Endividamento da EP sobe para €2,6 mil milhões
A EP-Estradas de Portugal fechou 2011 com um lucro de €145 milhões e viu o seu endividamento crescer €656 milhões (33%), atingindo os €2.635 milhões.
O endividamento acumulado reflete, diz a EP em comunicado, "o elevado esforço de investimento para fazer face aos pagamentos com as concessões do Estado". Face à impossibilidade de obter financiamento junto dos mercados financeiros, "as necessidades da EP em 2011 foram integralmente satisfeitas com o apoio do acionista Estado". O acréscimo de dívida é inferior às responsabilidades pagas pela empresa (€670 milhões) referentes às concessões.
Quanto ao resultado líquido, apurado após dedução de €60 milhões de IRC, ele representa um crescimento de 40% face a 2010. Em linha com o aumento dos lucros, os capitais próprios registaram uma evolução favorável, atingindo €780 milhões em 2011.
Ao nível dos custos operacionais, a empresa "consolidou o seu esforço de redução dos gastos com funcionamento e operação". Os custos com pessoal reduziram-se em 14% face a 2010, devido à contenção salarial e redução de 23 funcionários. O desempenho operacional (EBITDA)cifrou-se em €556 milhões (+43%).
A EP teve receitas de €679 milhões: €546 milhões com origem na Contribuição de Serviço Rodoviário, pagos pelos consumidores de combustíveis, e €133 milhões de portagens.
Em obra direta, a EP aplicou €135 milhões (€157 milhões em 2010), prosseguindo "a forte aposta na conservação de estradas e de obras de arte". Os encargos financeiros agravaram-se, passando de €53 milhões para €109 milhões. Em 2011 a EP continuou o processo de alienação do património não afeto à atividade, designadamente antigas casas de cantoneiros e parcelas sobrantes dos processos expropriativos. A receita foi de de €2,9 milhões.



