24 de abril de 2014 às 23:15
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Em 2014, façamos eleições realmente europeias

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No fim da Segunda Guerra Mundial, havia a esperança da paz ao fundo do túnel europeu. Hoje, há a esperança de qualquer coisa que parece mais próxima mas que, dia após dia, se revela mais inatingível e mais abstrata: a união política europeia. Dirigentes, economistas e juristas reclamam-na; os apelos dos intelectuais multiplicam-se. Mas ninguém age de forma concreta. Os tabus que nos levaram a apagar dos Tratados europeus palavras como constituição, federação e, até, lei continuam a dominar.

Toda a gente sabe que o cenário mudou e que se formou um "espaço público europeu". Não o espaço de coesão e de opinião pública comum desejado pelos federalistas, guardiães da grande tradição. Mas um espaço marcado negativamente pelas restrições e pelos fardos aceites pelos "outros", ou seja, pelos mais pobres ou pelos mais ricos, consoante se seja do Norte ou do Sul. Não é de espantar que, nesse espaço, cresça a prosperidade política daqueles que falam contra a Europa e as suas instituições. Acusam-na, não de ser um escudo ineficaz contra a crise, mas abertamente de a ter causado.

Saiba tudo sobre a discussão em torno da união política na Europa em Presseurop.eu.

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UE: Primeiro temos de limpar a classe política
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É uma boa ideia, mas se já é tão difícil governar um pais pequeno como o nosso, como será governar a Europa?

Se agora ainda podemos acusar de incompetência a classe política portuguesa, depois, vamos acusar quem?

Nesse vazio, podia ser o fim da Democracia participativa.

Se houvesse uma nova classe política, mais séria, rígida, honesta e trabalhadora e muito menos gastadora que a actual, acredito que talvez surgisse uma vontade global na Europa, para trabalharmos em conjunto.

Com os defeitos actuais da prática política, tenho muitas dúvidas na solução global da UE.
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