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Eólica mundial inaugurada em Aguçadoura

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Póvoa Semanário  - Eólica mundial inaugurada em Aguçadoura

A primeira eólica offshore no mundo foi inaugurada no passado sábado, na vila de Aguçadoura, pelo Presidente da República, Cavaco Silva e pela Ministra da Agricultura, do Ambiente, do Mar e do Ordenamento do Território, Assunção Cristas

 

O sistema Windfloat, projecto da EDP Inovação, instalado a seis quilómetros da costa na praia de Aguçadoura desde Outubro passado, já produz energia para 1300 habitações, sendo a primeira plataforma offshore do mundo, num investimento de mais de 20 milhões de euros.

Esta plataforma permite a produção de energias limpas, gerando energia renovável e, até ao momento, "tem funcionado da melhor maneira", referiu António Vidigal, administrador da EDP Inovação. Para o futuro, ambiciona-se a construção de um parque com cinco turbinas, gerando uma potência cinco vezes maior.

No acto inaugural, Macedo Vieira, presidente da Câmara Municipal da Póvoa, destacou a projecção da vila de Aguçadoura a nível nacional, primeiro pela sua actividade hortícola, e agora por ter "a sorte de ter este modelo industrial que eu espero que seja um sucesso para o país, para a EDP, para a Póvoa e Aguçadoura. Dependemos imenso da energia e espero que isto seja um grande contributo para as energias renováveis e para que Portugal possa estar menos dependente".

 

Aguçadoura ligada à energia eólica

Já para Sérgio Cardoso, presidente da Junta de Freguesia de Aguçadoura, este dia foi especial: "foi a primeira vez que tivemos a visita de um Presidente da República". O autarca salientou ainda a projecção internacional do projecto, pensando já no futuro: "depois o conjunto dos cinco equipamentos será rentável e pode ser comercializado e acho que é uma boa notícia para o futuro do país no campo das energias renováveis. A esperança é que no futuro o investimento aqui continue e do que ouvimos hoje vai tudo nesse sentido".

O Presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou que "a Póvoa ficará ligada a um passo de gigante no aproveitamento das potencialidades energéticas em matéria de energia eólica offshore, dará um contributo importante a nível de dependência externa e consequentemente para a redução do nosso endividamento externo", salientando ainda as potencialidades do mar no desenvolvimento do país, apontando esse como o caminho para o futuro.

Quanto ao administrador executivo da EDP, António Mexia, é importante "o aproveitamento dos recursos próprios", como o mar e os estaleiros navais. No mesmo sentido, lembrou que o projecto resultou da parceria de 60 empresas, das quais 40 nacionais, numa trabalho global para a primeira plataforma a nível mundial. "Só conseguimos vencer a adversidade quando tomamos medidas para mudar. Estamos a falar daquilo que pode criar a diferença, mais oportunidades para este país". No seu entender, o futuro de Portugal será determinado por três coisas: "ou porque temos recursos próprios, ou porque somos melhores nos processos ou porque temos capacidade de inovação. Neste caso conseguimos juntar as três coisas".


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Edição Diária 17.Abr.2014

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