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Escolas portuguesas precisam de mais avaliação e disciplina

Em Portugal, 75% do tempo de aula é efectivamente dedicado ao ensino, o quinto valor mais baixo entre os 23 países analisados no estudo da OCDE.

Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas
15:39 Terça feira, 16 de junho de 2009
Os professores que vêem o seu trabalho reconhecido apresentam um melhor desempenho, conclui o estudo da OCDE
Os professores que vêem o seu trabalho reconhecido apresentam um melhor desempenho, conclui o estudo da OCDE
Tiago Miranda

Portugal é dos países onde os professores gastam mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas e menos tempo a ensinar.

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Este é um dos resultados evidenciados pelo inquérito internacional sobre ensino e aprendizagem divulgado hoje pela OCDE , com base no TALIS, um instrumento de análise elaborado para avaliar e comparar professores, ensino e aprendizagem em diferentes países.

Os primeiros resultados do estudo hoje divulgado (ver link no final do artigo), levado a cabo em 23 países membros daquela organização, apontam ainda a avaliação e reconhecimento do trabalho dos professores como um elemento importante para um melhor desempenho.

Os inquéritos, levados a cabo em 200 escolas de cada país durante o ano lectivo 2007/2008, permitiram concluir que, em Portugal, 75% do tempo de aula é efectivamente dedicado ao ensino, o quinto valor mais baixo entre os países analisados. Em contrapartida, é dos países onde os professores perdem mais tempo a manter a ordem na sala de aula e em tarefas administrativas.

Além disso, 69% dos professores portugueses trabalham em escolas onde os respectivos directores dizem que os distúrbios na sala de aula prejudicam a aprendizagem, processo que é afectado em 50% dos casos pelo absentismo dos estudantes.

Portugal é igualmente dos países em que um maior elevado número de professores e directores de escola diz não ter havido qualquer tipo de avaliação interna ou externa durante os cinco anos anteriores ao estudo. E quando essa avaliação é feita, o resultado mais valorizado é o número de alunos reprovados, as notas e outros aspectos, enquanto nos demais se dá em média uma importância inversa a estes critérios.

O estudo da OCDE evidencia que os professores que vêem o seu trabalho reconhecido pelos directores das escolas e pelos colegas apresentam um melhor desempenho e conclui que nível do sistema de ensino de um país não pode ser superior ao da qualidade dos professores e do seu trabalho, pelo que defende a necessidade do reforço do treino e formação dos docentes.

 
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Inquérito, sondagem...?
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:40 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Isto é um inquérito ou sondagem? Estas informações sobre temáticas e números, fazem parte de um inquérito e representam muito mais as opiniões de professores do que dados científicos. Como os professores, como sabemos, andam com a sua razão, engulhados com o governo, nada diferente poderia ser de esperar, por isso, parece que se deve dar aqui ao inquérito o mesmo valor que às sondagens e esperar para ver. Acontece que os resultados oficiais desta "história" podem demorar uma geração e é aí que a porca torce o rabo.
 
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    Re: Inquérito, sondagem...?    Ver comentário
aldrabado (seguir utilizador), 2 pontos , 18:06 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Os estudos sociológicos são sempre sondagens.
Nanquim (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:03 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Os estudos sociológicos são sempre sondagens.
Quer gostemos ou não, não existe outra forma de fazer um estudo comparativo em vários países com línguas diferentes, que não seja a elaboração de um questionário idêntico, para ser respondido por todos os afectados.
Aliás quem melhor que os professores conhece o funcionamento das escolas?
Os pais são ausentes e não participativos.
Os governos muitas vezes só s preocupam com estatísticas de quantidade em vez de qualidade ou de satisfação quer dos professores quer dos alunos. Por isso as passagens facilitadas são regra, os exames facilitados e a indisciplina vigora.
As avaliações são efectivamente necessárias mas não tem sentido nenhum limitar o número de profissionais que podem ter classificação máxima impondo uma taxa para tal, pois a avaliação para ser eficaz tem que ser justa.
As conclusões do estudo foram elaboradas pela OCDE, o que nos dá uma certa garantia de isenção.
Agora só falta o PM explicar melhor aos portugueses que ainda não entenderam como é que a reforma da educação foi feita.
 
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A Reforma diz a Ministra que era boa
Maria Mar (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:37 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Ainda bem que a Ministra da Educação anda tão satisfeita e diz que está tudo a correr tão bem com a reforma que fez nas escolas. Pelos vistos, um estudo internacional diz que o que é importante (que os alunos aprendam) tem cada vez menos importância porque os professores portugeses passam mais tempo a pôr alunos na ordem e a fazer tarefas burocráticas. Para que as coisas mudem seria importante devolver a autoridade aos professores em vez de fazer deles o bode expiatório, para que estes não tenham de perder tempo a explicar aos alunos que, nas aulas, é suposto ficarem calados, prestarem atenção e trabalharem. Hoje, não é normal que os alunos sejam mal-educados, impertinentes e preguiçosos e ainda passem porque se os professores não o fizerem quem tem problemas não são os alunos... (E eles sabem-no!)
 
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    Re: A Reforma diz a Ministra que era boa    Ver comentário
Eurípedes (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Terça feira, 16 de junho de 2009
    Re: A Reforma diz a Ministra que era boa    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Terça feira, 16 de junho de 2009
    Re: A Reforma diz a Ministra que era boa    Ver comentário
Anadez (seguir utilizador), 1 ponto , 20:35 | Terça feira, 16 de junho de 2009
    Re: A Reforma diz a Ministra que era boa    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Quarta feira, 17 de junho de 2009
Avaliações
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:03 | Terça feira, 16 de junho de 2009
O princípio da avaliação deve estar presente em todos os sistemas, caso estes desejem ser verdadeiramente funcionais. Sem avaliação, e avaliação contínua em particular, não é possível progredir. Isso acontece em relação a todos os grupos humanos. Na Escola, esta deveria ser uma das funções menos questionadas ou questionáveis. Os alunos só aprendem e progridem na medida em que foram justa e correctamente avaliados; os professores precisam, e merecem, uma avaliação bem estruturada, adequada, justa, capaz de premiar a excelência, ou a qualidade em geral, e de "castigar", até ao ponto de eliminar, a incompetência que demonstre ser incorrigível. Além disso, sem disciplina, é evidente que não pode existir aproveitamento adequado do tempo de aulas. Por isso, o comportamento dos alunos, quando bom, deve ser avaliado positivamente; quando mau, a avaliação correspondente deve ter um efeito concreto na avaliação global do sujeito. Acima de tudo, a ideia de que a Escola não deve passar de uma brincadeira mais ou menos organizada, parece-me muito deficiente. Aprender deve ser agradável e, sobretudo, verdadeiramente interessante. Mas não nos podemos esquecer de que não há aprendizagem eficaz sem um mínimo de esforço. Os grandes “génios”, mesmo sendo-o de verdade, sempre suaram as suas estopas. É a velha história acerca dos 10% de inspiração, a serem acompanhados pelos importantíssimos 90% de trabalho e esforço. A Reforma da Escola em Portugal ainda está muito longe de estar completa.
 
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    Re: Avaliações    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 19:14 | Terça feira, 16 de junho de 2009
VOTA PANDILHA FORÇA PORTUGAL!
Sebastião da Treta (seguir utilizador), 1 ponto , 16:45 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Que vamos meter este alunos maldosos na ordem.
 
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Um bom professor não consegue mais de 30%.
aaaa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Os alunos não conseguem estar atentos mais de 10 minutos seguidos; um bom professor faz, em cada aula, um período de 10 e outro de 5 minutos.
 
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A ministra diz tudo o que lhe vem a cabeça
Maria_I (seguir utilizador), 1 ponto , 18:29 | Terça feira, 16 de junho de 2009
....mas no fim de contas quase que não tem experiência nenhuma de ensino!

Como e que uma senhora que começa a dar aulas ao ensino primário acaba a dar aulas no ensino superior?

e...observando no site do governo a biblioteca que a senhora já editou, será que com tanto livro escrito ela teve tempo para dar aulas como deve ser?
 
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Um relatório pro Lurdes...
Brilhantina (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Estas palavras não são minhas, são da OCDE

''Os primeiros resultados do estudo hoje divulgado (ver link no final do artigo), levado a cabo em 23 países membros daquela organização, apontam ainda a avaliação e reconhecimento do trabalho dos professores como um elemento importante para um melhor desempenho.''

É certo e sabido que a maior parte das empresas Portuguesas já praticam a avaliação dos seus empregados há muito tempo.

É certo e sabido que a avaliação de desempenho serve a empresa porque pode melhorar a atitude do trabalhador perante a mesma como também detectar necessidades de formação do trabalhador por conseguinte, também serve os objectivos mais pessoais do trabalhador em benefício da empresa.

Só que não é certo nem é sabido se os Professores em Portugal são trabalhadores ou não, se são briosos ou não, se vêm a escola como local de trabalho ou de lazer, se primam pela competência e premeiam o mérito ou seja...
se são suficientemente humildes para se verem como trabalhadores como outros quaisquer...

Pois Srs Professores... pensem bem no que andam a fazer para prestígio da vossa classe, pensem bem...
 
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«O ensino em Portugal é uma bandalheira»
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 20:20 | Terça feira, 16 de junho de 2009
by Medina Carreira.
 
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Respeito
Carla A Rosário (seguir utilizador), 1 ponto , 21:25 | Terça feira, 16 de junho de 2009
Quando andei na escola, já no pós 25 de Abril, se já estivéssemos dentro da sala e a professora entrasse, levantávamo-nos. Porque é que só se manteve esta prática para quando os juízes entram na sala de audiências do tribunal? Porque não as fardas? Os alunos dos colégios privados usam-nas mas também as usam os alunos das novas democracias africanas. O essencial da função da escola não deve distrair-se. Sinto uma enorme tristeza por ver os professores a marcharem no meio da rua, como arruaceiros - não o sendo. Não porque ache que não tenham o direito de se manifestarem mas sim, porque os vejo como referentes e exemplo das gerações que educam. E aí e exemplo vai mal. Cabe a cada um de nós fazer o melhor.
 
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    Re: Respeito    Ver comentário
Maria Mar (seguir utilizador), 1 ponto , 12:19 | Quinta feira, 18 de junho de 2009
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