Duas equipas cinotécnicas da Guarda Nacional Republicana (GNR) estão desde as 9h30 à entrada do túnel da Meia Légua, em busca de cadáveres resultantes de uma derrocada, sábado, a partir do Pomar da Rocha.
Fonte policial informou à Lusa que cerca das 15h um transeunte encontrou um corpo na Meia Légua, zona alta da Ribeira Brava, no complexo desportivo local.
Esta zona foi particularmente afetada pelo temporal, uma vez que se registou uma enorme derrocada de uma altura de 150 metros, levando consigo várias habitações.
Perímetro das buscas alargado
A equipa cinotécnica mantém-se esta tarde no local e alargou o perímetro das buscas. As equipas são constituídas por dois cães - "Sasha", uma golden retrivier, e "Óscar", um cocker spaniel -, que farejam o local onde caíram as terras impelidas pela derrocada.
A busca está ainda a ser acompanhada por mais dois elementos da GNR e um elemento da Proteção Civil.
Um dia depois do temporal, no domingo, os bombeiros encontraram três corpos soterrados nesta zona da Meia Légua, junto a uma ribeira, à entrada do túnel que liga à zona alta da Ribeira Brava, suspeitando-se que possam estar ainda mais quatro cadáveres debaixo dos destroços de terras e pedra.
Desaparecidos encontrados com vida
O Governo Regional da Madeira manteve hoje o número de 42 mortos relativos ao temporal do passado sábado, reduzindo o número de desaparecidos de 32 para 13 e apontando para 480 pessoas realojadas.
Durante uma conferência de imprensa realizada de manhã, a secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, explicou que várias pessoas que estavam isoladas ou deslocadas, consideradas desaparecidas, foram encontradas com vida.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo Ortográfico, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
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