25/05/2012 atualizado às 0:46
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Educação: Mais de 32 mil professores não foram colocados

Pelos cálculos da Fenprof, apenas 17 300 professores foram colocados. A julgar por esses cálculos, dos mais de 50 mil que participaram nos concursos, cerca de 32 700 ficaram de fora.

Maria Luiza Rolim (www.expresso.pt)**Com Lusa
11:41 Terça feira, 31 de agosto de 2010
Apenas 17 300 professores foram colocados, calcula a Fenprof
Apenas 17 300 professores foram colocados, calcula a Fenprof
António Pedro Ferreira

O Ministério da Educação divulgou ontem a lista de professores contratados e cujo contrado foi renovado, sem no entanto apontar os números. Pelas contas da Fenprof-Federação Nacional de Professores, apenas foram colocados cerca de 17 300 professores, dez mil dos quais por renovação de contratos e os restantes como novas contratações. 

Os principais sindicatos de professores consideram que os números das contratações revelam um sistema educativo "precário e instável" e esperam que o concurso extraordinário de 2011 seja a "solução"para este problema. 

Necessidades não estão satisfeitas


Mário Nogueira, secretário geral na  Fenprof, considera que "isto quer dizer que, apesar do esforço - e foi um esforço grande - que o Ministério (da Educação) fez nos últimos dois meses para conseguir reduzir o número de horários das escolas, elas têm, neste momento, os seus quadros ou subocupados ou subdimensionados".

Para o sindicalista, isto significa que as necessidades permanentes do sistema educativo não estão satisfeitas, pelo que "só há uma solução para este problema, aliás como é compromisso do ME, que é a realização, no próximo ano, de um concurso de professores não para contratação mas para ingresso em quadro". 

"É isso que estamos à espera que aconteça, é esse o compromisso do ME e é isso que resolve o problema", considera, afirmando que esta é uma situação "inevitável, primeiro porque as escolas precisam mesmo que isso aconteça e, em segundo lugar, porque há um compromisso politicamente assumido". 

Instabilidade e precariedade


Também a Federação Nacional de Educação (FNE) acredita que a solução para o problema da "instabilidade e precariedade" do sistema educativo passa pela realização deste concurso extraordinário de contratação de professores, que vai permitir "que abram lugares de quadro correspondentes àquilo que são necessidades permanentes do sistema educativo". 

Para João Dias da Silva, secretário geral da FNE, "não faz sentido que milhares de professores, que são sistematicamente necessários ao sistema educativo e em que as escolas confiam tanto que até lhes proporcionam a sua recondução, estejam sujeitos à impossibilidade de progressão na carreira e não tenham uma estabilidade que lhes daria um regime de contrato sem termo".

"Há ainda a verificação de que, ao longo do ano, vai haver necessidade de substituir professores, quer porque alguns vão para aposentação, quer porque outros ficarão doentes e isto significa sempre uma situação de dificuldade para as escolas", acrescenta. 

Esta situação, continua o sindicalista da FNE, "poderia ser evitada se, em cada agrupamento de escolas, houvesse uma bolsa de professores, quer para as substituições temporárias, quer para o desenvolvimento de mecanismos de apoio à promoção do sucesso educativo". 

Professores "ultrapassados"


Mário Nogueira, da Fenprof, adiantou ainda que o sindicato que dirige recebeu algumas queixas de professores que se sentem "ultrapassados".  

"Falta saber porquê: se são efetivamente erros ou se são as consequências de um gravíssimo e injustíssimo mecanismo que eles [ME] este ano utilizaram, ao considerar a avaliação dos professores para efeito de concurso", explicou, acrescentando que "há também professores que têm levantado suspeitas relativamente ao rigor legal dos critérios que foram utilizados para a renovação de contratos".


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Emprego para a vida
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 14:19 | Terça feira, 31 de agosto de 2010
"... realização, no próximo ano, de um concurso de professores não para contratação mas para ingresso em quadro..."

Mas porque razão tem o Ministério de garantir emprego a todos os que se habilitam a professores?

A questão não é colocada em termos de garantir que todos os alunos têm aulas, mas sim em empregos para todos.
E, mais uma vez, nem uma palavra acerca da (péssima) qualidade dos manuais escolares!
 
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Onde estamos e para onde vamos,assim?
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:56 | Terça feira, 31 de agosto de 2010
Ensinar e aprender precisam de paz e tranquilidade.
Como é possivel os resultados de um ano escolar serem bons, quando ele começa num caos de nervos á flôr da pele, instabilidade,negligência na informação e um horror continuado de gente-professora , de mala ás costas, quase tratada como supra numerário de uma população á procura de rumo.
Onde estamos e para onde vamos,assim?
 
 Regras da comunidade
Nogueira
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:44 | Terça feira, 31 de agosto de 2010
É o exemplo de uma classe sem classe, procupado com os professores mas não preocupado com os alunos.
 
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