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Escrever direito por linhas direitas

O aumento do número de casas arrendadas é uma excelente notícia, depois da difícil herança deixada por Salazar. Infelizmente, resulta da crise. Seria excelente que, por uma vez, se escrevesse direito por linhas direitas.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Segunda feira, 26 de julho de 2010

A imposição salazarista do congelamento das rendas em Lisboa e no Porto teve como objectivo garantir habitação sem que isso se traduzisse numa pressão para o aumento dos salários e, em sua consequência, em inflação. A coisa lá foi funcionando porque a inflação era quase inexistente e a oferta ainda reduzida. Mas tratava-se de uma bomba relógio que outros teriam de vir a desarmar.

Depois do 25 de Abril, com a abertura do mercado e a criação de políticas sociais inadiáveis, chegou a inflação e a medida acabou por ser alargada ao resto do País. Antes e depois, os objectivos desta medida não eram absurdos. A forma encontrada seria, a prazo, incomportável.

Ao contrário do que muitos escrevem, as rendas já não estão congeladas. Desde 1981 estão liberalizadas e apenas condicionadas (e não congeladas) a arrendamentos anteriores a esse ano (que são hoje uma minoria do total dos arrendamentos).

Não falta quem ache que a decisão de 1981 deveria ter sido mais radical. Fácil de dizer, impossível de fazer. Depois de décadas de congelamento a liberalização total teria resultado numa catástrofe social sem precedentes, com centenas de milhares de idosos com reformas baixíssimas em risco de ficarem sem tecto. Financiar o pagamento destas rendas para os mais necessitados ou arranjar casa para os muitos que seriam duramente afectados por esta decisão teria sido absolutamente incomportável para o Estado, nesses anos difíceis para as contas públicas.

Fez-se então o que era possível fazer com esta herança salazarista: resolver o problema para a frente e esperar que as leis da natureza (se me é permitida a insensibilidade desta expressão) fossem resolvendo para trás.

Claro que isto criou uma perversão, com as novas gerações a financiar as casas dos seus pais e avós. E esta distorção, em que jovens arrendatários pagavam o arrendamento baixo de todos os seus vizinhos mais velhos, tornou este mercado nada apetecível.

A isto veio juntar-se um segundo erro histórico: em vez de se apoiar o arrendamento, apostou-se no financiamento público à compra de casa, através do crédito bonificado, canalizando o dinheiro público para o mercado errado. Tudo agravado, depois da entrada no euro, por uma novidade que até seria positiva: o crédito mais barato.

E muitos jovens fizeram as contas e tomaram a decisão financeiramente racional de comprar casa. Saía mais barato todos os meses e, apesar de tudo, sempre era um investimento, já que a bolha especulativa no imobiliário garantia que a casa valorizava a cada ano que passava.

Pior ainda: como a lei de financiamento das autarquias beneficia quem promova a nova construção e a compra de casa, assistimos a uma explosão de construção de casas novas, a quase nenhum investimento em recuperação e à ausência de políticas locais na promoção do arrendamento.

O congelamento das rendas foi um problema, mas tem as costas largas. A verdade é que a mudança da lei não levou a uma alteração radical do estado de coisas. Porque o congelamento anterior não foi o único factor a pesar na atrofia do mercado de arrendamento.

O resultado está à vista e é uma das muitas explicações para a nossa situação económica actual: um país inteiro (que tem salários baixos) endividado para pagar a sua casa. O que significa famílias com pouca mobilidade territorial e com pouca margem para resistir a momentos de dificuldade. E a própria banca, que foi garantindo o crédito, endividada ao estrangeiro. A dívida privada, e especialmente a dívida das famílias, é o nosso principal problema. Muito maior do que o défice ou a dívida pública.

Infelizmente, não foi uma inflexão nas politicas públicas que começou a mudar as coisas. Foi a crise.

O acesso ao crédito é, por estes tempos, muito mais difícil e, perante a incerteza, as famílias evitam fazer investimentos de longo prazo. Há menos gente a comprar casa. Resultado: há mais procura e, com muitas casas livres que ninguém quer comprar, mais oferta para arrendar. Atingimos vinte por cento dos fogos ocupados por arrendamento, um número que, ainda estando muito longe da média europeia, é extraordinário para Portugal.

A notícia é boa, mas seria excelente que o Estado aproveitasse este momento para acelerar este processo e que ele não resultasse apenas das dificuldades das pessoas.

Muito para fazer: maior incentivo e apoio público ao arrendamento, apoio e investimento na recuperação do parque habitacional nos centros das cidades (mais útil para economia que as grandes obras), entrada no mercado das casas camarárias para obrigar a rendas mais realistas dirigidas à classe baixa e média-baixa, forte taxação dos fogos devolutos (em muitos países europeus é, do ponto de vista fiscal, proibitivo manter uma casa vazia num centro de uma cidade); alteração da lei de financiamento das autarquias, não premiando a nova construção e não pondo as câmaras dependentes da construção e da venda de casas.

Seria excelente que, por uma vez, se escrevesse direito por linhas direitas. E não fosse sempre a desgraça dos portugueses a corrigir os erros do poder político. O objectivo nacional não é cortar nos apoios sociais e nos já magros salários dos trabalhadores. É, com políticas públicas inteligentes, libertar os portugueses da dívida.

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Escrever direito por linhas direitas
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:48 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
A falta de imaginação de todos os governos que por lá têm passado é deveras assustador, o que me leva a crer que o mesmo acontece em relação aos outros assuntos do Reino, ou melhor da Républica. Fazem-se Leis que não servem nem a Inqulinos nem a Senhorios e muito menos ao País. A Lei das rendas é um problema Nacional e ao mesmo tempo um escândalo. Há Inquililos que gozam com os Senhorios. Todos nós conhecemos casos desses em que os Inquilinos têm um poder de compra muito superior ao Senhorio. Há imigrantes que investiram as suas poupanças e os seus sacrifícios para hoje terem uma renda de miséria, quando os Inquilinos vivem desafogadamente, com outras casas na praia, com grandes carros e a passar férias todos anos no estrangeiro, enquanto o senhorio se não vive mal para lá caminha. Sei que em contrapartida há muitos Inquilinos com reformas de miséria que até as rendas miseraveis lhe custa pagar. A minha proposta é simples e directa. Os Inquilinos que têm outras casas, reformas ou ordenados com valores razoaveis devem ser aumentados. Metade seria para o Senhorio e a outra metade faria parte de um fundo para fazer obras nessas casas de rendas baixas, ou ainda para distribuir pelos senhorios nessas condições. É preciso também responsabilizar os Inquilinos de toda a degradação do imovel que não seja pelo seu uso normal e ainda despejar num prazo de três meses quem não paga as rendas. Os senhorios responsabilizados pela conservação e normal funcionamento do imovel.
 
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Pouca-Terra,pouca terra, em tanta escrita
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 9:52 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Este texto mais parece o semi-directo doa caminhos de ferro, que em tempo havia de Lisboa a Faro: nunca mais chegava ao destino e o pessoal sempre aflito com a hipótese de algum "furo".
A Habitação é um Direito Constitucional e como tal quem governa, tem que criar condições para que tal se materialize.
Toda a classe politica tem culpas no cartório, não atire a esquerda para cima da direita e vice-versa.
Governo, Ass. da República e poder local tem particulares responsabilidades na área habitacional e quando chegamos aos grandes centros tem havido muita vigarice.
O caso de LISBOA é particularmente grave: empresas municipais ligadas á habitação envolvidas em corrpção, tráfico de influência na atribuição de casas e por aí fora.
É pelos podres dos gabinetes públicos que se tem que começar.Afinal não tem sido a esquerda, em, Lisboa,mais tempo inquilina da Autarquia?
E o Salazar, deixem-no neste caso em paz: tantos anos depois da sua morte e 35 anos de 25 de Abril, ainda não é tempo suficiente para a DEmocracia corrigir tanto erro?
 
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Herança Salazarista
rumoaofuturo (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:57 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Salazar errou e todos os Governos pós 25A tambem.
O mercado de arrendamento ficou distorcido, os antigos proprietarios foram "expropriados". Temos prédios a cair pelo Pais fora. Muita gente que nunca deveria ter comprado casa comprou e grande parte da nossa divida externa deve-se a esse facto. Mais um bom exemplo de que o poder politico se deve manter afastado o mais possivel da economia. Em vez de resolver problemas criam muitos mais e mais dificeis de resolver.
 
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Mas faltam as garantias juridicas
istoeumcaos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:06 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Isto é muito bonito mas faltam as garantias juridicas. Temos uma loja arrendada e não recebemos o arrendamento durante quase dois anos. Depois conseguimos que embargassem o carro de um dos devedores mas já passaram mais dois anos e ele anda por aí com o carro. Já teve o desplante de pedir ao tribunal que lhe permitisse vender o carro.

Enquanto um arrendador não tiver garantias de que, no caso de uma falta de pagamento, o despejo é rápido, os preços não baixam e os que pagam assumem o custo do risco dos demais.

E era fácil. Ao fim do 2ª renda não paga, o tribunal dá ordem de despejo a manda a policia. Mas como estamos num estado onde os criminosos têm todas as garantias, o resultado é o de proteger todo este tipo de malfeitorias.
 
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Sim Sr tocou na ferida
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:47 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Afinal você chama a Salazar o mal de tudo que existia em Portugal? mas afinal temos uma democracia e a sua esquerda há trinta e cinco anos e nada fez para mudar o que está mal? o que eu vejo que aumentou foi o desnível de igualdade maiores corruptos e maior criminalidade.
Perdeu uma boa oportunidade de estar calado em relação a Salazar, pois ele deixou os cofres bem recheados para a sua esquerda se esbanjar em mordomias, criar novos ricos e ditadores.
A sua esquerda alguma vez propôs um lei na AR que todos os políticos haviam de entregar uma certidão de riqueza antes de iniciar o seu mandato? não? então pense nisso.
 
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    Re: Sim Sr tocou na ferida    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:22 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Escrever diria Eu
Horizonte e Mar (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:55 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Caros Colegas
Toni 2, Surpreso, Istoeumcaos, veraborges, pedramó,
runoaofuturo erc. etc.

Perdoem-me mas entendo que mencionar todos siria ousadia da minha parte e aqueles que não mencionei, peço desculpa mas estão no meu pensamento.

Sobre o tema, o que dizer? o Artigo é de tal forma Absurdo que somente podria ter sido escrito por uma pessoa que desconhece a realidade ou somente LÊ aquilo que lhe "enfiam" para ler..
Todos os comentadores nestre artigo - pelo menos até ao momento - de uma fporma ou de outra, DESMONTARAM E BEM tudo aquilo que foi dito pelo Articulista Daniel Oliveira o qual certamente desconhece a realidade; Somente depois do 25 de Abril é que se verificou a FOBIA pela posse de Casa Própria, coisa que durante o tempo de Salazer, MUITOS MAS MESMO MUITOS TRABALHADORES CONSEGUIRAM CASA PRÓPRIA MAS PARA TAL TINHAM DE ADQUIRI-LA COM TRABALHO E SACRIFÍCIO.
Eu, fui um deles; o dinheiro de Férias, Gastei-o e Fazer mais uma parede, o Subsídio de natal, mais oura parade, enfim aos poucos tinha casa.. não uma mas algumas e tudo isto porque o CONSUMISMO ANARQUICO QUE É APREGOADO POR SI E TODOS não contempla poupanças. Rendas Baixas e Congeladas, foi uma Protecção mas depois do 25 de Abril foi Alargada a Protecção a todo o Território, Onde Vive na Lua ?
Desculpe mas a Inverdade é coisa que não Tolero e muito menos Denegrir pessoas que trabalharam e muito para alcanbçar metas, coisa que hoje não vemos. Por Favor Pense e Informe-se e não escreva Banalidades.
 
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mais uma treta esquerdoide
mausousa (seguir utilizador), 1 ponto , 12:15 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
ainda continuam a culpar o salazar. deve ter umas costas beem largas..ja passaram mais de 30 anos de dita democracia e nao resolveram o problema, é amis fácil atirar as culpas para o passado...acho que quem pode deve comprar casa, porque depois com as reformas baixas que temos nada melhor que ter a casa paga na velhice....mas como tu recebes bem e deves ser filho de burgueses como sao todos do bloco de esquerda nao te lembras de pensar nos outros
 
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Icentivar o Microcapitalismo.......
zorbarex (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Mas o estado ainda pode fazer mais para icentivar o arrendamento como por exemplo criar uma taxa de IRS liberatoria á semelhança do que faz com os depositos a prazo, para os rendimentos prediais (eventualmente com um limite no seu montante para evitar abusos) e assim icentivar o pequeno investimento privado . O que neste momento acontece são empresas e fundos dedicarem-se ao arrendamento e conseguir estar na pratica isentos de impostos, mas se o "Ze" arrendar um pequeno apartamento, fruto de uma vida de aforro como alternativa e/ou diversifiçação de aplicações financeiras, tem esse rendimentio englobado na sua declaração de IRS que pode atingir os 45%....
 
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A culpa é sempre da política
vera borges (seguir utilizador), 1 ponto , 12:58 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Esqueceu de refirir algo que considero importante... mas o Daniel decidiu enveredar pelas polítas desde o Salazar até...
E a mentalidade dos portugueses?
Não pensou nisso? Quem comprou casa julga ter um estatuto social mais alto do que quem arrenda...

Ao contrário do que acontece no estrangeiro onde o arrendamento é prática comum ao invés da compra de habitação.
 
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Excelente noticia
jazão (seguir utilizador), 1 ponto , 14:20 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
É a condenação a trinta anos de cadeia para o seu camarada maoista Kaing Guek Kay, um Kmer vermelho assassino. Porque não fala sobre isso?
Mais fácil a absurda acusação de Salazar pela questão das rendas congeladas. A lei é Salazarista? então porque não a revogaram in totum em 1974 e a estenderam a todo o país? Porque não a corrigiram depois disso? porque andamos há anos às voltas para corrigir uma injustiça absurda que põe os senhorias há décadas a financiar a politica social do Estado? Essa é ou não é uma forma de nacionalização da propriedade?
A questão, para quem sabe do que fala, não é só a do congelamento das rendas. A questão é a do arrendamento sem prazo, uma particulraidade da nossa lei, e a da possibilidade de suceder no arrendamento. O resultado foi o de que as rendas ridiculas se transmitiram de Pai para filho, de Mãe para nora, etc. E ás vezes, de arrendatário para intruso abusivo, sem que os tribunais actuem.
As correcções eram simples e nem pasavam pelo aumento das rendas. Mas a esquerda não as quer e depois culpa... o Salazar que já morreu há 40 anos!
 
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    Re: Acerca de Guek Kay    Ver comentário
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Quarta feira, 28 de julho de 2010
Ele não percebe mesmo...
éofimdapicada (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Ele não percebe que a abundância de habitação que começa a haver no mercado de arrendamento se deve em grande parte ao acesso ao crédito fácil durante toda a segunda metade dos anos 90...Construiu-se e vendeu-se tanta habitação a crédito que hoje o excedente que não se consegue vender pelos proprietários ao preço que estes gostariam é canalizado para o arrendamento...
 
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A Herança de Salazar
antonioportuense (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
Oh Daniel! É preciso coragem: a herança de Salazar? Salazar congelou as rendas em Lisboa e Porto! Depois do 25 de Abril é que o congelamento foi alargado a todo o País, com as consequências que estão à vista!!!Salazar tem para vocês as costas largas, mas não tem o monopólio dos disparates! Vocês têm contribuído bastante para o peditório.
 
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-Rodapé
Pedra-Mó (seguir utilizador), 1 ponto , 15:19 | Segunda feira, 26 de julho de 2010

SALAZAR FOI O QUE FOI

De Salazar, sabe-se tudo. Ninguém andará enganado.

Hoje, cada qual é o que é, e de alguns não se dirá o que são.

Por mor do Salazar, passei alguns “amargos de boca”. Nada de importante ou que sirva para atestar “pergaminhos” como os de alguma “nobreza” dos pós 25 de Abril.

Mas, por que não sou pobre e soberbo, de Salazar aproveitei uma Lei (a tal 2092 de 9 de Abril de 1958) que me permitiu comprar a casinha que tenho, pagando uma mensalidade à volta de 500 escudos, que reportava a amortização, os respetivos juros, o seguro de vida e a “administração” por parte da C.G.D.

E foi assim durante quase 30 anos, dado que um dia me foi dado “resolver” o assunto.

Claro que já naquela altura era “duro”.

A diferença, é que hoje se “ganha” muito e passa-se o que a gente vê. Naquele tempo ganhando pouco, não se devia nada a ninguém.
 
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Os Salvadores da Pátria estão aí...
Cisneros (seguir utilizador), 1 ponto , 17:12 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
È nestas alturas de crise que os Ditadores aparecem -seráficamente - acenando aos descontentes e desiludidos -que não aos pobres que nunca tiveram nem vão ter nada - a força da "razão" e da salvação do Regime...
Salazar, Franco, Mussolini, Hitler, Staline, aparecem nos maus momentos onde já ninguem acredita em ninguem -onde a podridão e o salve-se quem puder - reinam e empatam - a resolução de uma vida diferente - que não melhor...Sacrifícios, esforço de guerra, exacerbação dos nacionalismos! Depois destas experiencia históricas , algum desses ditadores construiu um Mundo Nôvo, Solidário e mais justo???

Só haverá aumento de opção pelo arrendamento -porque a habitação prória voltou a ser uma quimera...

Acredito nas revoluções silenciosas e culturais dos Países Nórdicos - que nunca tiveram ditadôres - e conquistaram os seus direitos lutando e exigindo aos governantes que se limitassem a SERVIR...

 
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Coitados dos senhorios
JF Pereira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Segunda feira, 26 de julho de 2010
O estado fez politica social à custa dos senhorios, porque, quem devia subsidiar os inquilinos pobres era o estado.
Qualquer pessoa que tenha uma casa e decida arrendá-la, corre grandes riscos, é que neste país não há justiça. Quando querem fazer um despejo por falta de pagamento, toda a gente acusa de insencibilidade o senhorio (como se ele fosse a santa casa da misericórdia)
Neste país de invejosos, os senhorios e os ricos têm culpa de tudo... os pobres e os estúpidos são uns coitadinhos... e nunca são responsáveis por nada... é o mesmo com os criminosos... a sociedade é que tem a culpa...
Em grande parte, isto é culpa de uma certa esquerda paternalista e irresponsável, que defende a abertura de fronteiras para toda a gente e depois clama pelas condições em que vive essa gente... para poderem dizer que são revolucionários...

 
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