Espanha: "jovens indignados" mantêm protestos (fotogaleria)
O "Movimento dos Indignados" acampado na praça Puerta del Sol, em Madrid, começou a limpar os graffitis - com frases de protesto - nas grades e montras das lojas, após queixas dos comerciantes locais.
Segundo o "El País", a Câmara de Comércio de Madrid enviou uma carta ao ministério do Interior, mostrando a sua indignação com a "prolongada e anómala situação" e exigindo resposta das autoridades, quando os prejuízos dos comerciantes já rondam os 80%.
A concentração mantém-se pelo menos até domingo na praça Puerta del Sol, embora se comece a notar "menos adesão dos jovens", segundo Pablo Preito, porta-voz do movimento.
Milhares de espanhóis decidiram ali ficar mais uma semana, numa manifestação apartidária que apela à luta "pela tolerância, humildade e a consciência coletiva".
Nas deliberações tomadas segunda-feira, os participantes decidiram convocar para o próximo sábado 600 reuniões em praças de vários bairros.
Os organizadores garantem que mesmo que o acampamento termine no domingo, em Madrid, o movimento lançado a 15 de maio nas redes sociais continuará em força.
Apelo a mudança política e económica
Os jovens concentrados na Praça da Catalunha, em Barcelona, decidiram prolongar a mobilização até ao dia 19 de junho. As eleições regionais e municipais do passado domingo, em Espanha, parecem longe de ter desmobilizado os jovens que se ali concentram e que reúne tanto que aqueles que exerceram o seu direito de voto, como os que resolveram abster-se.
Um dos participantes sugeriu mesmo em assembleia ocupar um grande edifício público, proposta que estás a ser analisada pelo movimento 15-M.
Na Galiza, os manifestantes garantem manter-se concentrados nas cidades da região durante mais tempo, sem adiantarem, no entanto, uma data definida.
Cerca de 500 pessoas mantêm-se concentradas no centro de Santiago de Compostela, prometendo continuar no local até receberem "respostas concretas". Já em Vigo, os protestantes vão mais longe e mostram-se dispostos a sair à rua até às próximas eleições, agendadas para março de 2012.
O movimento 15 de março em Espanha, que nasceu espontaneamente nas redes sociais, apela a uma democracia participativa e à mudança do regime político e económico do país.


