Anterior
Ahmed Shafik acusado por corrupção deixa o Egito
Página Inicial   >  Dossiês  >  Dossies Atualidade  >  Crise no Egito  >   Egípcios vão controlar desempenho do novo Presidente pela Internet

Egípcios vão controlar desempenho do novo Presidente pela Internet

Ativistas egípcios criam página na Internet para monitorizar primeiros 100 dias do novo Governo de Mohamed Morsy. Jovens iniciam campanha no Facebook pelo direito ao consumo de cerveja. Clique para visitar o dossiê Crise no Egito
|
Egípcios vão controlar  desempenho do novo Presidente pela Internet
Jovens egípcios numa concentração ontem à noite no Cairo, pelo direito a consumir bebidas alcóolicas
Jovens egípcios numa concentração ontem à noite no Cairo, pelo direito a consumir bebidas alcóolicas / Asmaa Waguih/Reuters

Os primeiros 100 dias de mandato do Presidente Mohamed Morsy, que amanhã toma posse no Egito, vai ser monitorizado por um grupo de ativistas egípcios, que criaram uma página na Internet, chamada "Morsímetro", para medir o desempenho chefe de Estado apoiado pela Irmandade Muçalmana. 

Clique para aceder ao índice do dossiê Crise no Egito

No site morsimeter.com, os interessados vão poder seguir de pertos passos do governante egípcio nos próximos 100 dias.

A página vai servir de termómetro para saber se Morsey vai cumprir as promessas feitas durante a campanha eleitoral, tais como restaurar a segurança, aumentar os salários da função pública, e resolver a falta de combustível, a crise alimentar, a falta de limpeza das ruas, o problema da habitação e o desemprego. Cada um desses temas está representando por um ícone, e o seu conteúdo vai ser permanentemente atualizado.

Foram também criadas uma página no Facebook (facebook.com/MorsiMeter) e outra no Twitter (@MorsiMeter).

Controlo do "Renascimento"


Dezesseis meses depois da renúncia de Hosni Mubarak, poucas medidas foram tomadas para melhorar a qualidade de vida da população. Nalguns setores,  segundo a imprensa local, a situação até piorou.

Desde há um ano que a Irmandade  Muçulmana vinha divulgado um projeto chamado "O Renascimento", que acabou por se transformar na plataforma política do partido Justiça e Liberdade, que elegeu Morsy.

O programa eleitoral do partido para as presidenciais anunciava o candidato islamista, eleito com 51,73% dos votos, como aquele que iria resolver as mazelas económicas e sociais do Egito.

"Com isso (o morsímetro), as pessoas têm acesso direto à informação, o que está a ser feito e o que não está. O Presidente terá de cumprir aquilo que prometeu", afirmou Talai Hamdan, um dos criadores do site.

"A ideia é fazer com que as pessoas monitorizem as políticas adotadas pelo Governo, algo que era impensável no tempo de Mubarak. É uma forma bem democrática de supervisionar o trabalho do Presidente", acrescentou Handam.

Entretanto, outra questão está a preocupar os jovens egípcios: o direito a consumir bebidas alcóolicas em locais públicos. A reivindicação -"Nós queremos preservar os nossos direitos", tal como poder beber cerveja - já deu azo à criação de uma campanha pelo Facebook e a realização, ontem, de uma manifestação nas ruas do Cairo.

 

 

 

 


Opinião


Multimédia

Voámos num F-16

Um piloto da Força Aérea voou com uma câmara GoPro do Expresso e temos imagens inéditas e exclusivas para lhe mostrar num trabalho multimédia.

Salada de salmão com sorvete de manga

Especialista em pratos de confeção acessível, com ingredientes ao alcance de qualquer pessoa, Tiger escolheu a gastronomia como forma de estar na vida. Veja, confecione, desfrute e impressione.

Por faróis nunca dantes navegados

São a salvaguarda dos navegantes, a luz que tranquiliza o mar. Há 48 faróis em Portugal continental e nas ilhas. Este é um acontecimento único: todos os faróis e 1830 km de costa disponíveis num mesmo trabalho. Para entendê-los e vê-los, basta navegar neste artigo.

Parecem casulos onde gente hiberna à espera de ver terra

No Porto de Manaus não há barcos, mas autocarros bíblicos que caminham sobre água. Têm vários andares e estão cheios de camas de rede que parecem casulos onde homens, mulheres e crianças aguardam o destino. E há gente a vender o que houver e tiver de ser junto ao Porto. "Como há Copa, tem por aí muito gringo que vem ter com 'nóis'. E então fica mais fácil vender"

O adeus de Lobo Antunes às aulas de medicina

O neurocirurgião deu terça-feira a sua "Última Lição" no auditório do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, na véspera de deixar o seu trabalho no serviço nacional de saúde.

Jaguar volta a fabricar desportivo dos anos 60

Até ao verão será fabricado um número limitado de desportivos Jaguar E-Type Lightweight, seguindo todas as especificações originais, incluindo a continuação do número de série das unidades produzidas em 1963.

"Naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas"

Mais do que uma manifestação, o 'primeiro' 1º de Maio é recordado como a grande festa da Revolução dos Cravos, quando o povo saiu às ruas em massa e a união das esquerdas era um sonho possível. "O 1º de Maio seria mais uma primeira coisa, porque naquela altura estavam continuamente a acontecer primeiras coisas." Foi há 40 anos.

Este trabalho não foi visado por qualquer comissão de censura

Aquilo que hoje é uma expressão anacrónica estava em relevo na primeira página do "República", a 25 de Abril de 1974: "Este jornal não foi visado por qualquer comissão de censura". Quarenta anos depois da Revolução, veja os jornais, ouça os sons e compreenda como decorreu o "dia inicial inteiro e limpo", como lhe chamou Sophia. O Expresso falou ainda com cinco gerações de 40 anos e percorreu a "geografia" das Ruas 25 de Abril de todo o país, falando com quem lá mora. Veja a reportagem multimédia.


Comentários 0 Comentar

Últimas


Edição Diária 17.Abr.2014

Leia no seu telemóvel, tablet e computador
PUBLICIDADE

Pub