21 de maio de 2013 às 11:02
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Espanha e Itália cedem bases para ofensiva contra Kadhafi

Obamaultimato a Kadhafi. Espanha e Itália cedem bases militares, além de meios aéreos e navais para ofensiva contra líder líbio.Clique para visitar o dossiê Revoltas no Magrebe e no Médio Oriente
Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)com agências
Líbios comemoram em Benghazi a resolução da ONU Anja Niedringhaus/AP Líbios comemoram em Benghazi a resolução da ONU

Espanha pôs hoje as bases de Rota (Cádiz) e Morón de la Frontera (Sevillha) à disposição das tropas norte-americanas, e disponibilizou meios aéreos e navais para uma eventual operação militar internacional destinada pôr fim à  ofensiva de Kadhafi contra a população líbia. 

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O Governo italiano, por sua vez, além de ceder as bases de , anunciou o encerramento da sua embaixada em Trípoli.

Entretanto, o Presidente norte-americano exigiu esta tarde o cessar-fogo "imediato" na Líbia. Barack Obama pediu a Muammar Kadhafi para obedecer ao pedido das Nações Unidas para pôr fim à violência, sob pena de enfrentar uma ofensiva militar.

Ultimato a Kadhafi


Washington, Paris, Londres e um conjunto não especificado de países árabes emitiram um ultimato a Kadhafi que exige o "fim imediato" de "todos os ataques" contra a população líbia, em conformidade com uma resolução da ONU".

A declaração apela ao líder líbio para terminar com o avanço das suas tropas em direção a Benghazi, a segunda cidade do país em poder das forças rebeldes, a sua retirada de Misrata, Ajdabiya e Zawiya, e apela ao restabelecimento de água, eletricidade e gás em todas as regiões do país.

O texto diz ainda que os líbios devem receber sem entraves ajuda humanitária e em caso contrário "a comunidade internacional actuará em consequência" através de uma ação militar.

Na próxima quarta-feira, os EUA devem deslocar o navio de assalto anfíbio Bataan e dois navios de apoio para o Mediterrâneo para apoiarem uma eventual ação militar contra a Líbia, revelou a Marinha norte-americana.O Bataan dispõe de uma frota de helicópteros e instalações médicas e pode assegurar operações humanitárias e militares.

Zapatero convoca gabinete de crise


José Luis Zapatero está reunido com o gabinete de crise, por ele presidido, no Palácio do Governo. Amanhã, participará numa reunião convocada pelo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, com países da União Europeia, União Africana e Liga Árabe, com a presença do secretário geral da ONU, Ban Ki Moon.

O chefe do Executivo espanhol defende que "a comunidade internacional não se vai deixar enganar por Kadhafi", e já solicitou ao Parlamento espanhol autorização para decidir o papel das Forças Armadas nessa operação contra as forças do coronel líbio.

Os EUA consideram a Espanha como uma peça-chave para a proteção do povo líbio.

Zapatero reuniu-se esta manhã, em Madrid, com Ban Ki Moon, ocasião em que admitiu o uso das bases espanholas para um hipotético ataque aéreo que abra caminho a uma zona de exclusão aérea na Líbia.

A Marinha espanhola já participa no dispositivo naval da NATO concentrado junto à costa da Líbia com o submarino Mistral, que realiza missões de observação. O patrulheiro espanhol Vigía também poderá também ser acionado em caso de necessidade.

Itália cede bases


A Itália anunciou hoje a cedência das suas bases militares aos países aliados para a aplicação da zona de exclusão aérea sobre a Líbia e o encerramento da sua embaixada em Tripoli.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Franco Frattini, que afirmou que Itália vai participar ativamente na aplicação da resolução aprovada quinta-feira pela ONU "emprestando as suas bases e não só".

Frattini não deu outros pormenores, mas o seu colega da Defesa, Ignazio La Russa, disse à imprensa que o governo "considera necessário pedir autorização" ao Parlamento para qualquer operação militar que vá além da cedência das bases.

Ignazio La Russa adiantou que o Governo italiano está disposto a ceder sete das suas bases para apoio a operações na Líbia. Os dois ministros fizeram estas declarações numa reunião conjunta das comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros e de Defesa das duas câmaras do parlamento italiano.

Como "primeira consequência" da decisão de abrir as suas bases militares, o governo de Roma decidiu também encerrar a sua embaixada em Tripoli, disse Frattini.

A Itália vai também enviar um segundo navio de "ajuda humanitária" aos rebeldes de Benghazi, segunda maior cidade líbia e bastião da revolta contra o regime, que deverá chegar sábado de manhã, disse.

 

 


Comentários 2 Comentar
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Líbia
Mais uma guerra !
Não bastam os casos da Afeganistão e do Iraque para alertarem de que não é guerras desta natureza que se resolvem os problemas ?
o mundo ganhou. vitória para o povo lá da líbia.
Afinal,acordaram aí no mundo livre e ocidental.o povo da líbia,já pode cantar vitória.e é claro que ox amigox do bandido do kadafi,já foram derrotadox.ATÉ QUANDO A HORA DA VERDADE..??CPTX.KANTIFLAX.GARIBALDI E ROBEXPIERRE E GRACO BABEUF.
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