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Eng. Sócrates, esqueceu-se de actualizar o programa eleitoral do PS?

João Lemos Esteves (www.expresso.pt)
2:17 Quinta feira, 28 de abril de 2011

José Sócrates apresentou, ontem, o seu programa eleitoral. Primeira sensação: o país político continua a viver num mundo de ilusão. E os políticos, em detrimento de se esforçarem para se mostrarem à altura das exigências das circunstâncias, continuam a brincar. A gozar com o pagode. O nosso país está bem servido de artistas políticos - mas carece de estadistas. O programa eleitoral do PS só confirma esta tese.

Com efeito, ontem, ouvindo José Sócrates, tive um déjá vu. É sempre o mesmo tom. É sempre o mesmo estilo. É sempre a mesma conversa. Note-se: José Sócrates é o político português mais hábil. Com mais faro político. Apresenta uma enorme facilidade para adaptar o seu discurso ao politicamente mais conveniente em cada momento. Mas há limites para tudo: então, não é que o candidato do PS, primeiro-ministro demissionário, perante o pântano em que o país se tornou, só se lembra de repetir a cassete das eleições anteriores? Senão, vejamos:

Aposta na educação. Ora, em 2005, a bandeira de José Sócrates chamava-se Plano Tecnológico: informatizar as escolas, alargar as competências dos alunos em matérias relacionadas com a sociedade de informação, alargar o ensino do inglês nos níveis primários de ensino, entre outras. Em 2009, José Sócrates apresentou como grande trunfo os progressos (reais ou fictícios) na educação e prometeu a reforçar a aposta. Dois anos volvidos, o país está pior, com o FMI a evitar a bancarrota. Mas José Sócrates não muda: promete a reforçar a aposta na educação! Vira o disco, toca o mesmo.

Aposta na tecnologia e na investigação. Ora, José Sócrates prometeu o mesmo em 2005. Repetiu a promessa em 2009. Como estamos? O ensino superior - essencial para o progresso do país, dado que são as universidades que formam as elites e profissionais qualificados que a economia aberta exige - enfrenta, talvez, a maior ameaça de sempre. A Universidade de Lisboa corre o risco de não dispor de verbas para assegurar o seu regular funcionamento (coloca-se, inclusive, a hipótese de não ter dinheiro para pagar aos funcionários). Reação do Governo: determinar o congelamento das verbas geradas pelo pagamento das propinas pelos alunos (solução que, de resto, consideramos inconstitucional, por violação da autonomia financeira das universidades). Então, o governo que promete a aposta na inovação e no conhecimento é o mesmo que estrangula o ensino superior? Como acreditar? É vira o disco e toca o mesmo;

Reabilitação urbana. Esta é a mesma a pérola da vida de José Sócrates, desde os tempos em que exercia as funções de ministro do ambiente. É uma constante nos programas eleitorais do PS. Ora, este primeiro-ministro está há seis anos no poder - que obra deixa no ambiente, na qualificação das cidades, na revalorização do espaço urbano? Nada. Claro: José Sócrates lá se lembrou de cantar a mesma música. É vira o disco e toca o mesmo;

A inserção dos jovens na vida ativa. Ora, se houve setor da nossa sociedade partiuarmente afetada pela governação socrática foi a juventude. Que vai pagar os desvarios, o tempo perdido por este governo incompetente. No entanto, José Sócrates tem o topete de prometer aquilo que destruiu em seis anos: a esperança e a confiança no futuro da juventude portuguesa. Faz lembrar os 500 mil postos de trabalho em 2005. É vira o disco e toca o mesmo. Só que, desta feita, é um verdadeiro melodrama - é uma geração que vê o seu futuro altamente comprometido pela falta de visão e sentido patriótico dos governantes atuais.

Ainda resta alguma dúvida de que José Sócrates nunca - jamais! - poderá ser um grande estadista? Porque não consegue pensar o país. Não consegue antever o futuro. Não consegue encarar a política para além da espuma dos dias. Só assim se explica que o ainda primeiro-ministro fala de creches, de casinhas, de rede digital - com o FMI aqui a elaborar um programa de austeridade brutal para os portugueses! A competência de Sócrates resume-se à sua capacidade para construir uma imagem de falsa determinação e atacar os seus opositores políticos. Nisto ele é catedrático. Analisaremos, amanhã, a crítica do secretário-geral do PS ao PSD e a reacção deste partido.

Email:politicoesfera@gmail.com

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JLE
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:31 | Quinta feira, 28 de abril de 2011
Meu caro por se acaso já teve oportunidade de rever uns filmes da propaganda NAZI, de onde vários oradores desse partido não difere muito destes oradores que existem no PS.
 
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PS DE FANARROES E DE MENTIROSOS !!!
SIULUX (seguir utilizador), 1 ponto , 8:20 | Quinta feira, 28 de abril de 2011
Para glória do grande chefao, padrinho e protetor de muito boy, o défice é de 6,8 !!! DE FANFARROES E DE MENTIROSOS ninguém tem mais que eles !!! Este é o mundo cor de rosa que faz a vida aos portugueses, mas cada um só como do que gosta !!! Depois, se comerem algo estragado, não atribuam a diarreia a outros e olha que por uma desinteria se morre!!! Pobre Portugal !!!
 
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Os que cá ficaram
Pedritus (seguir utilizador), 1 ponto , 9:59 | Quinta feira, 28 de abril de 2011
O que refere não seria um problema, seria um facto, num país normal, em que o povo percebe o logro em que esteve metido. Infelizmente, aqui isso não acontece. Sócrates, o PS, os políticos em geral são o retrato fiel do resto do povo, alcandorado no poder. O país está a um mês de ficar sem dinheiro para garantir o seu funcionamento, nos hospitais, escolas, esquadras, casernas, repartições, devido aos excessivos e descontrolados gastos no Estado, e o povo prepara-se para votar maciçamente de novo no homem que permitiu que isto acontecesse, apesar de lá estar há 6 anos. E votará sempre, como os alemães no homem que lhes prometia mundos e fundos, e irão com ele até ao colapso. Só depois, no Portugal Ano-Zero, acordarão. Dizia um embaixador, quando perguntado proque razão um povo que já conquistou tanta glória lá fora, não se consegue governar cá dentro. A justificação, é que nós não somos filhos desses conquistadores que partiram para desbravar meio mundo. Nós somos filhos dos que cá ficaram. Digo eu, bom, nem todos, mas pelos menos uns 35% são com certeza.
 
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E A INFORMAÇÃO IDEM.
leaodaselva (seguir utilizador), 1 ponto , 17:24 | Quinta feira, 28 de abril de 2011
O país está bem servido de artistas politícos , assim como também está bem servido de artistas que se dizem de informação e jornalistas, que nada dizem mais que é asneiras sem lógica.

Veja-se só esta chicana que nada diz e só tem por objectivo a maledicência gratuita.

Só que este jornalismo de sarjeta só com o objectivo de dizer mal sem lógica também se paga caro.

 
 
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ótimo artigo
ah_sim_compreendo (seguir utilizador), 1 ponto , 22:42 | Sexta feira, 29 de abril de 2011
Muito útil de ler este artigo, para quem não teve tempo nem paciência para ir espreitar o programa do PS,

E afinal andavam tão ufanos com o seu programa de governo e a criticarem o PSD por não o ter apresentado quando o seu programa é "roupa velha".

Que desplante, que falta de vergonha! É claro que, se fossem honestos, esperariam pelo fim das negociações porque todos os programas partifários serão afectados por elas. Mas quê! Eles fazem programas que não tencionam cumprir, portanto estão sempre à-vontade.

Mas não haverá tomates e ovos podres em quantidade para saudar estas comunicações triunfantes? Talvez também um banho com alcatrão e penas! Estes fulanos têm de nos respeitar...
 
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O EXPRESSO não actualiza as notícias????
carlos-carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:11 | Sexta feira, 29 de abril de 2011

Realmente é tudo uma questão de actualidade...

O Expresso (e já lá vão umas horas muito largas) está a esquecer-se da notícia:

O Tribunal Constitucional declarou hoje a inconstitucionalidade da revogação da avaliação do desempenho docente, cuja fiscalização preventiva tinha sido pedida pelo Presidente da República.

Um revés para quem?
Quem não quer abrir a janela?

Nunca pensei que o Expresso fizesse isso!!!!

 
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Corrijo o comentário anterior
carlos-carlos (seguir utilizador), 1 ponto , 23:16 | Sexta feira, 29 de abril de 2011

Talvez tenha sido distracção minha, mas procurei e não encontrei a notícia que motivou a minha nota anterior.

Peço desculpa ao Expresso, mas verifiquei agora que a dita cuja já existia desde o início da tarde.

Só não entendo porque a não encontrei, embora tenha feito a pesquisa. Assunto resolvido.
 
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