18 de abril de 2014 às 20:05
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Encontrado corpo da portuguesa desaparecida em Luanda

O corpo da portuguesa desaparecida desde o dia 1 em Luanda foi encontrado a 26 milhas da costa.
Lusa

O corpo da cidadã portuguesa desaparecida desde o dia 1, devido a um acidente no mar, junto à ilha de Luanda, em Angola, já foi resgatado, disse hoje à Lusa o porta-voz do Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

Faustino Sebastião disse que o corpo foi localizado por pescadores na passada sexta-feira a 26 milhas da costa.

Paula Arnauth, de 37 anos, desapareceu no mar após um mergulho em zona referenciada pelas autoridades como interdita a banhos de mar, junto à ponta da ilha de Luanda, cerca das 16h30 (15h30 em Lisboa) do passado dia 1.

O acidente ocorreu depois de Paula Arnauth, acompanhada do cidadão luso-angolano Luís Cartaxo, 44 anos, coproprietário de um restaurante na ilha de Luanda, ter passado o primeiro dia do ano na praia e quando regressavam à capital, terem decidido dar um último mergulho no mar, devido à elevada temperatura que se fazia sentir.

Luís Barreira, sócio do luso-angolano no restaurante, disse à Lusa que segundo Luís Cartaxo, o acidente ocorreu quando os dois se encontravam dentro de água, e o vento forte e a corrente afastaram a embarcação, tendo os dois sentido dificuldades em nadar para terra.

Populares que estavam na ponta da ilha de Luanda e que testemunharam o incidente alertaram os bombeiros, que conseguiram resgatar Luís Cartaxo da água, que devido ao estado de exaustão em que se encontrava e por ter ingerido muita água do mar teve de ser hospitalizado.

Luís Cartaxo já teve alta da clínica onde recebeu cuidados médicos, encontrando-se em casa.

A zona onde mergulharam está referenciada pelas autoridades como interdita a banhos de mar, salientou o porta-voz do SNPCB.

Luís Barreira acrescentou que informações não oficiais apontam para mais sete casos de afogamento no dia 1 de janeiro na zona da ilha de Luanda, uma língua de terra que recebeu cerca de 700 mil pessoas no período de fim de ano. 

Comentários 13 Comentar
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O costume.
Como sempre, os portugueses naquilo que fazem melhor: desrespeitar as normas vigentes. Foi de facto o último mergulho.
Por aqui, nas arribas do Algarve, apesar das mortes, dos avisos na TV e no local, continuam a postar-se à sombra das ditas. Ou são teimosos, ou são analfabetos (o mais provável) ou é o bichinho da estupidez que é genético.
O costume Ver comentário
O costume. Ver comentário
Pff Ver comentário
Elevado indice de analfabetismo? Ver comentário
ALGUMA SAUDADE Ver comentário
Triste
Lamento a situacao e a morte.
Nunca passei por uma situacao assim mas nao consigo entender que nesta siituacao de dificuldade os dois nao se tenham mantido juntos.

Tambem nao acredito que ajam avisos sobre o facto de nao ser zona de banhos. Mas no entanto quem tem um barco devia saber respeitar o mar , coisas simples como nao largar um barco sem deixar alguem a bordo..etc....

lamento ...............

os meus pesames para a familia. ...
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A força do mar (ou rio) quando arrastam uma pessoa Ver comentário
A força do mar (ou rio) quando arrastam uma pessoa Ver comentário
Ajam? Ver comentário
Ajam Ver comentário
Respeitar os avisos é importante
Quando há avisos de zona interdita, não é só para chatear, é porque existe mesmo perigo. O mar é muito perigoso em certas zonas, há que perceber isso. Uma pessoa é apanhada na corrente e pode ser impossível resistir. É como aquelas pessoas que continuam debaixo das falésias onde estão os avisos de perigo de derrocada, ignoram os avisos, depois quando ficam lá debaixo esmagados queixam-se. Mesmo por sua culpa, por falta de atenção em relação aos avisos, paz à alma desta rapariga tão jovem que perdeu uma vida que ainda tinha tanto tempo à sua frente, e de um maneira tão aflitiva e desnecessária.
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