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Espanha quer "intensificar inspeções" a voos da Ryanair

Diversas aterragens de emergência, duas das quais no último fim de semana, levam o Governo espanhol a ponderar "intensificar as inspeções" aos aviões da Ryanair.

Lusa |
26 de agosto de 2008. Boeing 737 da Ryanair, com 168 passageiros, que fazia ligação entre Bristol e Barcelona, aterra de emergência em Limoges (França)
26 de agosto de 2008. Boeing 737 da Ryanair, com 168 passageiros, que fazia ligação entre Bristol e Barcelona, aterra de emergência em Limoges (França) /  Getty

O Governo espanhol anunciou hoje a intenção de "intensificar as inspeções" aos aviões da Ryanair que operam no país, após uma série de incidentes com a companhia aérea irlandesa de baixo custo.

"Dado que esses aviões operam fundamentalmente em Espanha, as autoridades deviam ter a possibilidade de realizar essa supervisão, esse controlo, intensificar as inspeções", declarou à imprensa o secretário de Estado das Infraestruturas espanhol, Rafael  Catala. "É isso que estamos a pensar exigir", acrescentou.

Uma fonte ministerial disse à agência noticiosa francesa AFP que o Ministério do Equipamento espanhol já escreveu ao comissário europeu dos Transportes, Siim Kallas, bem como às autoridades irlandesas de aviação civil, a pedir uma reunião para debater o assunto.

Em debate está a possibilidade de os países membros da União Europeia poderem reforçar o poder de controlo sobre os aparelhos de companhias aéreas de outros países que operam um volume elevado de voos nos seus territórios.

Aterragens de emergência


Dois voos da companhia aérea de baixo custo irlandesa Ryanair aterraram de emergência em Espanha no espaço de 24 horas, ambos por problemas técnicos.

O incidente mais recente registou-se no domingo, num voo que ligava Paris-Beauveais, em França, a Tenerife, nas ilhas Canárias. O avião teve de "aterrar por problemas técnicos" no aeroporto de Madrid.

No sábado, um outro voo da Ryanair, que fazia a ligação entre Bristol, no Reino Unido, e o aeroporto de Réus (Catalunha, nordeste de Espanha), teve "um problema num dos motores e o piloto decidiu mudar a trajetória para aterrar" no aeroporto de Prat, em Barcelona, a uma centena de quilómetros do destino.

Falta de combustível


Estes incidentes do fim de semana somam-se a uma série de problemas registados nas últimas semanas em voos da Ryanair em Espanha e noutros países europeus.

O caso que mais atenção suscitou em Espanha ocorreu no final de agosto. Três aviões da Ryanair foram desviados do aeroporto de Madrid para Valência (leste) e tiveram de pedir uma aterragem de emergência por falta de combustível.

Ao chegar a Valência, os aviões tiveram de aguardar autorização para aterrar, mas acabaram por comunicar à torre que o combustível se aproximava dos níveis mínimos permitidos. O aeroporto acabou por lhes dar prioridade na lista de espera para a aterragem de emergência.

A imprensa inglesa noticiou recentemente que a Ryanair deu instruções aos pilotos para que carreguem a bordo o nível mínimo possível de combustível. Qualquer excesso tem que ser justificado por escrito.

A empresa já se defendeu, afirmando que todos os voos operam com os níveis de combustível exigidos pelos fabricantes dos aviões e pela Agência Europeia de Segurança Aérea.


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O BARATO SAI CARO
Em vez de ponderar deveriam actuar. E é fácil. É só mandar um inspector da autoridade aeronáutica verificar a quantidade de combustivel à chegada da aeronave. De vez em quando, aleatoriamente, para que não se torne norma e a companhia em causa não continue a prevaricar. Ponderações e avisos nada têm a ver com operações seguras. Não actuar de imediato tem custos acrescidos e todos esperamos que não se tornem fatais.
Como dizia o outro, o barato sai caro. Vamos a ver quanto!
IRLANDA??
um protetorado britanico

tem aviões??
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