fotografia, Francisco Sá Carneiro e Mário Soares) será uma bússola dos anos vindouros. Na primeira fila da bancada do CDS estão sentados (da esquerda para a dirreita) Lucas Pires, Rui Pena, Freitas do Amaral e Narana Coissoró. Um quarteto de luxo! Mas a qualidade dos deputados era pedra angular de todas as bancadas.



Foto 6: MORTE DO CARDEAL CEREJEIRA

A 1 de agosto de 1977, morre o cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira, a figura mais marcante da Igreja em Portugal no século XX. Foi patriarca de Lisboa durante 42 anos (1929-1971), o mais longo período de um bispo na diocese. Se o Estado Novo se confunde com Salazar (pelo menos até à morte deste), a Igreja portuguesa nesse mesmo período confunde-se com Cerejeira. A relação entre ambos, pessoal (colegas em Coimbra e amigos) e institucional (entre Igreja e Estado), durante décadas moldou o país. Sobretudo na identidade e nas cumplicidades evidentes, mas também nas tensões e divergências, dimensão que aos poucos a historiografia vem destapando. As cerimónias fúnebres foram presididas pelo sucessor de Cerejeira, D. António Ribeiro. O cardeal ficou sepultado no panteão privativo dos patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa (na foto).



Foto 7: UM SINAL PREMONITÓRIO

Freitas do Amaral, Sá Carneiro e Ribeiro Telles (à frente, da esquerda para a direita) fazem uma pausa na descida da Avenida da Liberdade, em Lisboa, numa ação da campanha para as legislativas de 1979. É impossível saber de que se riam (especialmente Freitas), mas é bem possível que pelo canto do olho já estivessem a ver o sinal de trânsito. A 2 de dezembro, os eleitores portugueses seguiram à risca aquela sinalética rodoviária: impedidos de virar à esquerda, optaram por uma guinada para a direita. A Aliança Democrática (AD, coligação entre o PPD e o CDS) esteve no poder três anos e meio: um governo liderado por Sá Carneiro, terminado com a morte deste, e dois chefiados por Francisco Pinto Balsemão.



Foto8: DA CONSAGRAÇÃO À MORTE

Em novembro de 1979, na zona de Viseu, Sá Carneiro é vitoriado por populares, na campanha para as eleições que dariam a maioria à AD (e fariam dele primeiro-ministro). A 4 de dezembro do ano seguinte, na reta final para as presidenciais, o líder do PPD está (foto de baixo) junto ao candidato da direita, Soares Carneiro (também ladeado por Diogo Freitas do Amaral), numa conferência de imprensa em Lisboa, no Hotel Altis. Foi a última aparição pública de Sá Carneiro, que morreria poucas horas depois, no desastre de Camarate. O homem que levou a direita ao poder e queria "um Governo, uma maioria e um Presidente" não assistiu à concretização desse sonho.



Foto 9: JOÃO PAULO II, O PAPA DE FÁTIMA

A 12 de maio de 1982, João Paulo II inicia uma visita a Portugal, para agradecer à Virgem ter sobrevivido ao ataque que sofrera em Roma - um ano antes, a 13 de maio. O Papa atribuiu o seu salvamento a um "milagre de Fátima". João Paulo II teve transbordantes banhos de multidão, como mostra esta fotografia, tirada junto à Sé de Lisboa Algo só possível pela devoção dos portugueses e, também, por regras de segurança mais permissivas do que atualmente. Logo à chegada, entre o aeroporto e o centro, teve uma receção apoteótica (ver página seguinte). Em quatro dias, o Sumo Pontífice percorreu o país, de Braga a Coimbra, de Lisboa a Vila Viçosa - além do ponto alto, no santuário mariano. Foi a primeira visita de um Papa a Portugal em democracia.



Foto 10: A PRIMEIRA GREVE GERAL

A 12 de fevereiro de 1982, o país conhece a primeira greve geral, convocada pela CGTP, com a oposição declarada da UGT. É o primeiro grande embate após o 25 de abril entre um governo de direita e o movimento sindical. A 11 de maio, a Intersindical realizaria nova greve geral, "sempre contra a política de direita, mas também em protesto contra a provocação montada pelo governo AD e pelos amarelos da UGT" - assim a descreverá mais tarde o PCP. Da primeira paralisação ficou um hábito, que se mantém até hoje - as avaliações díspares dos resultados. Atente-se na manchete do "Diário de Lisboa", que dá as "duas versões": "A greve geral foi um êxito", clama a CGTP; "Foi uma derrota para... o PCP", garante o governo. A Intersindical deixou então o aviso: "Faremos as greves gerais que forem necessárias para defender a democracia e os interesses do país."





Opinião


Multimédia

Edwin. O rapaz que aprendeu a sonhar

O que Edwin sabia sobre a vida era sobreviver. Na cabeça dele não cabiam sonhos e os dias eram passados à procura de comida para ele e para a mãe e para o irmão. A fome espreitava nos cantos da barraca de palha no Quénia e ele escondia-se dela como podia - chupar as pedras era uma forma de a enganar. Mas a sorte dele mudou porque alguém viu nele outra coisa. E tudo começou numa dança. Agora, os mesmos dedos que agarravam as pedras tocam hoje teclas de um piano Bechstein. E os pés dele já não estão nus mas calçados. Com chuteiras. Primeiro no Benfica, agora no Estoril, o miúdo de 15 anos que fala como gente grande descobriu que tinha um sonho: ser futebolista. Como Drogba.

Em três quartos de hora não se esquece só a idade. "Esquece-se o mundo"

Maria do Céu dá três voltas ao lar sempre que pode. Edviges vai a todos os velórios, faz hidroginástica e sopas de letras. António dá um apoio na Igreja e nos escuteiros. Tudo é uma ajuda para passar os dias quando se tornam todos iguais. No Pinhal Interior Sul, a região mais envelhecida da União Europeia, quase um terço da população tem mais de 65 anos. Os mais velhos ficaram, os mais novos partiram.

Profissão: Sniper

O Expresso foi ver como são selecionados, que armas usam, para que missões estão preparados os snipers da Força de Operações Especiais do Exército. São uma elite dentro da elite. Um pelotão restrito. Anónimo. Treinam diariamente com um único objetivo: eliminar um alvo à primeira, mesmo que esteja a centenas de metros. Humano ou material. Sem dramas morais, dizem.

Xarém com conquilhas

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione com esta nova receita.

O que se passa dentro da cabeça dele

O que leva um tipo a quem iam amputando uma perna a regressar ao sítio onde os ossos se desfizeram, uma e outra vez, e testar os limites do seu corpo? Resposta: a busca pelo salto perfeito, que ele diz existir dentro dele e que ele encontrará mais dia menos dia. É a fé e a confiança que o movem e o levam a pular para lá do que é exigido a um campeão olímpico e mundial que não tem mais nada a provar a ninguém - a não ser a ele próprio. Este é um trabalho que publicámos em agosto de 2014, quando o saltador se preparava para os Europeus e falava das metas que tinha traçado para 2015 e 2016: mostrar que não estava acabado. Sete meses depois, provou-o no Europeu de pista coberta em Praga, onde venceu este fim de semana.

Amadeu, que aprendeu o mundo no campo e tinha o coração na ponta dos dedos

Em Portugal, a dedicação à língua mirandesa tem nome próprio: Amadeu Ferreira, o jurista da CMVM que - quando todos diziam que "era uma loucura impossível" - arranjou tempo para traduzir "Os Lusíadas", a "Mensagem", os quatro Evangelhos da Bíblia e ainda duas aventuras do Asterix para uma língua que pertence a um cantinho do nordeste português e é falada por menos de 15 mil pessoas. No final de 2014 deu ao Expresso aquela que viria a ser a sua última entrevista. Morreu no passado domingo e esta quinta-feira foi lançada a sua biografia, "O fio das lembranças", com quase 800 páginas.

Temos 16 imagens que não explicam o mundo, mas que ajudam a compreendê-lo

O júri do World Press Photo queria dar o prémio maior da edição deste ano (e talvez das edição todas) a uma fotografia com "potencial para se tornar icónica". A primeira imagem desta fotogaleria, por ser "esteticamente poderosa" e "revelar humanidade", é o que o júri procurava. A fotografia de um casal homossexual russo, a grande vencedora, é a primeira de 16 imagens de uma seleção onde há Messi desolado, migrantes em condições indignas no Mediterrâneo, a aflição do ébola, mistérios afins e etc - são os contrastes do mundo.

Vamos falar de sexo. Seis portugueses revelam tudo o que lhes dá prazer na cama

Neste primeiro episódio de uma série que vai durar sete semanas, seis entrevistados falam abertamente sobre aquilo que lhes dá mais satisfação na intimidade. Sexo em grupo, sexo na gravidez, prazer sem orgasmo e melhor sexo após a menopausa são alguns dos temas referidos nos testemunhos desta semana. O psiquiatra Francisco Allen Gomes explica ainda a razão de muitas mulheres fingirem o orgasmo. O Expresso e a SIC falaram com 33 portugueses que deram a cara e o testemunho de como são na cama. Ao longo das próximas sete semanas, contamos-lhe tudo.

Elvis. Gostamos ou não gostamos?

Ele não é consensual, mas é incontornável. Dispunha de penteado majestoso e patilha marota, aparentava olhar matador e pose atrevida. E deixou canções: umas fáceis e outras nem tanto, por vezes previsíveis e às vezes inesperadas, ora gentis ora aceleradas. E ele, Elvis, nasceu em janeiro de 1934 - há precisamente 40 anos, ao oitavo dia. Temos quatro textos sobre o artista: Nicolau Santos, Rui Gustavo, Nicolau Pais e João Cândido da Silva explicam o que apreciam, o que toleram e o que não suportam.

A última viagem do navio indesejado

Construído nos Estaleiros de Viana e pensado para fazer a ligação entre ilhas nos Açores, o Atlântida foi recusado pelo Governo Regional por alegadamente não atingir a velocidade pretendida. Contando com os custos associados à dissolução do contrato, o prejuízo ascendeu a 70 milhões de euros. Foi agora comprado a "preço de saldo", para mudar de nome e ser reconvertido num cruzeiro na Amazónia. Fizemos a última viagem do Atlântida e vamos mostrar-lhe os segredos do navio.

Desfile de vedetas

Saiba tudo sobre os modelos concorrentes ao Carro do Ano 2015/Troféu Essilor Volante de Cristal. Conheça o essencial sobre os 20 automóveis participantes nesta iniciativa, da estética, às características técnicas, do preço ao consumo. A apresentação ficará completa no dia 3 de janeiro.

Tudo o que precisa de saber sobre o ébola. Em dois minutos

Porque é que este está a ser o pior surto da história? Como é que os primeiros sintomas se confundem com os de outras doenças? É possível viajar depois de ter contraído o vírus, sem transmitir a doença? E estamos ou não perto de ter uma vacina? O Expresso procurou as respostas a estas e outras dúvidas sobre o ébola.

Desacelerámos a realidade para observar a euforia da liberdade

Ela, Jacarandá, é algarvia. Ele, Katmandu, é espanhol. São linces e agora experimentam a responsabilidade da liberdade: foram soltos esta terça-feira numa herdade alentejana, próxima de Mértola, eles que saíram de centros de reprodução em cativeiro. Foi inédito: nunca tinha acontecido algo assim em Portugal. Estivemos lá e ensaiámos o slow motion.


Comentários 5 Comentar
ordenar por:
mais votados
O Expresso faz 40 anos e nessa época eu era seu
assinante, porque tinha esperança numa sociedade melhor e demcrática que eram os valores que este jornal defendia. Pasados todos estes anos as opções economicas e poiticas com que vivemos não foram as mais capazes no sentido do bem geral dos cidadãos...e da justiça social, antes pelo contrário...

As promessas
De uma democracia que servisse os interesses do povo só se ficaram pelas palavras.
Hoje o povo vive um calvario, e os interesses instalados nos mesmos de sempre.
Criticar Salazar pela sua política e esta democracia tão igual ou para pior.
Vergonha foi uma palavra abolida pela nata da sociedade portuguesa, e em vez da democracia, respeito e igualdade é criminalidade, corrupção, e associação de malfeitores com os exemplos dados por quem tem responsabilidades na governação deste país que está a ser desmenbrado e vendido ao desbarato mas que enche os bolsos à classe política e afins.
Mas quanto tempo mais passa a revolta e o ódio será maior e nem os cravos vão conseguir a paz desejada.
O dia para muitos será transformada em longas noites de solidão e amargura.
Tal como em 74...
Tal como em 74 foi preciso reescrever a História do Estado Novo (de outro modo ainda leríamos as laudas às qualidades do Sr. Dr. António de Oliveira Salazar e às virtudes do Cardeal Cerejeira, bem como à perfeitíssima organização da Nação com o Partido da União Nacional e a Câmara corporativa), ESTÁ NA HORA DE REVER A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO DE 74, do Movimento das Forças Armadas, e de tudo o que se seguiu desde essa altura!!!

Este artigo continua a veicular a "História Revolucionária" Oficial, lavrada em mármore pela Comunicação Social e por um séquito de historiadores e políticos lacaios da "Esquerda" pós-74.

NEM o Estado Novo foi tão mau para o País, NEM a Revolução dos Cravos foi tão boa!!! NA REALIDADE, muito do que se aponta a Salazar era a HERANÇA DA MONARQUIA E DA 1ª REPÚBLICA QUE NÃO SOUBERAM RESOLVER NENHUM PROBLEMA; e é inegável que o País PROGREDIU mais nos 36 ANOS em que Salazar esteve à frente do Governo, do que nos 38 ANOS que nos separam de Abril de 74!!!

DIGAMOS, que quando Salazar assumiu funções como Presidente do Conselho de Ministros, Portugal tinha 50 anos de atraso em relação à Europa, e que quando ele caíu da cadeira, tinha "apenas" 30...

Mas é um facto que hoje em dia também não estamos ao nível da França nem da Alemanha (quando muito da Grécia ou da Irlanda), e RECEIO QUE INICIÁMOS O CAMINHO INVERSO...
Repor a História
É pena que uma revista como esta, especialmente destinada a ser colecionada, inclua erros históricos que ajudarão a perpetuar equívocos. No artigo de Miguel Sousa Tavares, há, pelo menos dois erros: dos três governos de iniciativa presidencial - Nobre da Costa (3.º), Mota Pinto (4.º) e Maria de Lurdes Pintasilgo (5.º) - apenas o de Nobre da Costa foi imediatamente rejeitado no Parlamento. Mota Pinto iniciou funções em novembro de 1978 e cessou-as porque pediu uma moção de confiança em junho de 1979 e não lha foi dada; e Lurdes Pintasilgo começou em julho de 1979 e cessou em janeiro de 1980 porque o Presidente Ramalho Eanes dissolveu o Parlamento.
Por outro lado, na década em referência (1973-1982) não houve OPAs na Bolsa. A primeira OPV (Oferta Pública de Venda e não OPA, de Aquisição) ocorreu em 1986.
É certo que se trata de um artigo de opinião, mas não deixa de ser pena que tenha deturpado factos históricos. Agradeço mais crivo editorial na próxima revista de década.
Oscar Mascarenhas
Re: Repor a História
Comentários 5 Comentar

Últimas

Multimédia Expresso 40 anos
Confronto. A organização da mesa não foi inocente: do lado esquerdo os dois políticos (José Pacheco Pereira e Rui Rio), do direito os jornalistas (Miguel Sousa Tavares e Henrique Monteiro), separados por um moderador, José Azeredo Lopes, que não deixou de tomar posição

Haverá jornalismo sem jornais?

José Pedro Castanheira (texto), Rui Duarte Silva (foto) 

O jornalismo e o papel dos 'media' foram discutidos com paixão, no Porto, no final das comemorações dos 40 anos do Expresso.

mais

É urgente gerir bem a cultura

Alexandra Carita 

O que faz falta à Cultura? Financiamentos maiores, novos modelos de gestão, clarificação de obrigações e desenvolvimento sustentável.

mais

Conferência Expresso 40 anos no Funchal: Desafios do Turismo

Conceição Antunes 

Ir além da Primavera Árabe. Crescimento com futuro, não só à custa da crise no Egito, Turquia e Tunísia, foi o mote da conferência no Funchal.

mais

O maior "mito" da Agricultura

Joana Madeira Pereira  

Conferência Expresso em Ponta Delgada: Portugal tem bons terrenos e clima excecional, mas não tem capacidade para ser autossuficiente na agricultura e nas pescas.

mais

O milagre da nuvem digital

João Ramos 

As mais pequenas empresas já podem ter acesso a programas informáticos que só eram acessíveis as grandes companhias

mais

Nuclear? Agora não, obrigado

Vitor Andrade 

O futuro da energia. Nem o petróleo vai acabar, nem o nuclear será abandonado. Mas as renováveis continuam a conquistar terreno.

mais

"A Educação está entre o atraso e o futuro"

Isabel Leiria 

Depois de décadas de estagnação, os resultados melhoraram na Educação. na Conferência Expresso em Viseu falou-se do que falta fazer.

mais

Região Centro pode dar um salto tecnológico

Virgílio Azevedo 

A criação de um corredor de alta tecnologia entre Aveiro, Coimbra, Cantanhede e Covilhã foi proposta na conferência do Expresso.

mais

O futuro está a ficar cada vez mais velho

Valdemar Cruz 

Demografia Especialistas defendem que só uma sociedade mais amiga da paternidade melhorará as taxas de fecundidade.

mais

Tratar o Estado para o Estado tratar de nós

Vera Lúcia Arreigoso 

Conferência Expresso em Coimbra: especialistas em Saúde e Segurança Social defendem que o país só pode continuar a dar proteção se curar as doenças de que sofre.

mais
PUB
PUBLICIDADE
Últimas  Expresso 40 anos
Os nossos leitores

Que notícia gostava que o Expresso publicasse daqui a 40 anos?

24

Deixe aqui a sua sugestão de notícia para o futuro.