Lisboa, 06 jun (Lusa) - A "excessiva dependência das sondagens" durante campanhas eleitorais, como a das legislativas que se realizaram no domingo, deve ser vista com "reservas e dúvidas" pelos partidos e pelo eleitorado, defendem politólogos contactados pela agência Lusa.
"Até que ponto é que podemos confiar nas sondagens feitas?", questionou o politólogo Rui Novais, docente da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, para quem "é possível que tenha havido alguma margem de eleitores flutuantes, sem identificação ideológica definida, que à última hora decidiram pela promoção de mudança" baseados nas sondagens que foram sendo reveladas durante a campanha.
Já André Azevedo Alves, docente na Universidade de Aveiro, diz que as sondagens tendem a "criar uma ideia de exatidão que não podem ter", até porque algumas das amostras apresentadas em televisões e jornais apresentavam volumes absolutos à décima. "É aconselhável mais cuidado na forma como são noticiados e analisados pelos comentadores políticos", comentou o politólogo.