25/05/2012 atualizado às 7:54
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Escolas abrem sem regulamentos adaptados ao novo Estatuto do Aluno

Ano letivo vai arrancar sem que as escolas tenham os regulamentos internos adaptados ao novo Estatuto do Aluno, que ainda nem foi promulgado.

12:31 Domingo, 22 de agosto de 2010

O ano letivo vai arrancar sem que as escolas tenham os regulamentos internos adaptados ao novo Estatuto do Aluno , que ainda nem foi promulgado. Segundo as associações de diretores, é necessário entre "um a dois meses" para concluir o processo.

O diploma foi aprovado em votação final no parlamento a 22 de julho e enviado para promulgação pelo Presidente da República a 6 de agosto. Fonte do Palácio de Belém disse à Lusa que "ainda não há qualquer decisão" por parte de Cavaco Silva.

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) sublinha que este tipo de documentos, para entrar em vigor no próximo ano letivo, deveriam chegar às escolas até ao final de maio, para que haja "um tempo razoável" para a adaptação às novas orientações.

"Prejuízos" para escolas e alunos


"Para que se façam as adaptações de forma conscienciosa, com critérios, com rigor e para que se encontrem as soluções mais razoáveis é necessário entre um a dois meses", estima Pedro Araújo, lembrando que as alterações ao regulamento interno necessitam de parecer do conselho pedagógico e aprovação do conselho geral. 

Segundo o responsável, sempre que o limite de final de maio for ultrapassado, as escolas ficam "impedidas" de tomar as melhores decisões, o que, alerta, poderá trazer "prejuízos" para escolas e alunos. 

Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação sublinhou que será "solicitado oportunamente" às escolas que procedem às adaptações necessárias, garantindo que os estabelecimentos de ensino terão "o tempo necessário".

Processo pode estar concluído só no fim do primeiro período


Também o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) garante que as escolas já não vão a tempo de regulamentar o Estatuto do Aluno e estima que o processo só esteja pronto no final do primeiro período.    

 "Os regulamentos internos só vão estar adaptados no final do primeiro período. As alterações implicam uma regulamentação muito bem pensada", defende Adalmiro Botelho da Fonseca. 

Mesmo que o diploma saia em Diário da República nas próximas semanas, Pedro Araújo garante que no primeiro dia de aulas "nenhuma" escola terá o regulamento interno adotado, pelo que diretores, conselhos pedagógicos e conselhos gerais vão ter de trabalhar "em cima do joelho". 

"As escolas ou iniciam o ano com o anterior estatuto enquanto estudam o novo, apesar de entrar em vigor no dia seguinte ao da publicação, ou então vão ter de trabalhar em cima do joelho. Mas terá sempre de haver um período de transição", sublinha Pedro Araújo, diretor da Escola Secundária de Felgueiras.

"Vai ser um início de ano de loucos"


Segundo o ME, no início do ano letivo vale "o que já se encontra consignado" nos regulamentos internos, desde que "não conflitue com" o novo Estatuto.

Por seu turno, o presidente da ANDAEP e diretor da Escola Secundária de Oliveira do Douro lembra que em setembro há necessidade de dar andamento a todas as questões relacionadas com o arranque do ano letivo, como a preparação de aulas, planificação de atividades, reunir conselhos de turma: "Vai ser um início de ano de loucos". 

O ano letivo começa entre 08 e 13 de setembro no ensino pré-escolar, básico e secundário. 


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Que se esperava ?..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 19:45 | Domingo, 22 de agosto de 2010
Que se poderia esperar de um governo liderado por um "licenciado" em Engª...por fax e a um Domingo..

Que a Educação fosse um assunto levado a sério pelo governo ?..

O Heinkel deu uma boa pista..quem não os tenha que os vá buscar..os canudos..agora já deverão aparecer com menos detalhes da aldrabice..

Até indicativos de telefone e códigos postais não são da época..lol...

 
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E depois?
nao tento (seguir utilizador), 1 ponto , 13:55 | Domingo, 22 de agosto de 2010
Sejamos honestos, nao vai haver muitos problemas, pelos menos 701 escolas nao vao sentir essa falta. Se calhar o melhor e fechar todas, quem quiser que va aprender onde o quiser fazer, o estado nada tem a ver com o assunto. Incompetentes.......
 
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BANDALHEIRA
OVIRIL (seguir utilizador), 1 ponto , 15:26 | Domingo, 22 de agosto de 2010
É vergonhosa a forma como o ministério da educação tem procedido nos últimos anos. Não são só os regulamentos, são milhares de atropelos à dignidade dos alunos, ao seu direito à educação digna na escola pública. Continuamos a ter um miserável charlatão que atrapalha a vida de quem quer trabalhar - esse, é sócrates. Continuamos a ver os nossos filhos envolvidos em trapalhadas resultantes da desordem e desorientação destes eleitos pelo povo cego. Temos uma ministra da educação - lírica e mundana da vida da fantasia - realidade da educação é coisa que não faz parte da sua formação. sócrates e os seus acólitos sindicalistas, vão fazendo morrer a vida no país, a educação já morreu, assassinada, prestes a ser cremada sem dó nem piedade. As pessoas que trabalham nas escolas, não são mais do que uma espécie a abater com urgência, perseguidas de forma xenófoba, racista com nunca se viu em qualquer lugar. Sou encarregado de educação e sinto revolta por tudo isto - incerteza, experiências loucas de quem não tem respeito por ninguém. BLO Lx.
 
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    Re: BANDALHEIRA    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 17:33 | Domingo, 22 de agosto de 2010
E agora?
TásQuilhado (seguir utilizador), 1 ponto , 18:58 | Domingo, 22 de agosto de 2010
Sim e agora, como é que o governo e o Ministério da Educação vão descalçar esta bota? Com sorrisos e palavras doces da ministra?
- E quem vai levar com as culpas da confusão gerada e que, de certeza, vai acontecer? Os professores? Talvez e quase de certeza e para a opinião pública se levantar, mais uma vez, com esta classe profissional (Não sou professor).

- E os verdadeiros culpados passarão, mais uma vez, impunes.
- Cambada de irresponsáveis!
 
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