As organizações precisam de pessoas que pensem, independentemente da posição que tenham na hierarquia.
Em qualquer função, será uma mais-valia ter profissionais que sejam capazes de propor soluções para problemas, de apresentar ideias para novos projetos, de encontrar formas de economizar tempo e recursos, de expressar os seus pontos de vista sobre determinadas situações com vista à melhoria contínua.
Por isso, se achamos que apenas "somos pagos para fazer e não para pensar" corremos sérios riscos de ficar para trás num mundo cada vez mais exigente e em constante mudança. Se formos chefias e cultivarmos este lema, pior ainda. Talvez ainda não tenhamos percebido o quão produtivo e rentável pode ser pôr indivíduos e equipas a pensar. Talvez ainda não acreditemos verdadeiramente no potencial das pessoas e equipas que estamos a gerir. Talvez ainda não tenhamos desenvolvido a capacidade de explorar esse potencial. Ou talvez tenhamos receio que esse potencial ponha em risco a nossa posição de poder.
Pensar é um recurso humano demasiado valioso para ser desperdiçado. Vamos pensar e estimular os outros a fazer o mesmo.
Agora, para que possamos potenciar ao máximo esse recurso precisamos de utilizar vários tipos de pensamento
, até porque o pensamento tradicional baseado na argumentação e em situações-padrão já não é suficiente para atender a todos os desafios que nos são colocados.
Precisamos de pensar "fora da caixa", ou seja, desenvolver o "pensamento lateral
" proposto por Edward de Bono
, considerado a principal autoridade no ensino do pensamento enquanto competência específica.
O método dos seis chapéus do pensamento
Na prática, passa por aplicar um método simples e eficaz, concebido pelo mesmo autor e comprovado pelo mundo fora há mais de vinte anos, denominado "método dos seis chapéus do pensamento", onde cada chapéu tem uma cor e cada cor refere-se a um tipo de pensamento. Assim:
· Chapéu branco: considera as informações e os factos disponíveis.
· Chapéu vermelho: promove uma perspetiva emocional.
· Chapéu preto: identifica falhas, barreiras ou pontos fracos de uma ideia ou situação.
· Chapéu amarelo: identifica benefícios e cultiva o pensamento positivo.
· Chapéu verde: estimula a criatividade e a conceção de ideias novas.
· Chapéu azul: organiza o processo de pensamento e a utilização dos outros chapéus.
A ideia é usar um determinado chapéu para ativar um tipo de pensamento. Se precisamos de criatividade colocamos o chapéu verde e, se estivermos acompanhados neste processo, pedimos às restantes pessoas que façam o mesmo sem ter de lhes pedir que sejam mais criativas. O chapéu indica a direção em que pensar. É possível explorar um assunto ou resolver um problema utilizando todos os chapéus numa determinada sequência.
Este método pode revelar-se muito útil na condução de uma reunião ou na tomada de decisões. Neste caso, e para que as funções dos diferentes chapéus estejam claras para todos os intervenientes, podemos distribuir uma ficha ou afixar um quadro com os seis chapéus devidamente identificados.
Livro recomendado: Os Seis Chapéus do Pensamento de Edward de Bono
Sinopse: Os Seis Chapéus do Pensamento é um best-seller internacional que se tornou conhecido em todo o mundo como um verdadeiro "manual" de criatividade e, ao mesmo tempo, um guia para um pensamento mais eficaz e objectivo. Com a sua forma prática e positiva de tomar decisões e explorar novas ideias, o método do Dr. de Bono permite-lhe pensar melhor, usando o "chapéu de pensamento" mais adequado: Uma obra indispensável para optimizar a sua maior competência - a de pensar!
Páginas: 182
Ano: 2005
Editor: Pergaminho
ISBN:9789727116522
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono acerca del pensamiento creativo, subtitulado
Veja aqui o vídeo: Six Thinking Hats
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono - discusses the Six Thinking Hats
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono Six Thinking Hats (1of6)
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