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Empresa? O que é isso?

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Dizem os livros que uma empresa é um conjunto de meios técnicos, humanos e financeiros, organizados com vista à concretização de um determinado fim económico, o qual passa pelo exercício de uma atividade orientada para a satisfação das necessidades dos seus vários stakeholders, nomeadamente: os seus clientes (pela oferta de bens ou serviços), os trabalhadores (através do emprego e da contraprestação salarial), os acionistas (pela realização do lucro que remunera o risco incorrido), os credores (pelo reembolso do capital e juros em prazo acordado), dos fornecedores (pela procura de bens ou serviços), o Estado (pelo cumprimento das obrigações fiscais e legais), etc.

Todos os que trabalham numa empresa privada sentem conhecer esta definição pela aprendizagem que fizeram e sofreram na pele o que cada uma destas palavras significa. Realidade bem diferente na administração pública... Vejamos as diferenças...

No dia 1 de janeiro de cada ano, não se tem garantido o pagamento dos salários aos funcionários e ao longo de cada dia do ano se não conseguirem convencer o comprador dos seus bens ou serviços não poderão faturar para depois, com meiguice, cobrar. Coisa extraordinária na administração pública, onde bastam duas linhas para extorquir aos outros o que se decide, do modo que se entende e no tempo que se deseja, sem que tal seja considerado roubo, assalto ou crime.

Por exemplo, ter de pagar as contas a tempo e horas, porque se o não fizerem arriscam o fornecimento sem qualidade, a interrupção da atividade ou a penalização compensatória, coisa muitas vezes irrelevante para o Estado...

A disciplina e a ordem são a lei, e os maus colaboradores, mesmo com direitos, acabam fora das empresas.

A concorrência impõe-se e os direitos adquiridos são todos os dias postos em causa pela disputa do mercado e dos clientes, e apenas a orientação para os que se servem é a forma de manter a atividade e o emprego no longo prazo.

Procura gerar-se o lucro para continuar a incentivar os empresários e os acionistas, para assim pugnar pela manutenção da atividade que gera emprego, e que se deseja aumentado por via de mais investimento, coisa que para muitos é pecado ou maldade, pois só a palavra lucro desata a fúria ou o apetite do imposto voraz...

O Governo de Portugal é constituído por um primeiro-ministro e mais 16 ministros. Nem um só trabalhou alguma vez numa empresa, participou em órgãos sociais (ou disso se orgulha), a ler pelos seus 17 curricula vitae. Como serão as suas reuniões quando falam sobre empresas e sobre elas decidem tudo e mais alguma coisa? Será que para eles o lucro é mau como quando anunciam os furiosos e rancorosos impostos sobre empresas de alguns sectores como o financeiro?

Esta minha descoberta deixou-me assustado. Mas ao desabafá-la logo um amigo me descansou: "- Está descansado pá! Depois de saírem do Governo todos estarão enroscados nos respetivos lugares...".

jduque@iseg-utl.pt

Texto publicado na edição do Expresso de 24 de julho de 2010


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Sabe uma coisa?
As maiores empresas inglesas contratam licenciados em Filosofia para as gerirem. Porque será?

O que interessa mais neste mundo para se ter sucesso é o domínio da LÓGICA!
Re: Sabe uma coisa?
Re: Sabe uma coisa?
Re: Sabe uma coisa?
Felizmente...
... vão-nos sendo dado a conhecer estes factos interessantíssimos.

"Nem um só trabalhou alguma vez numa empresa..."

Fantástico, mas infelimente não me surpreende.

Afinal é tão simples:
 
Os ministérios servem como estágio (remunerado) para no final de mandato "dar o pulo" para as ditas empresas (sempre grandes) onde - mais importante que capacidade profissional - é imperativo ter criado um círculo de relacionamentos vantajoso enquanto esteve no estágio.

" - Então tem experiência e capacidade profissional para o cargo?"

" - Não, mas estou muito bem relacionado" ;)

" - Está contratado!"
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