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Matrecos sem crise

Expresso
9:00 Sábado, 27 de abril de 2013

Matrecos sem crise
"Portugueses campeões do mundo" é o nome da iniciativa que se propõe eleger todos os anos as individualidades lusas que reconhecidamente estejam entre os melhores do mundo. A ideia é dar visibilidade aos campeões portugueses que se tenham distinguido em áreas como ciência, medicina, engenharia, música, literatura, pintura, cinema e tecnologia. Para o efeito, a organização (a cargo da Bnomics) convidou um júri do qual fazem parte, entre outros, António-Pedro Vasconcelos, José Tribolet ou Rui Pego. O Em Off dá uma primeira sugestão: que faça parte da lista a seleção portuguesa de matraquilhos que venceu recentemente o Campeonato do Mundo 2013 na categoria de juniores masculinos. Um feito que foi ignorado pela generalidade dos media portugueses e que, não sendo desporto, pode ser incluído nas categorias de arte, ciência ou engenharia.

A longa espera
Os últimos conselhos de ministros têm sido verdadeiras vias sacras - para quem está lá dentro, seguramente - e também para quem está fora, à espera que dali saia fumo branco. Na terça-feira, dia do conselho de ministros onde foram tomadas decisões para "fomentar" a economia, quem estava pacientemente a aguardar para seguir a conferência de imprensa através do site do governo assistia a uma imagem estática de duas bandeiras - uma de Portugal e outra da União Europeia - e, esporadicamente a umas cabeças que passavam à frente das mesmas. Mas bom foi ouvir frases que permitiam quebrar a monotonia, como "Álvaro Santos Pereira chamado à receção!" ou "Isto o melhor era andar de patins!"

Frango com nata
Muito antes de o ministro Álvaro Santos Pereira ter descoberto as virtualidades exportadoras do pastel de nata, já a cadeia americana Kentucky Fried Chicken se convertera aos méritos da iguaria, usando-a como chamariz para atrair os consumidores chineses. O sucesso da nata em Macau e Hong Kong levou a KFC a incluí-la no menu dos 4300 restaurantes que explora na China. E com grande sucesso, ao que parece. É o triunfo do frango com nata. A KFC está agora a fazer um enorme esforço de expansão na Europa e nalguns mercados, como França, volta a apostar no pastel de nata como um dos preciosos argumentos do menu. Mas, em Portugal, a nata permanece fora da ementa da cadeia. Já figurou, mas a rotação das sobremesas conduziu à sua exclusão. Um dia destes pode voltar, mas a combinação do frango com nata não põe os portugueses de água na boca como na China.

Com ou sem bacalhau... noruegueses almoçam em Lisboa

Expresso
9:00 Sábado, 20 de abril de 2013

Com ou sem bacalhau... noruegueses almoçam em Lisboa
Poucos dias após o Governo ter publicado a Estratégia Nacional para o Mar (2013-2020) um grupo de empresários noruegueses já tinha traduzido o documento. Uma manifestação de interesse que não ficou por ali. Com efeito, alguns dias depois, já na semana passada, 15 empresários noruegueses das áreas petrolíferas, aquacultura, construção naval e biotecnologia marítima estavam sentados à mesa, na embaixada do seu país, em Lisboa, para almoçarem com Pinto de Abreu, secretário de Estado do Mar. Apesar de várias tentativas, o Em Off não conseguiu apurar se do menu constou bacalhau da Noruega, mas fonte segura garante que o apetite por várias áreas de negócio esteve sempre em cima da mesa.

Jerónimo Martins sem azar na Colômbia
O edifício da Jerónimo Martins em Bogotá tem uma particularidade de que Pedro Veloso, o responsável pela operação colombiana, ainda não se tinha dado conta: o piso 13 não existe. Assim sendo, quem vai no elevador vê passar os números dos pisos do 12 para o 14 sem passar pelo 13. É uma questão de superstição que é comum em muitos países mas, para já, azar é coisa de que a Jerónimo Martins não se pode queixar neste momento já que, como têm reconhecido os responsáveis deste grupo, as coisas estão a correr melhor do que se esperava nas lojas Ara, abertas em março.

A sabática de luxo de Carlos Oliveira
O ex-secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira, está de sabática e resolveu fazer um périplo com a família pelo mundo, que deverá demorar 150 dias, quase cinco meses. Entrou, aos 33 anos, no Governo de Passos Coelho como uma estrela do empreendedorismo, depois de ter vendido a Mobicomp à Microsoft. Mas acabou por ter uma passagem relativamente discreta pelo executivo - na realidade a área do empreendedorismo e inovação tem sido um parente pobre da governação. Além disso, gerir uma tecnológica em fase de arranque, onde todo o caminho está por desbravar, não é o mesmo que interagir com a burocracia governamental. Carlos Oliveira começou por Moçambique, vai dar um saltinho à Ásia, Austrália e Nova Zelândia, e acabar "a volta ao mundo" no Brasil. Espera-se um regresso aos negócios em breve, é pelo menos isso que tem estado a prometer.

Entretenimento em versão Efromovich

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 13 de abril de 2013

Entretenimento em versão Efromovich
Portugal passou a estar nos radares colombianos e, seguramente, o interesse do empresário Germán Efromovich em comprar a TAP, que ainda se mantém apesar de o negócio ter falhado no final de 2012, contribuiu para isso. Tanto assim é que quem consulta a revista de bordo nos aviões da Avianca, a empresa de Efromovich, pode encontrar, na parte relacionada às sugestões de entretenimento, algumas referências a eventos em Portugal, entre outros países. O que não deixa de ser surpreendente são as duas sugestões apresentadas para as próximas semanas. Se a primeira não suscita grandes dúvidas - uma maratona em maio, em Lisboa - já a segunda é mais 'radical" - nada mais nada menos do que um concerto da banda alemã de rock industrial Rammstein, que atua em Lisboa na próxima terça-feira...

Alô? Estou a falar para Cracóvia?
Os fornecedores da Central de Cervejas e Bebidas receberam este mês uma singela carta, enviada da sede em Vialonga, informando-os que os contactos referentes a faturação e pagamentos devem agora ser feitos através do serviço centralizado do grupo, a Heineken Global Shared Services. Localizado na Holanda? Errado, instalado em Cracóvia, Polónia. Enfim, nada de especial. A SCC diz que "este novo circuito de comunicação em nada alterará a tramitação seguida até aqui". Além disso, os contactos com os interlocutores de Cracóvia serão realizados em português, sendo assegurados "por uma equipa da qual, de momento, fazem parte colaboradores portugueses". Os fornecedores mais atentos não deixaram de registar o detalhe "de momento", isto é, por enquanto.

Segurança quase total
O ambiente, supunha-se, não podia ser mais seguro. Supunha-se. Na maior feira de defesa e segurança da América Latina, LAAD, que terminou ontem no Rio de Janeiro, o impensável aconteceu e o repórter do Em Off testemunhou: No espaço do 'altamente seguro' evento, um português residente no Brasil acedeu ao seu computador e tentava escrever um documento enquanto o cursor do ecrã se movia e menus se abriam. O computador parecia estar 'possuído' por uma espécie de controlo remoto. E estava. Horas mais tarde, o mesmo português foi confrontado pelo seu banco local (Itaú) com compras que teria feito no valor de 700 reais... mas que não fez. Os seus códigos bancários tinham-lhe sido 'retirados' do computador... precisamente quando se encontrava num dos locais mais seguros do mundo para estar naquele dia.

Volta ao mundo em cinco meses

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 6 de abril de 2013

Volta ao mundo em cinco meses
Já refeito do abalo que constituiu a sua saída do Ministério da Economia, o ex-secretário de Estado Carlos Oliveira alimenta um novo programa inovador, de caráter ocioso e lúdico. Para descansar das lides governativas nada melhor do que uma grande viagem à volta do mundo, durante cinco meses, contactando todos os continentes. Aos amigos a quem conta esta sua aventura, Carlos Oliveira não esconde o entusiasmo que lhe vai na alma com esta nova faceta de empreendedorismo, competitividade e inovação. O empresário fundara em 2000 a MobiComp, uma tecnológica que venderia em 2008 à Microsoft por números não revelados. Há um tempo para tudo. Em 2013, é para conhecer o mundo.

Quem disse que não se pode mudar de clube?
Nuno Amado não é um fervoroso adepto de futebol mas sempre foi benfiquista. Foi, porque no dia em que assumiu o BCP e percebeu o tamanho da dívida que o Sporting tem para com a instituição bancária que lidera, o seu coração mudou de vermelho para verde. O repórter do "Em Off" conseguiu apurar, junto de fontes muito bem colocadas à porta do gabinete de Nuno Amado, que em dias de jogo do Sporting se ouvem gritos de apoio aos leões. Tudo a pensar no impacto que os resultados desportivos positivos podem ter nos resultados financeiros negativos do clube de Alvalade.

No Tagus Park a rede que se vê é grega
O repórter do "Em Off" lança uma desafio aos leitores esta semana: circule pelos Tagus Park bem perto, ou mesmo por dentro se conseguir, das instalações do BCP e veja se consegue aceder a alguma rede de Wi-fi. Garantimos que será automaticamente transportado para o Olimpo, pois as três redes disponíveis são Zeus, Ares e Hera. O pai de todos os deuses, o deus da guerra e a rainha dos deuses são usados como nomes para acesso à internet. Não sabemos se a escolha destes nomes foi uma homenagem ou se já é saudosismo em relação à operação bancária que o BCP se prepara para vender na Grécia.

Jornalistas europeus andam esfomeados?

www.expresso.pt
9:00 Sexta feira, 29 de março de 2013

Jornalistas europeus andam esfomeados?
O Conselho Europeu anunciou que os jornalistas deixaram de beneficiar de refeições gratuitas durante as cimeiras. Os burocratas de Bruxelas ficaram alarmados com as despesas de 2011 em que terão sido gastos €1,3 milhões com comida para a imprensa, o que daria qualquer coisa como €162 mil por cimeira. O jornal "Europe News" fez contas e concluiu que cada um dos 2000 jornalistas que vão a estes eventos custa €81 por cimeira. Como as refeições no Conselho custam perto de €7, isto significa que os jornalistas andam a comer entre 11 e 12 refeições por cimeira. Perante estes números, se a comida continuar gratuita nas cimeiras, o melhor será o Conselho Europeu providenciar também um ginásio para os jornalistas.

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O admirador de Marx (versão Groucho)

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 23 de março de 2013

O admirador de Marx (versão Groucho)
No seminário da "Exame" e Banco Popular, que decorreu esta semana em Aveiro, o orador principal, Castro Henriques, surpreendeu pela boa disposição e pela admiração que manifestou por Marx, versão Groucho. Enquanto administrador do BCP, foi sempre de uma enorme contenção e sobriedade. Depois de ter saído do banco cereja, manteve esse perfil. Mas, desta vez, mostrou outra faceta. Descontraído, sem gravata, começou por afirmar: "Antes de discursar, tenho uma coisa importante para dizer", uma frase da autoria do mais famoso dos irmãos Marx. Mais à frente, citou-o de novo: "Nunca aceitarei fazer parte de um clube que me aceite como sócio". E no fim voltou a referi-lo. "Sinceridade e honestidade são a chave de todo o sucesso. Mas se as puderes falsificar estás garantido".

À terceira será de vez?
Três anos. Foi este o prazo definido pelo diretor do Correio da Manhã TV, Octávio Ribeiro, para que o canal lançado esta semana no Meo atinja a liderança de audiências no cabo. O Em Off espera que este projeto da Cofina corra bem. Mas confessamos a nossa inquietação. Não pelo projeto em si, mas pela "maldição do três" que parece ter-se instalado neste mercado. É que três anos foi o prazo que a direção do "Sol" estabeleceu em 2006 para bater o Expresso e atingir a liderança dos semanários. E três anos foi também o prazo que a direção do "Diário Económico" estipulou para que o canal Económico TV atingisse o mesmo nível de audiências da SIC Notícias. Ambas promessas não cumpridas. Será que, à terceira, a meta do três se cumpre de vez?

Nem a greve se cumpre nem o ministro casa
A greve que os sindicatos da aviação chegaram a marcar para estes dias (desconvocada no início da semana) terá sido um dos motivos para adiar a festa de casamento do ministro Miguel Relvas. A paralisação certamente causaria dificuldades à chegada a Lisboa de alguns convidados do ministro, que vai casar com a assessora do Governo, Marta Sousa. Com a greve levantada, Relvas poderia celebrar o 'sim' hoje, no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço. Mas como o clima de austeridade está longe de ser levantado e os noivos corriam o risco de entrar no salão ao som de 'Grândola, Vila Morena', o copo de água permanece adiado.

Relvas vai além do acordo ortográfico

Expresso
9:00 Sábado, 16 de março de 2013

Relvas vai além do acordo ortográfico
A adoção do novo acordo ortográfico no mundo lusófono parece condenada. Há Estados que recusam a adesão, personalidades ilustres que criticam o acordo e continuam a escrever como antes. Mas entre discussões e impasses há quem tenha avançado. O Governo português aderiu. E dentro do atual Executivo há quem avance ainda mais, parecendo querer replicar na gramática a receita económica do "ir além da troika". Miguel Relvas agarrou o dicionário pelos colarinhos e tratou de abrir novos mundos ao mundo lusófono. Primeiro, em entrevista à RTP em janeiro, defendeu que "ser visto e ouvisto" tem de ser um dos propósitos essenciais do serviço público. Esta semana - numa audição parlamentar, e a propósito de comparações entre a RTP, a SIC e a TVI -, argumentou que "ambas as três estão no mercado". Não sabemos se Pessoa estará a dar voltas no túmulo. Mas se fosse vivo é provável que também ele repensasse o conceito de "A minha pátria é a língua portuguesa" e acabasse a emigrar.

"Correio da Manhã" sempre em cima do acontecimento
Mandam as regras do bom jornalismo que os profissionais dos media, caso não se antecipem aos acontecimentos, estejam pelo menos em cima deles. A Cofina, dona do "Correio da Manhã", que se prepara para lançar o seu canal de televisão por cabo amanhã, parece levar esta máxima bastante a sério. Na última terça-feira, às 16h15, houve quem recebesse o convite para a festa de lançamento do canal CM que iria decorrer daí a... duas horas. Mais um bocadinho e a Cofina confirmava mais um dos axiomas do jornalismo: é mesmo tudo para ontem!

Verificação de origem
Num evento da Corticeira Amorim, Moreira da Silva, da Barbosa & Almeida (vidro), enalteceu a ligação íntima que existe entre rolhas e garrafas, sublinhando que em muitos casos partilham clientes comuns. Moreira da Silva surpreendeu os interlocutores, indicando que o vinho era apenas o terceiro cliente do seu grupo. E pediu aos quadros da Amorim presentes que sempre que verificassem se a rolha era 'made in' Amorim, reparassem também se a garrafa era fabricada na BA.

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O poder do ecrã

www.expresso.pt
9:00 Sábado, 23 de fevereiro de 2013

O poder do ecrã
Para interpretar o papel de François Pienaar no filme "Invictus", o ator Matt Damon quis conhecer o lendário capitão de râguebi da seleção da África do Sul que uniu o país ao vencer a Taça do Mundo da modalidade em 1995. Hospitaleiro, Pienaar convidou o ator para sua casa, mas, como contou recentemente numa conferência da Porto Business School sobre liderança, acabou por ser surpreendido no momento de abrir a porta, quando teve de olhar para baixo para ver Matt Damon. Sem se deixar intimidar pelo porte atlético do antigo capitão de râguebi, Matt recorreu ao improviso para resolver o embaraço e garantir: "No ecrã do cinema sou mais alto".

Rentabilizar a executiva
Zeinal Bava, presidente da Portugal Telecom (PT), não perde uma oportunidade para mostrar que também é um excelente comercial. As frequentes viagens entre Portugal e o Brasil - onde vai no âmbito da presença acionista da PT na Oi - têm sido usadas por Zeinal Bava para vender o mais recente pacote integrado de televisão, voz fixa e móvel e internet do grupo, o M4O. Tem inclusive uma folha de cálculo para provar as vantagens da oferta da PT. Consta que praticamente todos passageiros frequentes da TAP executiva daquele voo transatlântico aderiram à oferta. Mas Zeinal não fica por aqui, aproveita a longa viagem para anotar reclamações e inteirar-se das falhas de serviço da PT. O próximo passo será levar já as fichas de inscrição para os novos clientes. Será que a concorrência vai reagir na rota de Angola?

Isabéis há muitas

Expresso
9:00 Sábado, 16 de fevereiro de 2013

Isabéis há muitas
Na sua investigação sobre fortunas africanas, a revista "Forbes" inspecionou em profundidade os ativos portugueses de Isabel dos Santos, a empresária angolana que se divide entre Luanda e Lisboa. Não deve ser nada fácil para uma jornalista da Califórnia apurar os ativos lusos de Isabel. A troca de informação com a equipa da filha de José Eduardo dos Santos foi pacífica, até ao momento em que a jornalista começou a insistir sobre uma participação da empresária na PT. Primeiro uma pergunta inocente, depois a referência a uma posição de 10% na operadora, e finalmente, face aos desmentidos veementes, uma prova irrefutável: a jornalista tentava confirmar a informação que lhe fora passada por analistas. Investigara uma participação relevante na PT e descobrira que o nome de Isabel dos Santos surgia como titular. A verdade é que se tratava da posição da Ongoing na PT que surge em nome da mãe de Nuno Vasconcellos: Isabel Rocha dos Santos, uma quase anónima investidora portuguesa. E foi por um triz que as contas da "Forbes" não atribuíram mais 500 milhões de dólares à bilionária Isabel.

Economia e Gestão em confronto
Afinal, quem tem a varinha de condão para colocar a economia portuguesa a crescer? São as receitas dos economistas ou as dos gestores? A discussão entre ambos tem acontecido em vários fóruns e até no próprio Governo (são públicas as diferenças de opinião entre os ministros Vítor Gaspar e Álvaro Santos Pereira). Os dois olhares vão estar em confronto nas conferências "Portugal 2013 - Como Voltar a Crescer?", a decorrer a 18 de fevereiro no Porto e a 5 de março em Lisboa. Veremos quem ganha.

Quem se mete com os bloguistas leva
Às vezes acontece assessores de empresas ou diretores de comunicação fazerem telefonemas a pressionar jornalistas, editores e até diretores por causa de notícias que lhes desagradam ou os surpreendem. A classe está habituada, não gosta, ouve o queixume e reage consoante o assunto - se houver incorreção retifica, se não ignora. Mas na blogosfera as regras não são as mesmas, e os desagradáveis telefonemas podem tornar-se públicos. Foi o que aconteceu com um diretor de comunicação, recentemente, no blogue Aventar. E se a moda pega nos jornais?

O regresso do Esferovite

Expresso
8:50 Sábado, 9 de fevereiro de 2013

O regresso do Esferovite
São muitas as histórias que se contam de Germán Efromovich sobre o período em que esteve em Portugal a tentar comprar a TAP. Conversas surreais, encontros imprevistos, situações insólitas que atestam a personalidade excêntrica deste empresário e que levaram a que quem as viveu não tenha estranhado o desfecho da operação de privatização da TAP - que acabou por não acontecer. Mas, dentro da empresa, Efromovich continua a dar que falar, até porque ele anda por aí. Sabe-se que continua interessado na empresa - ele próprio o deixou claro - e que esteve recentemente em Portugal. Na TAP já se fala no regresso do 'Esferovite' - o nome pelo qual o empresário é 'carinhosamente' conhecido na companhia aérea.

A arara omnipresente
Talvez inspirada pelo seu compatriota Efromovich, a nova cadeia de supermercados colombianos da Jerónimo Martins também parece dar-se a ares de cidadã do mundo. Mas se o pretendente à TAP acumula nacionalidades como quem coleciona caixas de fósforos de hotel, a marca 'Ara' de Alexandre Soares dos Santos mostra-se mais senhora de grande à vontade no transformismo retalhista: tanto serve para vender frescos e mercearias na Colômbia, como serve para comercializar malas e sapatos na Alemanha. Confusos? O "Em Off" explica: é que a marca 'Ara' que a Jerónimo Martins vai estrear em março na Colômbia tem uma irmã no país de Merkl. Uma 'Ara' que exporta sapatos e malas para 50 países. E além do nome em comum, dá-se a coincidência de a imagem institucional de ambas ter o nome 'Ara' à esquerda e o desenho de uma arara à direita. Valha a verdade que a arara alemã é muito mais sóbria: tem apenas duas cores, contra as oito da irmã colombiana. Feitios.

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