17 de abril de 2014 às 19:56
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"Esperemos que não tenha acontecido o pior"

Oiça o testemunho de Marta Caires, jornalista do "Diário de Notícias da Madeira", sobre o enorme incêndio no Funchal.

Marta Caires, jornalista, moradora no Funchal, diz que a cidade está cheia de fumo, mas o clarão enorme que se via até há pouco tempo, já está mais pequeno.  "Ninguém sabe bem o que se passa. Está muito escuro, há muito pânico. Mas ninguém vai dormir naquela zona. Só por milagre é que não morreu ninguém", acrescenta ao Expresso.

Trata-se da parte mais alta do Funchal, a cerca de seis quilómetros do centro da cidade. É ventosa, densamente povoada, uma zona onde se encontram urbanizações de luxo, campo de golfe, um hotel, a cadeia e o parque industrial da Cancela, o qual poderá ter ardido em parte, aliás, alguns dos stands de automóveis ali instalados foram evacuados. Segundo a jornalista madeirense, sabe-se que arderam casas, mas o número é incerto.  "Falam-se de cinco casas de um lado e quatro do outro.

Nas imagens da RTP, viam-se casas a arder, lume a sair das persianas", conta.

Segundo Marta Caires, o fogo alastrou-se muito rapidamente. Ela viu fumo e um clarão lá no alto, cerca das 21h, quando ardia pinhal e eucaliptos. No pequeno percurso que fez de táxi até casa, "num instante", o incêndio propagou-se tronando-se incontrolável.

"Em questão de meia hora transformou-se numa coisa horrorosa", frisa, lembrando que, naquela zona, a maioria das casas de habitação têm condições precárias, encontram-se construídas quase umas em cima das outras, o que proporciona uma maior rapidez à propagação das chamas. Uma amiga de Marta, moradora no Caniço, mais perto do incêndio, contou-lhe que ouviu diversas explosões, provavelmente de botijas de gás e de combustível existente no Parque Industrial, já que ela viu o fogo caminhar para lá.

"Quem viu as explosões, diz que pareciam foguetes", acrescenta Marta, adiantando que está um calor intenso na parte baixa da cidade, onde não sopra uma aragem, mas na zona alta o vento sopra forte.

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