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9:00 Sábado, 19 de maio de 2012
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Ex-Santander 'perdido'
Na apresentação de resultados do BCP na Rua do Ouro, em Lisboa, entre os vários administradores presentes esteve também o homem de confiança do presidente Nuno Amado, que com ele veio do Santander Totta. Miguel Bragança foi o último a chegar à primeira divulgação de resultados da nova administração. Pela mão trazia um trolley de viagem e desculpou-se com o atraso por não estar ainda habituado ao trajeto para o BCP, situado na mesma rua que acolhe, um quarteirão abaixo, a sede do Santander Totta...
Seara, o "Cupido"
O empreendimento Belas Clube de Campo, do grupo André Jordan, vai acolher um colégio São João de Deus graças à intermediação de Fernando Seara, autarca de Sintra, ele próprio antigo aluno destes jardins-escola. "Obrigado por ter sido o Cupido deste casamento, e está condenado a ser o padrinho", agradeceu Gilberto Jordan, administrador do grupo na cerimónia da escritura para a construção do colégio. Seara, que vai regularmente à Costa da Caparica visitar a sua antiga professora do jardim-escola, enfatizou na ocasião como este colégio o marcou. "Ainda hoje, não gosto de figos nem bebo leite sozinho por causa da Escola João de Deus", declarou o autarca.
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9:00 Sábado, 14 de abril de 2012
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China salvadora do capitalismo?
Andou a circular nos meios financeiros de Hong Kong uma piada que ilustra o que tem sido a evolução da China, desde Mao até aos nosso dias. "Em 1949, a maioria dos intelectuais acreditava que o comunismo salvaria a China. Em 1969, os mesmos intelectuais acreditavam que a China (com sua Revolução Cultural) salvaria o comunismo que, após Estaline e a primavera de Praga, começou a ser desacreditado como ideologia. Em 1979, Deng Xiao Ping percebeu que somente o capitalismo salvaria a China. Em 2009, o mundo inteiro acredita que somente a China pode salvar o capitalismo." Com as aquisições milionárias que a China tem vindo a fazer em Portugal, é caso para dizer que já estamos a ter da nossa quota-parte...
Confusões da semântica
Sempre que os banqueiros dizem que o sistema financeiro tem liquidez, logo se levanta um coro de empresários a contrariar a tese e a garantir que o dinheiro não chega à tesouraria das empresas. Por vezes, a explicação para estas versões contraditórias encontra-se, afinal na semântica. Confrontado com as queixas de empresários, depois de ter garantindo que o sistema bancário deixara de estar seco, o governador Carlos Costa explicou a diferença de conceitos. Uma coisa é a liquidez, outra o financiamento. Entre uma coisa e outra fica a a avaliação pela banca dos riscos das empresas. E, como todos sabem, a malha da análise ficou muito mais apertada.
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9:00 Sábado, 31 de março de 2012
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O primo do polvo Paul
Chama-se Paulo e é primo do falecido polvo Paul, que se celebrizou no Mundial de Futebol de 2010 por adivinhar os resultados dos jogos da seleção alemã. O polvo Paulo chegou ao Porto na terça-feira, no âmbito da exposição temporária 'Polvomania', uma mostra de várias espécies destes moluscos com três corações capazes de distinguir padrões e até resolver labirintos. Paulo, que terá herdado do primo as capacidades divinatórias, foi chamado a prever resultados dos jogos do campeonato europeu com a seleção portuguesa - que a 9 de junho defronta a Alemanha, a 13 a Dinamarca e a 17 a Holanda. Será um novo "Polvo Profeta" como o seu primo Paul, que chegou a ser disputado por Wall Street?
Para carros elétricos... e tudo o resto
Mais de mil postos de carregamento públicos para um parque automóvel de 231 carros elétricos... é obra. Feita. Um cenário eletrizante e, em simultâneo, delirante. Sim senhor, lá estão eles espalhados por todo o país, só que a maioria esmagadora dos proprietários de carros elétricos recarregam as baterias em casa ou no emprego. Quanto aos postos de carregamento públicos, são sobretudo apreciados por cães (que os confundem com mictórios), aranhiços, amantes da arte do grafiti e também automobilistas (donos de carros com motor térmico) que ignoram olimpicamente a área reservada a estacionamento de veículos elétricos, usando e abusando do espaço envolvente. Sinais dos tempos, num país à frente... do seu tempo.
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9:00 Sábado, 24 de março de 2012
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A digressão de Relvas
O ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares é um político que se movimenta à vontade entre jornalistas, gestores e patrões dos media. Há até quem ache que, por ser um homem de ação, Miguel Relvas fala e movimenta-se de mais, com todas as interpretações - positivas e negativas - a que essa opinião se presta. A gestão do processo de privatização da RTP tem sido um exemplo claro. Há por isso quem ache que Relvas deveria ser mais recatado. Mas convenhamos que não será fácil gerir a agenda de um ministro com estas características. Nomeadamente quando aceita convites para visitar as novas instalações de grupos de media interessados na RTP. Como é o caso da Cofina. Cortesia a quanto obrigas...
B.Leza com Beleza
A reabertura do clube de culto cabo-verdiano B.Leza, agora no Cais da Ribeira, em Lisboa, está a revelar-se um verdadeiro sucesso e são muitos a querer matar saudades das noites dançantes no antigo palácio do largo Conde Barão. Miguel Beleza, ex-ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal, foi um dos colunáveis que no passado sábado foi avistado pelo Em Off no B.Leza. Não foi a única figura de destaque do mundo económico a querer dar um salto à meca das mornas e coladeras dos PALOP, sem poiso certo há cinco anos. O conhecido advogado de Joe Berardo e especialista em mercado de capitais, André Luiz Gomes, também por lá andava. Luiz Gomes já costumava frequentar o antigo B.Leza e apesar de não ser visto a dançar parecia satisfeito com a nova casa.
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9:00 Sábado, 17 de março de 2012
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A fé inabalável da ministra Cristas
Foi chuva de pouca dura, mas manifestou-se precisamente enquanto Assunção Cristas discursava no Parlamento sobre... a falta de chuva. A ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, já tinha dito publicamente que era uma pessoa de fé e que a chuva haveria de chegar. Não só chegou como caiu abundantemente sobre a zona de São Bento, em Lisboa. Cristas não se molhou, pois estava debaixo de telha: mas não se livrou da chuva de críticas devido à resposta tardia aos agricultores, que há muito reclamam apoios por causa da c.
PT 'inspira-se' na Nokia
As agências de publicidade dos operadores portugueses de telemóveis andam pouco inspiradas... ou inspiram-se em anúncios e ideias de outros. Há tempos a Optimus usou a música "All Together Now", dos Beatles, que tinha sido a banda sonora de anúncios da Telecom Itália, Sprint e Budweiser. A Vodafone também inspirou o seu anúncio da 4ª geração móvel num filme que está no YouTube e cuja banda musical a PT também já usou. Agora foi a vez de a PT se 'inspirar' num filme publicitário do novo telemóvel Lumia da Nokia para fazer um anúncio sobre a 4G. Têm pelo menos três aspetos em comum: referem-se a telemóveis, usam a mesma banda sonora ("Sail", do grupo Awolnation) e os figurantes fazem movimentos em câmara lenta. Criatividade, precisa-se!
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9:00 Domingo, 11 de março de 2012
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Dona do BPP sem líderes
Nem João Rendeiro, fundador do falido BPP, nem Diogo Vaz Guedes, o presidente da Privado Holding, empresa que controlava o banco, apareceram na última assembleia geral, no passado dia 29 de fevereiro. Era suposto aprovar as contas e arranjar um novo líder, já que Vaz Guedes abandonou o barco. Mas, sem quórum, nada feito. Vaz Guedes estava em Madrid, João Rendeiro onde estaria?
Os quatro motores de Costa
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, gosta de colorir as suas intervenções com metáforas e imagens para tornar claras as suas mensagens. Num almoço com empresários que decorreu na semana passada no Porto, defendeu que a dotação de €12 mil milhões para o sector bancário tem a função dos extintores de incêndios: transmitem tranquilidade e segurança, mas não são para ser usados. Referiu que a fotografia do sector bancário traduz a realidade patrimonial e não foi melhorada com recurso a Photoshop. Carlos Costa comparou ainda Portugal a um avião que conta com quatro motores para voar (procura pública e privada, exportações e investimento). Explicou que, sem poupança e com a despesa pública a acelerar, começou a faltar combustível aos motores. O plano de assistência foi, em resumo, uma dotação de combustível para manter o 'avião Portugal' a voar e evitar que, após um voo picado, se tenha despenhado com estrondo.
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9:00 Sábado, 3 de março de 2012
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Santos Ferreira puxa pela manga de Ramalho
Eram quase três da tarde quando Carlos Santos Ferreira, ainda presidente do BCP chegava à assembleia geral de acionistas que serviu para aprovar um novo modelo de governação e para eleger o seu sucessor Nuno Amado. Até aqui nada de novo, não fosse Santos Ferreira - perante a insistência dos jornalistas para que prestasse uma declaração - ter-se voltado para trás e puxado pela manga do casaco de António Ramalho, para que, deduz o EM OFF, fosse ele a falar. E se é verdade que à muito tempo era Ramalho quem aparecia em eventos públicos a representar o presidente do BCP, nesta altura, convenhamos... Ramalho, o administrador financeiro que não transita para a gestão de Amado, declinou fazer as hostes e chegar-se à frente, e bem. Até o EM OFF percebe: Não fazia sentido, senhor presidente do conselho estratégico internacional!
Inauguração subterrânea... e fria
Segunda-feira, 27 de fevereiro, barragem de Picote, 150 metros de profundidade. Na galeria da casa das máquinas, estava tudo pronto para a cerimónia de inauguração do reforço de potência. Além de muitas dezenas de convidados da EDP, e do ambiente de discoteca subterrânea (só não tinha música em altos decibéis), o frio e a humidade dominavam e eram o centro de todas as conversas. Nuno Alves, administrador financeiro da EDP não resistiu ao comentário: "Gastámos aqui €300 milhões e ninguém se lembrou de pôr aquecimento central?" A gargalhada foi geral, e todos continuaram a esfregar as mãos... de frio.
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10:00 Sábado, 25 de fevereiro de 2012
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Uma questão de tamanho Habituado a viajar pelo mundo para vender os seus colchões, Eugénio Santos gosta de apresentar a Colunex como "uma PME com a organização de uma multinacional para trabalhar à escala global". A provar que no mundo dos negócios o tamanho é sempre relativo, o gestor explica que a sua empresa "é pequena à escala nacional, micro à escala europeia e nano à escala mundial".
Marques da Cruz cicerone Recentemente nomeado para administrador da EDP, João Marques da Cruz é um gestor da elétrica que, pelas suas valências curriculares, tem grande experiência no desenvolvimento de contactos internacionais - já foi presidente do organismo que geriu o investimento e o comércio externo de Portugal, e que na altura se chamava ICEP, e também liderou a transportadora aérea Air Luxor. Esta semana Marques da Cruz foi visto, em Lisboa, rodeado por uma comitiva de chineses, a fazer papel de cicerone. Perto do restaurante Las Brasitas, no Pátio Bagatela, foi mesmo confundido como guia turístico pois parecia estar a explicar o tipo de oferta gastronómica existente na zona. Atendendo à recente entrada da elétrica chinesa Three Gorges no capital da EDP, Marques da Cruz demonstra assim a polivalência dos gestores portugueses e a grande capacidade de adaptação a novas situações de mercado.
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9:00 Segunda feira, 20 de fevereiro de 2012
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Faria ao lado dos jornalistas
O que terá levado o presidente do conselho de administração da CGD, Faria de Oliveira, a assistir ao anúncio dos prejuízos do banco público junto dos jornalistas? Provavelmente quis ver do ponto de vista da imprensa como ficava na fotografia a nova comissão executiva da Caixa, que apresentou os piores resultados da história do banco. Mas acabou por ser um elemento desestabilizador... Estava José de Matos, o seu sucessor na presidência executiva, a falar, quando Faria de Oliveira se levantou e entregou o seu telemóvel ao administrador Jorge Tomé. O que de tão urgente teria feito Faria de Oliveira levantar-se para mostrar uma mensagem a Jorge Tomé? Seria já o prenúncio de que este iria assumir a presidência executiva do Banif? Não sabemos, mas foi impossível não reparar... Certo é, que pouco tempo depois de o administrador lhe devolver o telemóvel, Faria saiu subtilmente.
O doutoramento de Soares Franco
"Acabei doutor em licenciamentos", diz o enólogo José Maria Soares Franco para explicar a aventura vivida com João Portugal Ramos para produzir vinho no Douro Superior. E explica: além das negociações para comprar 88 parcelas de terra de forma a somar 290 hectares, o projeto Duorum envolveu contactos com seis entidades distintas, do Instituto de Recursos Hídricos ao Centro de Estudos Vitivinícolas, divididas entre Foz Coa, Mirandela, Régua, Porto, Bragança e Lisboa.
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9:00 Sábado, 11 de fevereiro de 2012
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Cristas fadista
A ministra da agricultura, Assunção Cristas, liderou a representação portuguesa na edição de 2011 da Fruit Logística, a maior feira mundial no sector da fruta, legumes e flores, realizada em Berlim. Com a promoção do produto português em mente, a ministra acabou por ser surpreendida - e surpreender - os visitantes, com argumentos menos ortodoxos: quando se aproximou do pavilhão de Portugal, a fadista Luísa Rocha começou a cantar o fado "Lisboa à Noite" e puxou Assunção Cristas para um dueto imprevisto.
No público estava a homóloga alemã de Cristas, Ilse Aigner, visivelmente agradada com o fado português. O musical, entenda-se.
Fuga coletiva
Na apresentação de resultados do BCP, dia 3 de fevereiro, o ambiente estava tenso. O presidente Carlos Santos Ferreira aguentou bem o barco mas o desconforto entre os administradores era visível. Os que foram convidados por Nuno Amado a ficar na administração que vai a votos na assembleia geral agendada para 28 de fevereiro - Miguel Maya, José Iglésias, Pereira Coutinho e José Teixeira - estavam comprometidos e mais sérios do que era costume. Os que ficaram de fora, Vítor Fernandes e António Ramalho estavam demasiado tolhidos e com semblante carregado. Santos Ferreira liderou os trabalhos e nem sequer se socorreu de ninguém para explicar os enormes prejuízos do banco - ¤786 milhões. No final, foi o único que ficou a falar com os jornalistas. Todos os outros fugiram a sete pés, antes que alguém lhes perguntasse fosse o que fosse...
O apagão misterioso
Algumas centenas de clientes da ZON na zona de Monsanto, em Lisboa, tiveram um apagão dos quatro canais gratuitos (RTP1, RTP2, SIC e TVI), no dia (1 de fevereiro) em que aconteceu o previsto apagão da TV analógica. Uma estranha coincidência que terá ficado a dever-se, segundo o Expresso apurou nos bastidores, ao facto de a empresa de Rodrigo Costa injetar o sinal analógico dos canais gratuitos na sua programação. A ZON desmentiu este procedimento, mas não explicou o misterioso apagão...
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