O Papa Bento XVI disse hoje, durante a homilia do primeiro dia do ano, que educar as pessoas sobre os valores fundamentais e a virtude é a chave para assegurar um futuro de esperança.
O Papa, no dia que o Vaticano dedica à paz mundial, elogiou a juventude, considerando que os jovens são por natureza abertos ao diálogo e ao respeito mútuo, mas reconheceu que há um risco de as realidades sociais os levarem a ser intolerantes e violentos, embora prevendo que se tornem "construtores da paz" se forem devidamente educados.
O sumo pontífice, de acordo com o relato feito pela Associated Press, falou das "sombras que escurecem o horizonte do mundo atual", mas não mencionou qualquer conflito específico ou a crise económica que aflige vários países, particularmente na Europa.
Já depois da missa, em comentários em inglês, o papa exortou todos a rezarem "afincadamente pela paz no mundo, pela reconciliação e perdão em áreas de conflito, e por uma distribuição mais justa e equitativa dos recursos mundiais".
Aprender arte da coexistência pacífica
"Gostava de sublinhar o facto de que, face às sombras que escurecem o horizonte do mundo atual, assumir responsabilidade pela educação dos jovens no conhecimento da verdade, nos valores fundamentais e nas virtude, é olhar para o futuro com esperança", disse o Papa na homilia dominical.
Na missa, o papa, de 84 anos, que segundo a Associated Press, pareceu cansado, mas manteve a voz firme, acrescentou que os jovens têm de "aprender a importância e a arte da coexistência pacífica, respeito mútuo e compreensão".
O Presidente italiano, Giorgio Napolitano, já comentou a mensagem do papa, afirmando que partilhava "o convite para que se olhe para 2012 com uma atitude confiante, apesar de o sentido de frustração pela crise que assola a sociedade, o mundo laboral e a economia, ser bastante compreensível".
No comentário, o presidente da Itália, país que tenta evitar pedir ajuda externa para enfrentar a crise da dívida soberana, afirmou ainda que partilha e reitera "a importância de uma renovada atenção que todas as componentes da sociedade devem dedicar às ansiedades e aos problemas das gerações mais jovens".