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VW Autoeuropa garante mais de 100 mil carros em 2010

Com a introdução dos novos monovolumes da Volkswagen e da Seat, a fábrica da Autoeuropa vai produzir, este ano, mais de 100 mil automóveis.

Alexandre Coutinho (www.expresso.pt)

A fábrica portuguesa do grupo Volkswagen prevê aumentar em mais de 20% o volume de produção em Palmela. Quem o afirma é Andreas Hinrichs, o director geral da VW Autoeuropa: "Uma coisa é certa, teremos mais de 100 mil carros em 2010. Não interessa se são Sharan, Eos ou Alhambra", frisou.

Actualmente, a fábrica apenas utiliza 55% da sua capacidade produtiva, tendo produzido um total de 86.008 unidades em 2009 (menos 8,6% face ao ano anterior).

Andreas Hinrichs escusou-se a revelar mais detalhes sobre o mix de produção previsto para este ano, argumentando não dispor ainda "de um cenário claro para o segundo semestre. Tudo depende do desenvolvimento do mercado e de como vai ser influenciado pelo lançamento do novo VW Sharan". Em 2009, o modelo Scirocco correspondeu a 55% do total de veículos produzidos, seguido pelo Eos (21%), o Sharan (17%) e o Alhambra (7%).

A Autoeuropa vai começar a produzir "muito em breve" as primeiras unidades deste monovolume, cuja chegada ao mercado está prevista para depois do Verão, possivelmente, em Setembro (a par do novo Seat Alhambra).

Relativamente ao quarto modelo, o cenário não se alterou. "Wölfburgo (sede da Volkswagen) já admitiu que a Autoeuropa vai ter um quarto modelo, mas uma decisão final só deverá ser tomada no fim do ano. No entanto, não acredito que o anúncio formal seja feito em 2010", revela Andreas Hinrichs, que mantém como objectivo uma produção anual de 160 mil unidades. "O modelo adicional, garantiria a produção da Autoeuropa nos próximos 10, 15 ou 20 anos", acrescentou.

Estratégia a médio e longo prazo

Instado a pronunciar-se sobre as consequências da crise financeira para a empresa, o director geral da Autoeuropa reafirmou que "a estratégia da empresa é a médio e longo prazo. Temos de construir carros aqui e não vejo qualquer influência ou impacte directo desta crise na Autoeuropa. Não acredito que vá influenciar a estratégia de investimento da VW em Portugal".

Outra certeza é da contratação de mais 100 trabalhadores com contratos a termo para reforçar as linhas de produção da Autoeuropa. "A preferência será dada aos que foram dispensados em 2009 e para os quais foi encontrada uma solução com a ATEC (academia de formação da Autoeuropa)", adiantou Julius von Ingelheim, director de recursos humanos.

"A empresa prepara-se para iniciar negociações com a comissão de trabalhadores para um novo acordo laboral de dois anos. Ainda precisamos de mais flexibilidade. Às vezes precisamos de trabalhar seis ou quatro dias, em função dos pedidos do mercado. E também podemos ter necessidades especiais, o que nem sempre pode ser considerado como trabalho extraordinário", explicou.