20 de maio de 2013 às 0:08
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Espanha: juros da dívida fecham acima de 6%

Desde final de novembro que os juros das obrigações espanholas a 10 anos não fechavam acima desta barreira. Risco de incumprimento subiu para mais de 36%.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Espanha continua a estar em destaque nos mercados da dívida. As yields (juros) das obrigações espanholas a 10 anos abriram acima de 6% no mercado secundário, segundo dados da Bloomberg. Viriam a fechar em 6.07%. Na sexta-feira fecharam em 5,98%.

Esta barreira foi ultrapassada entre meados e final de novembro e anteriormente durante a crise de meados de julho a começo de agosto do ano passado. O máximo atingido em valor de fecho ocorreu em 25 de novembro com os juros a atingir os 6,7%, às portas da barreira crítica dos 7% (considerada ponto de não retorno para um pedido de plano de resgate).

BCE vai intervir?


Responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) já referiram que Frankfurt poderá regressar a uma intervenção massiva no mercado secundário adquirindo obrigações espanholas através do programa conhecido pela sigla SMP. Segundo analistas do Bankinter, citados pelo El Economista, o BCE só intervirá se a barreira dos 7% for galgada. "O BCE já interveio na semana passada quando os juros tocaram próximo de 6%. Não creio que possam dexiar de intervir quando esse limiar [de 7%] for atingido, pois entraríamos em um ciclo que dificilmente conseguiriam conter", afirma Alberto Montero Soler, professor na Universidade de Málaga e que virá, esta semana, a Coimbra para uma conferência sobre o futuro da zona euro. Soler é autor do blogue "La otra Economía". Por seu lado, Santiago Niño Becerra, professor da Universidade Ramón Llull, de Barcelona, ironiza: "É a pergunta bilionária, pois 7% é o ponto de não retorno, segundo dizem. Ao ritmo que as coisas estão, em dez dias chegamos a esse patamar. Nada como mudar a definição de desastre, a fim de desdramatizar os 7%".

Acompanhando esta tendência altista nos juros dos títulos, a probabilidade de entrada em incumprimento de Espanha subiu para 36,15%, depois de ter fechado em 35,79% na sexta-feira passada e ter atingido um máximo histórico no preço dos credit default swaps (seguros contra o risco de default) acima de 500 pontos base, segundo dados da CMA DataVision. No final da semana passada fechou em 502,48 pontos base e hoje fechou em 510,58 pontos base.

O prémio de risco da dívida espanhola em relação à dívida alemã subiu para 4,35 pontos percentuais.

A alta dos juros e do risco em Espanha é secundada pela subida pelos juros das obrigações portuguesas (que fecharam em 12,68% no prazo a 10 anos) e dos títulos italianos (que fecharam em 5,59% no prazo a 10 anos). O prémio de risco da dívida portuguesa subiu para 10,96 pontos percentuais (sexta-feira fechara em 10,82) e o da dívida italiana para 3,88 pontos percentuais (sexta-feira fechara em 3,79).

Duas emissões de dívida esta semana


O ministro da Economia do governo espanhol, Luís de Guindos, reuniu hoje em Paris com banqueiros franceses e amanhã segue para Dusseldorf e Frankfurt, para reuniões com entidades financeiras alemãs e com Mário Draghi, presidente do BCE.

O Tesouro espanhol lança esta semana dois leilões de dívida, um de bilhetes de Tesouro a 12 e 18 meses amanhã e outro de obrigações a 2 e a 10 anos na quinta-feira, duas emissões que vão ser seguidas de muito perto.

 

Comentários 9 Comentar
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Quando começam a reparar que o sistema neoliberal
é inviável. Está a acontecer na Europa o que acnteceu ha alguns anos na America Latina com várias intervenções do FMI até aqueles países resolverem livrarem-se desse sistema e agora quase todos eles têm crescimento económico e o que é mais importante em beneficio das populações onde o fosso entre ricos e pobes vai diminuindo.
Espanha juros da dívida acima de 6%.
Eu sei que anda por aí muita gente que não gostam nada do que vou dizer a seguir, mas como não tenho interesse nenhum, a não ser descobrir e repor a verdade, gostava uma vez mais de perguntar se ainda acham que Sócrates é culpado, ou no mínimo se é o único. Como afirmou Rui Rio:-A culpa não é de uma só pessoa e de um só partido. Eu acrescento que no fundo é de todos. Como diria Victor Hugo:- Entre um Governo que faz o mal e um povo que se resigna, há uma certa cumplicidade. Por este andar já caiu a Irlanda, a Grécia e Portugal, mas a Espanha e Itália não estão longe. A França e até a Alemanha que se cuidem, porque as faúlhas que lhe estão a cair em cima podem pegar fogo. Depois digam que a culpa é de Sócrates, por ele estar a viver. Uns dizem que a estudar Ciências políticas, mas outros dizem ser adido comercial das grandes empresas do Brasil para a Europa. Que a noticia correu por aí, que Lula tinha feito um jantar em sua honra e com convidados de hora não restam dúvidas.

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A ultima vitima do anti keynesianismo
O tratado orçamental tal como está é um exercício antidemocrático, é "a proibição do keynesianismo enquanto resposta de política económica". Os estados Unidos com Obama que se mantiveram fiel ao keynesianismo, estão a sair da crise, a europa que o recusou e optou por politicas de austeridade está a afundar.
A Espanha é apenas a ultima vitima, mas talvez com ela os cabeçudo da europa reconhecem seu erro e começem apostar no crescimento e criação de emprego, deixando a divida para mais tarde!
Segundo alguns fanáticos...
... que aqui escrevem não me admira que digam que a crise espanhola se deve ao facto do Zapatero ser amigo do Sócrates esse animal político tão omnipresente nos corações de tantos órfãos.
A Islândia é que sabe!
Ponham os olhos na Islândia caramba!!

Eles é que os têm no sítio e puseram os interesses do povo e da verdadeira democracia à frente dos interesses dos Illuminati dos banqueiros!!
Não se vergaram aos interesses dos mercados financeiros ou do FMI.

Agora não só estão a pagar todas as suas dívidas, como estão a crescer e o desemprego em queda livre.

A Islândia deveria ser um exemplo para Portugal, Grécia e Espanha!

Os banqueiros são a raíz de todos os males...
Abaixo os banqueiros e os interesses dos mercados financeiros!

Curiosamente (ou não), os meios de comunicação social (controlados pelos Illuminati) não estão a dar relevo ao que se está a passar na Islândia - um pequeno grande país com um povo muito 'grande'!
Re: A Islândia é que sabe! Ver comentário
Re: A Islândia é que sabe! Ver comentário
Sem stress
Calma, a Espanha não é a Itália, que não é a Irlanda, que não é Portugal, que não é a Grécia, etc, etc.
Bom artigo(Jorge Nascimento Rodrigues)
No estrangeiro o que escreve vai sendo regra.

Spain and the eurozone's Catch 22
http://www.bbc.co.uk/news...
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