20 de maio de 2013 às 1:26
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ERC, essa pomposa inutilidade

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

 Desde o seu nascimento que considerava que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) seria uma estrutura sem qualquer credibilidade. Defendi, quando se discutia a reformulação da Alta Autoridade para a Comunicação Social, que a entidade reguladora fosse composta por dois representante eleitos pelos jornalistas, um representante das empresas de comunicação social, um eleito por dois terços do Parlamento e um nomeado pelo Presidente da República. Uma maioria de representantes dos regulados (com maior peso dos profissionais), um nome aceite por uma maioria qualificada do Parlamento e uma figura escolhida pelo Chefe de Estado. Considerava que uma composição deste género, tendo vários defeitos, teria, pelo menos, o mínimo de credibilidade junto de quem deve acatar as suas decisões.

Como era de esperar, os dois principais partidos não quiseram deixar passar a oportunidade de determinar quem controlaria os jornalistas. E transformaram a ERC num miniparlamento, onde tratam das suas pequenas guerras. Assim foi no tempo de Sócrates, assim é no tempo de Passos. Nem as pessoas que lá se sentam, mesmo quando são jornalistas, merecem o respeito dos profissionais que pretendem regular, nem as suas deliberações têm qualquer credibilidade no conjunto da sociedade. Defendi então que a tentativa de instrumentalizar a ERC seria inútil: um órgão regulador que não é levado a sério não regula ninguém. Assim tem sido.

A deliberação sobre as pressões e ameaças de Miguel Relvas ao jornal "Público", em que, como era de esperar, a maioria escolhida por PSD e CDS dá tudo como não provado, apenas confirma a evidência: esta estrutura partidária não regula nem pretende regular coisa nenhuma. O facto de um dos membros que deliberou sobre este assunto, a jornalista Raquel Alexandra, ser, como a própria confirmou, amiga muito próxima de Miguel Relvas e não se ter escusado a participar neste embuste é apenas mais uma prova de como a ERC não faz qualquer questão de se dar ao respeito.

A ERC é apenas mais um exemplo do falhanço da regulação em Portugal. A Autoridade da Concorrência, que nunca descobriu qualquer problema na evidente cartelização de preços dos combustíveis, ou a Entidade Reguladora dos Serviço Energéticos, sempre com tanto receio de aborrecer a EDP, são outros. No caso da ERC, indignaram-se os social-democratas quando mandava o PS. Indignam-se os socialistas quando manda o PSD. Mas sabemos que nenhum deles está disposto, estando no poder, em desistir deste patético faz de conta.

A ERC acha que nada ficou provado sobre Relvas? E a quem interessa a opinião de cinco nomeados partidários sobre este assunto?

 

Comentários 52 Comentar
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Regiulações
Mais uma crónica com a qual não se pode deixar de estar de acordo. Todas essas entidades não passam de extensões dos partidos dominantes e não se pode esperar imparcialidade. Não passam da voz do dono.
.A mais pomposa das inutilidades é o Tribunal Constituicional.

Quanto ao método de nomeação, poderá ser importante, mas, na minha opinião, o mais importante é a qualidade e dignidade das pessoas nomeadas.
Lembro a nomeação do Dr.Oliveira Martins para o Tribunal de Contas, nomeado no pressuposto de yes-man, mas que fez e está a fazer um trabalho digno, contribuindo para a credibilidade do orgão.

A inteireza, a dignidade pessoal, a classe enfim, pode sempre superar métodos de nomeação enviesados.
O mal é a percentagem de gente boa ser diminuta.....
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O "caso" Relvas já estava encerrado!
Encerrado e enterrado, desde que o Ministro foi à Assembleia da República e lá explicou para toda a gente a questão do Publico.
Respondeu às perguntas dos Srs Deputados,da direita à esquerda e ninguém ficou com mais dúvidas.
Claro que o Bloco,o PCP e alguns PS queriam condenar o Ministro,mas não havia provas para tal.
O Bloco nestas histórias de inqueritos, tem um problema de consciència e que foi o caso do MENTIU OU NÃO MENTIU, de Sócrates em Comissão parlamentar.
É claro que Sócrates sabia do negócio PT/TVI,mas o Semedo recebeu ordens do Louçã e absteve-se.Conclusão: tivemos que gramar Sócrates mais uns meses,com os resultados de pre-bancarrota que os Portugueses infelizmente conhecem.
São as "coerências esquerdistas" do Bloco.
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Sócrates e os 499mil euros da cova da Beira Ver comentário
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Louçã absolveu Sócrates Ver comentário
In Sol de 22-06-2012 Ver comentário
Re: O Ver comentário
Este comentario é tipico de um fanatico ignorante Ver comentário
A Câncio do Diário de Noticias é que sabe Ver comentário
O Tipico comentador fanatico e ignorante Ver comentário
e para que serve a "noite da má lingua"na SIC? Ver comentário
Re: O Ver comentário
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ERC essa pomposa inutilidade
Houve aqui um protesto por parte de alguns comentadores, nos quais me incluí durante 15 dias. Aderi a ele embora não tenha concordado na totalidade, mas fi-lo porque penso estar a defender a Liberdade e a Democracia e ainda todos os jornalistas, porque não há dúvida que muita coisa está a correr mal neste Reino de sua Magestade do actual governo. Tudo se passa nas barbas da Comunicação Social, mas esta prefere antes ignorar, fazer de cega e surda. O que aconteceu ao jornalista Rosa Mendes da RDP teria sido o bastantes para a fazer acordar a Comunicação em qualquer parte do Mundo. No entanto repete-se depois ainda mais grave o dia da greve geral e tudo continua em silêncio. Como não há duas sem três veio a seguir o caso da jornalista Maria José Oliveira do Público. Que mais será preciso. Falam no Freeport, na Face Oculta e nas PPP, que se ouve suborno não passa de trocos e esquecem o BPN a verdadeira causa da bancarrota do País.

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/03/maiakovski-1893-1930.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/as-escutas-de-socrates-e-vara.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/familias-falham-pagamentos-de-800.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/desemprego-em-2000-39-2012-149.html

viriatoapedrada.blogspot.pt/2012/06/cortes-dos-subsidios-na-funcao-publica.html

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ó toni vá pregar para o largo do rato Ver comentário
Re: ó toni vá pregar para o largo do rato Ver comentário
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ESTAS ENTIDADES PARA QUE SERVEM????
Só para arranjar tacho para tipos do ex-governo, ou deste que não tiveram lugar no poleiro!
Nós por cá
Nós por cá somos dados a coisas destas, ora agora recebes tu, ora agora recebo eu, servindo estes arranjinhos para ir ludribiando o Povo que ainda vai acreditando em burlões do conto do vigário e em bruxas.
DO
Inutilidade? Olhe que muito boa gente não contesta.
Regulações
Bom artigo caro DO

A verdade é que as entidades de regulação não existem para regular, mas simplesmente para darem mais uns poucos lugares aos amigos dos partidos do governo.

No fundo, não são diferentes das "empresas da mama" (Mota Engil, Lusoponte, JP Sa Couto e muitas outras), das fundações que replicam funções que já deveriam ser feitas pelo estado ou dos jobs-for-the-boys. É tudo a mesma coisa: dinheiro do povo para dar empregos a uma elite e sua corte.

Cmps,

António

oreivaivestido.blogspot.pt
Hoje concordo com Daniel Oliveira.
Hoje concordo com Daniel Oliveira. A ERG cujos respectivos membros pretendem conferir a este órgão o papel simultâneo de miniparlamento, onde as decisões dependem dos interesses partidários dos representantes partidários e de minitribunal, onde se julgam os interesses em conflito, acaba por ter uma função inútil na medida em ninguém reconhece o mérito das decisões por si tomadas. Não estou em condições de opinar se no caso Relvas/Maria José Oliveira o decidido foi justo ou injusto e o problema reside precisamente neste ponto; ninguém sabe porque é impossível garantir se prevaleceu a vertente partidária ou a jurídico-legal.
Re: ERC, essa pomposa inutilidade
Pois é verdade, estas supostas entidades só servem para mais uns tachos e fazer de conta que existe regulação quando na prática não existe. Mas também não devem ser os jornalistas os primeiros a mostrar-se ofendidos, pois eles bem que cultivam este tipo de promiscuidades com o poder, quando lhes dá jeito.
Processo reaberto
Acho muito bem que se vá até às últimas consequências para provar se Relvas realmente exerceu pressões e ou fez ameaças ao Jornal Publico. Seria muito bom que se abrisse um precedente e a partir daqui todas as irregularidades praticadas fossem punidas severamente.. Óptimo seria também que todas as falcatruas praticadas por altos dirigentes fossem alvo de uma nova e séria investigação . Mas uma coisa é certa : DO que está de corpo feito para abrir fogo contra Relvas tem de ser coerente e deixar de ficar amnésico quando se trata de recordar a forma como Socrates destratou indecentemente os jornalistas em várias ocasiões. Eu ,que não sou Jornalista ,não me esqueci.
Re: Processo reaberto Ver comentário
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"Portugal..
há-de abrir os olhos um dia."

barbarraridades.blogspot.pt/
A monarquia em que vivemos
Para que haja democracia não basta a um país ter instituições que deveriam defender o estado de direito democrático, se quem compõe estas instituições está obviamente sob o controlo do partido no poder. Se aqueles que defendem a monarquia parassem para pensar um pouco descobririam que no fundo já vivemos numa espécie de monarquia. A diferença é que em vez de uma Casa de Bragança temos uma Casa Real do PSD e uma Casa Real do PS. Aqueles que acreditam que há coisas mais interessantes na vida do que a luta pelo poder têm de se resignar a viver sob o jugo de uma destas casas reais, que tudo dominam quando lhes toca a vez de assumir o poder. E nenhuma destas casas reais pretende o poder para trabalhar em prol do benefício comum de um povo, definindo a sua política de governo com este fim. Se assim fosse, poderíamos acreditar que cada governo agiria honestamente de acordo com a sua ideologia. Mas todos sabemos que o que realmente acontece é que o poder serve simplesmente para sustentar o privilégio e os negócios. Este sistema de casas reais partidárias está esgotado: nunca será diferente. Se não somos capazes de adoptar um sistema de democracia representativa que realmente funcione (em vez de funcionar "realmente") seria talvez então preferível ter um sistema de democracia semi-directa, semelhante ao que se practica na Suíça.
muita parra...
Muito se escreve sobre a ERC nos últimos tempos; muito se escreve sobre o ministro nos últimos tempos; muito se escreve sobre promiscuidades entre o jornalismo e a classe política....
Quem pode comentar nas tiragens de papel, fá-lo a seu bel prazer; quem não pode, manda bitaites na blogosfera...
A azia que tomou conta desta gente toda agudiza-se com o passar dos tempos de austeridade, pq estamos em tempos de crise e a crise veio pra ficar (e desengane-se quem ainda se lembra do Pinho a dizer que ela ia embora no ano seguinte)! Mas a crise económica pode ter remédio!
O problema é outro!e com dificil solução!
Como quem comenta,nunca esconde o seu total partidarismo,fazer criticas construtivas,nos ultimos tempos,é acto em risco grave de extinção! Dá + jeito bater no saco de pancada,que toda a gente gosta, e vendemos mais uns bons exemplares... O alvo está bem definido (vejam-se os exs todos os dias nos jornais) e siga a guerra! deitar abaixo que o zé pagode está conosco!
Urge uma revolução, mas é de mentalidades!!
PS.: Hoje o CRISTIANO RONALDO é o maior!há 15 dias era um mimado que não se esforça nada na seleção pq quem lhe paga o ordenado chorudo é o Real Madrid!
Hoje o Paulo Bento é o maior...
Talvez, depois das reformas estruturais feitas,da privatização da rtp,da extinção de freguesias,da reforma judiciária,entre outras,ainda alguém s e apreste a dizer menos mal do governo...que nos governa pq alguém o pôs lá! Haja inteligência!e razoabilidade!
W a Revolução


                        EU ESTOU À ESPERA QUE REBENTE A REVOLUÇÃO.

entidades reguladores
As entidades reguladoras sejam da comunição, energia, concorrência ou outras nunca, nunca deveriam ter tituladas por ordens chamadas independentes. Primeiro independente é que não o são. Se eu nomeio pessoas da minha confiança deixa de o ser o chamado independente. Independente o tanas. Segundo há uma desresponsabilização política, ou seja, a entidade reguladora da energia aumenta o gás em 7% e a energia em x%. quem é que eu vou responsabilizar politicamente? a entidade? ela nem sequer vai a votos! essa responsabilidade devia ser rigorasamente do estado de modo a eu poder responsabiliza-lo.
Podem reclamar 'então e as questões pressão jornalistica/ilegalidades/irregularidades quem o faria? Tribunais é claro!!
cumprimentos
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