Porto, 15 Abr (Lusa) - Os estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), reunidos em Assembleia Geral de Alunos (AGE), aprovaram hoje um documento contra o trabalho dos alunos que venham a beneficiar das bolsas e subsídios extraordinários aprovados pela reitoria.
O documento, intitulado "Moção sobre Acção Social e estudantes carenciados e em risco de abandono", manifesta o repúdio dos alunos "sobre o regimento destas bolsas que vêm transformar os estudantes em trabalhadores precários explorados pela Universidade do Porto", afirmou Jorge Pereira, um dos alunos, em comunicado enviado hoje à Lusa.
As bolsas extraordinárias e os subsídios de emergência aprovados, no início de Março, pela reitoria da Universidade do Porto para ajudar os alunos em dificuldades económicas têm como contrapartida o trabalho dos estudantes, calculado a 4,5 euros a hora.
Os alunos hoje reunidos na AGE consideram que "estas bolsas são boas mas não podem obrigar a quem usufrui delas a ir trabalhar", sustenta o comunicado.
Na AGE, realizada terça-feira, os estudantes decidiram ainda "exigir do Governo que tome medidas para reforçar a acção social escolar e não permitir que nenhum aluno abandone o ensino superior por razões financeiras".
Os alunos da FLUP tinham agendado para hoje uma jornada de luto contra o estado do ensino superior, através da ocupação pacífica de um anfiteatro ao ar livre daquela faculdade, mas o mau tempo levou à transferência dos protestos para o bar, onde continuam os "debates e a leitura de poemas", segundo disse à Lusa Jorge Pereira.
ACG.
Lusa/fim