25/05/2012 atualizado às 7:54
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Escolas lutam contra a fome

Há cada vez mais crianças com carências alimentares. Algumas cantinas escolares vão abrir ao fim de semana e nas férias. Professores asseguram alimentos, livros e roupa.

Joana Pereira Bastos (www.expresso.pt)
14:01 Segunda feira, 8 de novembro de 2010
No Agrupamento de Escolas da Damaia estão sinalizadas pelo menos 20 crianças com fome. Professores e funcionários estão a montar um banco alimentar
No Agrupamento de Escolas da Damaia estão sinalizadas pelo menos 20 crianças com fome. Professores e funcionários estão a montar um banco alimentar
Luiz Carvalho

Sete escolas do 1.º ciclo das zonas mais pobres do concelho de Sintra vão passar, já a partir deste mês, a abrir as cantinas ao fim de semana e nas férias para que os alunos possam continuar a ter pelo menos uma refeição quente por dia quando não há aulas.

No final do passado ano letivo, cinco já tinham aberto os refeitórios ao sábado e ao domingo, depois de os professores perceberem, no início de cada semana, que muitas crianças pouco tinham comido desde a sexta-feira anterior. E nas cantinas apareciam famílias inteiras.

"Mais de cem alunos vinham almoçar ao fim de semana. Muitos traziam pela mão os irmãos mais pequenos que ainda nem sequer estavam em idade escolar. E os mais velhos, que já tinham deixado de estudar, também apareciam. Não negávamos almoço a ninguém", recorda Ivone Calado, diretora do Agrupamento de Escolas da Serra das Minas, em Rio de Mouro.

Agora a pobreza agravou-se ainda mais. O número de cantinas abertas todos os dias vai aumentar. E já não chega dar refeições em tempo de aulas. "Não podemos arranjar uma solução para que as crianças almocem ao fim de semana, esquecendo que durante os 15 dias das férias do Natal, por exemplo, muitas ficam quase sem comer. Teremos de abrir aí também", diz o vice-presidente da Câmara, Marco Almeida.

Escolas viram instituições de solidariedade social


Sintra, onde se vive uma das situações mais problemáticas do país (Leia aqui as declarações de Fernando Seara , ou no texto relacionado mais abaixo), está no entanto longe de ser caso único. Um pouco por todo o país, cada vez mais crianças chegam à escola com fome e é de estômago vazio que tentam aprender. Pouco ou nada comeram de manhã. Pouco ou nada jantaram na noite anterior. Sentam-se irrequietas, estão desconcentradas e algumas queixam-se de dores de barriga. Há alterações de comportamento associadas à fome que os professores já aprenderam a detetar e que garantem serem mais notórias este ano letivo. Com a crise, os estabelecimentos de ensino desdobram-se em soluções para o problema. As escolas são cada vez mais instituições de solidariedade social.

Em Setúbal, a autarquia pondera igualmente manter algumas cantinas escolares a funcionar fora dos dias de aulas, antecipa a presidente de Câmara, Maria das Dores Meira. "Muitos meninos chegam ávidos à segunda-feira e querem repetir o prato duas ou três vezes. A contar com isso, algumas cantinas já aumentam a quantidade de comida feita nesse dia", conta.

Também na Trofa, onde quase 50% dos alunos são carenciados, ou em Faro, onde o número de refeições gratuitas servidas nas escolas aumentou 15% este ano letivo, por exemplo, as Câmaras estão a estudar medidas.

Crianças encobrem a pobreza


Mas mesmo quando não há apoios extra do município ou do Ministério da Educação, muitos estabelecimentos de ensino fazem tudo para minimizar as carências alimentares de algumas crianças. Na secundária de Pinhal do Rei, na Marinha Grande, a fruta e o pão que sobram dos almoços são distribuídos aos alunos mais pobres.

Já o Agrupamento de Escolas de Sesimbra até providencia o jantar nos casos mais graves. "A família e as crianças têm, muitas vezes, vergonha de pedir ajuda. Tivemos um caso em que teve de ser a vizinha a vir à escola dizer que uma menina não jantava e quase não tomava o pequeno-almoço. A mãe estava de baixa médica há bastante tempo e o pai ficou desempregado. Além do almoço, passámos a dar-lhe um suplemento de manhã, o lanche e a embalar-lhe jantar para levar para casa", conta a diretora, Ana Paula Neto.

Apesar de graves, muitos casos não são fáceis de detetar. "As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza", explica Sandra Santos, assistente social no Agrupamento de Escolas da Damaia (Amadora), onde 60% dos alunos são carenciados. Por vezes, não confessam o problema aos professores, mas pedem ajuda aos amigos da turma. "Notámos, por exemplo, que havia alunos que não comiam o pão do almoço ou a sandes do lanche, mas que os guardavam. Ficámos atentos e percebemos que iam discretamente ao pátio dar o que não comeram a um colega que lhes tinha pedido para poder levar para casa. De alguns desses casos nem sequer tínhamos consciência", diz.

O Conselho Geral do agrupamento reuniu-se esta semana e decidiu fazer um levantamento de todos os casos de fome. No passado ano letivo, havia 20 alunos sinalizados por carências alimentares. Agora são mais, garante a assistente social. Por isso, professores e funcionários da escola estão a montar de raiz um banco alimentar, levando arroz, massa e outros produtos para poderem distribuir pelos alunos.

Mas a pobreza não se manifesta apenas na alimentação. Dois meses após o começo das aulas, há turmas do 3.º ciclo onde metade dos alunos ainda não tem os manuais. O problema é que muitas famílias de classe média deixaram de conseguir assegurar esta despesa, mas não beneficiam da Ação Social Escolar. O subsídio do Estado é dado com base na declaração de rendimentos do ano anterior, o que faz com que acabem por não estar abrangidos casos de pais que em 2009 tinham uma situação económica mais equilibrada, mas que recentemente perderam o emprego.

Manuais só no Natal


Mas mesmo quando os alunos beneficiam dos apoios e têm os os livros comparticipados, os pais têm primeiro de avançar com dinheiro e só depois ir à escola com a fatura para receberem o cheque com a comparticipação. Acontece que muitos não têm o que avançar. Na papelaria do bairro, mesmo em frente à escola de pavilhões brancos imaculados, muitas encomendas de manuais feitas pelos encarregados de educação em junho continuam por levantar. Há pais que prometem ir buscá-los quando receberem o subsídio de Natal. Outros que, no final de cada mês, vão buscar mais um livro para os filhos estudarem.

Na Madeira, acontece o mesmo. Perante as dificuldades, "muitos professores compram o material escolar do seu próprio bolso e oferecem-no aos alunos", conta Rui Caetano, diretor da básica e secundária Gonçalves Zarco, no Funchal. A fome também já se faz sentir. "A situação é dramática. De manhã os miúdos queixam-se de dores de barriga porque se levantaram às sete e só comem às dez, quando distribuímos uma sandes", revela.

Um pouco por todo o país, o cenário não é muito diferente. Há famílias com muito pouco no bolso e crianças com quase nada no estômago. Com os cortes salariais e outras medidas de austeridade a começar em janeiro, o inverno só virá piorar as coisas. E com ele chega o frio, que também pode ser austero. Muitas escolas, transformadas em instituições de solidariedade, já estão a pensar como resolver mais este problema. "Estamos a fazer recolhas de roupa para dar aos alunos. Há dias em que já aparecem encolhidos de frio, só com uma camisolinha e pouco mais", descreve Luís Dias, diretor do Agrupamento Luís António Verney, em Lisboa.


Ação social escolar

506 mil
alunos são apoiados pelo Estado este ano letivo, mais 18 mil do que em 2009/2010, segundo uma estimativa do Ministério da Educação

€141
é o valor da comparticipação do Estado para a compra de manuais escolares no caso dos alunos mais carenciados do 9º ano. No total, os livros para esse ano de escolaridade custam cerca de 200 euros

6,4 milhões
de euros é quanto o Ministério da Educação deve à Câmara Municipal de Sintra por serviços prestados aos alunos, nomeadamente refeições, enriquecimento curricular e prolongamento de horário


Disseram

"As crianças aprenderam a encobrir a sua pobreza"

Sandra Santos, assistente social na Damaia

"Há um aumento significativo do número de alunos carenciados em todo o país. E não há zonas a escapar à crise"

António José Ganhão, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios

"Lá em casa já não há banhos. Lavo a minha filha com uma toalha molhada para poupar água e gás"

Utente da paróquia de Mira-Sintra, em conversa com um voluntário do Grupo Sociocaritativo

"O cabaz que estamos a dar fica aquém do razoável. Falta o básico. É para um mês, mas basta haver crianças e o leite acaba num dia"

Ana Carrilho, assistente social da Santa Casa da Misericórdia de Sintra


Pobreza 

21%
é a taxa de risco de pobreza nas famílias portuguesas com crianças a cargo. Nas famílias com três ou mais filhos, o valor dispara para os 42,8%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (outubro 2010)

Menos abono de família
Com as novas medidas de austeridade, entrou em vigor segunda-feira a redução de 25% do abono de família para os agregados mais carenciados. O valor do apoio mensal dado às crianças com mais de um ano nas famílias com menores rendimentos passou a ser de €35,19. As que têm mais de €629 por mês deixaram de ter direito ao apoio. Alterações atingem 1,4 milhões de beneficiários.


Texto publicado na edição do Expresso de 6 de novembro de 2010


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Manutenção Militar
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:24 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
As Forças Armadas tem as Manutençõs Militares.É pô-las ao serviço das Populações carenciadas.
 
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    Re: Manutenção Militar    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 15:08 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
A fome
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 14:35 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
já é uma praga, que parece ser administrada com certa consciência, de assim manter multidões apenas pelas necessidades básicas. A outra maneira de, sem manter, mas apenas eliminar, são as guerras. Ademais, quem está no campo, sabe que a fome vai vencer sozinha, aliada da doença e da insanidade pública e de muitas pessoas, que pouco se interessam pelo drama diário desses que estão à sorte. A falta de políticas sérias, no campo, aqui no Ocidente, com o uso de venenos (controlados por um punhado de negociantes da morte) agrícolas, a curto espaço de tempo, não resta nenhuma saída. Apenas esperar. Aos crentes na fé, rezar e muito! Rio Grande
 
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Estes políticos querem a corda no pescoço?
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:15 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Pois é o que certamente vai acontecer a começar a faltar o pão vai faltar a razão.
OU mudam radicalmente esta política ou var haver uma grande revolta.
E depois é bem capaz de pagar o justo pelo pecador.
 
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A falência do Estado a que isto chegou
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 2 pontos , 17:49 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
A fome é a prova mais evidente da falência do Estado a que isto chegou. A degradação das condições de vida do País, ao contrário do que se apregoava nos tempos áureos da propaganda do Governo com a negociata do Magalhães, chegou ao extremo de haver pais que passam pela suprema vergonha de não terem rendimentos para alimentar os filhos em condições mínimas de nutrição.
Amigos meus que são professores encontram-se num estado de exaustão absoluta com a "revolução" escolar dos últimos governos socialistas. São eles quem recebem milhares de crianças mal alimentadas cujos Magalhães há muitos foram vendidos, com dificuldades de aprendizagem por não conseguirem concentrar-se de barriga vazia, têm de fazer de "polícias" para reduzirem a criminalidade escolar e ainda são obrigados a preencher papelada a miúdos chineses, romenos e ucranianos que não sabem uma palavra de português.
O alargamento dos horários escolares e o encerramento de centenas de escolas deixam ainda as crianças com um ritmo diário desumano, passando todo o dia fora do seu meio ambiente, levantando-se às seis ou sete da manha e voltando a casa às sete ou oito da noite, com horas diárias passadas em transportes, quando, antes, se encontravam a cinco ou dez minutos de casa e inseridos na sua aldeia ou vila.
O Ensino tem sido uma das grandes nódoas negras deste governo que abre ou fecha escolas conforme as zonas da sua influência eleitoral.
Pobres crianças!
 
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De fazer corar de vergonha
Man on the Moon (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
muitos socialistas que se escondem nestes momentos e José Sócrates que é o responsável pelo estado em que colocou o país.
Dr. Mário Soares, não tem nada a dizer?
...aguardamos.
 
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    Re: De fazer corar de vergonha    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:09 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Banco Alimentar
Maktub (seguir utilizador), 1 ponto , 15:50 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
O banco alimentar não deveria estar atento a estas situações? É pena que a Camara de Sintra seja a única a tomar estas medidas para ajudar estas crianças que são tão novinhas e já sofrem desta maneira!
 
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Isto não é Portugal!!
nlpereira (seguir utilizador), 1 ponto , 15:57 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Sinceramente, parece que estou a ler uma noticia de um País algures em África. Ao que estamos a chegar!! Revolta-me e carrega-me de ódio, ao ver a vergonha dos salários, dos subsídios e outras remunerações que os senhores das públicas e privadas e a vergonha dos gastos supérfluos do Estado. Por outro lado as empresas que fecham e despedem, mas os senhores, continuam a andar em grandes bombas e a fazer grandes vidas. Não pagam aos trabalhadores, não pagam ao Estado e não acontece nada. A vergonha do País e deste governo Sócrates e que no mínimo são anedóticos, esquecem-se que os seus actos de incompetência dá neste resultado, fome!!! Quem deveria passar fome, era este senhor Sócrates e aquela espécie de Ministro da finanças, considerado o pior da Europa.
 
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E o futuro?
Zé do Poço-Partido (seguir utilizador), 1 ponto , 16:18 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Iludidos pelo desenvolvimento do betão, fugiram do capo e empacotaram-se em prédios impessoais das zonas limitrofes, vivendo do salário e quebrando laços de amizade e até de família.
Agora, com a falência desta sociedade artificial, quando falta o salário, acaba a comida em casa, não há amigos que possam apoiar, nem terra onde colher o pão.
Noutros tempos, em que todos sabiam viver com pouco, por nunca terem conhecido o excesso, a agricultura de subsistência, do próprio, família e amigos, encarregava-se de ir matando a fome. Então, não vestiam, nem calçavam marcas, não tinham tv, nem net, mas a fome não assustava tanto.
Que será desta juventude, criada com tudo, mas que não sabe fazer nada, em especial produzir o que possa servir de sustento, se o apregoado Estado Social vai à falência como se anuncia?
 
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Crianças com fome
moncarapacho (seguir utilizador), 1 ponto , 16:41 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Esta notícia , a ser verdadeira, é muito preocupante e é fundamental que não a deixem sair da primeira página. É uma vergonha para o país, que corporações de juízes, quadros técnicos,enfermeiros,polícias,etc andem entretidos a organizar greves, quando a crise está aqui. É preciso saber que famílias são essas que deixam as crianças ir para a escola sem comer, se é por necessidade ou por desleixo.Alguns desses pais certamente fumam e tomam "bicas".A comida está barata e pelo preço de um maço de cigarros dá-se uma chávena de café com leite e pão com manteiga a uma criança para uma semana.
É preciso que cada cidadão deixe de olhar para o seu próprio umbigo e se preocupe com os verdadeiros problemas. E os verdadeiros problemas são haver crianças com fome!!!!!!
 
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    Re: Crianças com fome    Ver comentário
Zé do Poço-Partido (seguir utilizador), 1 ponto , 16:53 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Menos Preocupações = Maior Produtividade
ContribuintePortugal (seguir utilizador), 1 ponto , 19:12 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
Aí têm mais uma prova da alienação do Estado em relação à população.

Ainda há pouco tempo se falava da Segurança Social parar de comparticipar os almoços prestados pelas IPSS nos ATL.
Pois devo dizer que é verdade, deixaram mesmo de comparticipar, passaram a ser os Pais a ter de pagar integralmente as refeições nos ATL.
A contrapartida foi uma maior comparticipação nos serviços do ATL, só que em valor muito menor que as refeições.
Estou a falar por experiência própria relativamente aos meus filhos, a mensalidade de um aumentou 50% no ATL, as senhas de refeição de outro no ensino básico aumentaram de 1,46€ para 1,76€, acima de 20% portanto.

Coitados dos desgraçados que ganhem o SMN.
Bem hajam as instituições que apoiam as crianças e os Pais sem recursos, pois são vocês que estão a semear o futuro deste País que por vezes parece nos ter abandonado.

Viva Portugal!
 
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OUTRO MUNDO
OVIRIL (seguir utilizador), 1 ponto , 19:49 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010
É fácil atirar para aqui culpas aos políticos, mas a verdade é que eles nasceram da sociedade que se foi criando ao longo dos tempos. A cultura reinante no reino dos políticos portugueses foi sempre do domínio e da subjugação do restante povo. Há cerca de cinco anos crucificaram-me aqui por escrever que no reino de sócrates, muita fome se iria passar - só por conhecer de perto este actor sabia e sei muito bem que ele é capaz de deixar o país o seu povo num estado de miséria como nunca se viveu. Que dirão estas crianças daqui a 20 anos, se lá chegarem vivas? Mas a culpa desta miséria mostrada pelos adultos, não é só do sr sócrates. Vejamos: mário soares - socialista -quanto usurpou ao povo e continua; guterres - quanto permitiu de roubo nos cofres do estado - deram-lhe como prémio o que sabemos; sampaio - o presidente xenófobo que ensinou sócrates a discriminar tão bem classes trabalhadoras. 32 anos de socialismo que arrasaram Portugal. É urgente mudar de governo, porque às nossas crianças não podemos ensinar que sócrates é quem nos governa. Elas já viram que isso é pura mentira, sabem é que pelas misérias de África também é assim e estão envolvidas na mesma dependência que os mais pobres do mundo. Lindo país do choque tecnológico.
 
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Ai dos ...
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:00 | Segunda feira, 8 de novembro de 2010

As cantinas escolásticas estão abertas muitas horas a mais para matar a fome porque as nossas crianças não têm comida bastante. Eu admiro os professores que se mexem, vendo as necessidades deles.

Mas não devemos fazer parar as nossas objeções dizendo "Que tristeza?" - "Como podem passar-se tais coisas no século XXI?".
O voluntariado é importante e útil. Ainda doar ajuda muito. Ai dos causaram esta situação e não fazem nada para mudarem das coisas.
 
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