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Vitor Gaspar reconhece défice real superior a 6%

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Ministro traçou perante os deputados da maioria cenário muito negro de Portugal e da Europa

Filipe Santos Costa (www.expresso.pt)

Vítor Gaspar explicou esta manhã, numa reunião com os deputados do PSD e do CDS, que o défice real deste ano, sem medidas extraordinárias, ficaria acima dos 6%. Ora, como a tolerância admitida pela a troika foi apenas até os 5% este ano e os 4,5% no ano que vem, o Governo teve de pedir sacrifícios suplementares, disse o ministro das Finanças.

Questionado por vários deputados - nomeadamente Miguel Frasquilho (PSD) e João Almeida (CDS) - sobre os números do défice e as contas do Orçamento, Gaspar explicou que o défice real deste ano é uma das razões para a aparente discrepância entre a necessidade de garantir "apenas" 850 milhões de euros, e o pacote de medidas agora anunciado, que representa cerca de cinco mil milhões de euros.

Gaspar relacionou ainda esta discrepância com o cenário macro-económico traçado para o ano que vem (uma contração da economia superior ao que estava estimado) e as incertezas na situação europeia. De acordo com deputados que ouviram as explicações do ministro, o cenário traçado por Vítor Gaspar foi "ainda mais negro" do que aquele que foi ontem apresentado aos portugueses.

Vítor Gaspar insistiu que, para os anúncios do Governo - nomeadamente o do primeiro-ministro, na sexta-feira - foram ditados pela incertezas incertezas da situação europeia, dando vários exemplos, como as eleições na Holanda e a decisão de hoje do Tribunal Constitucional alemão sobre o Mecanismo Europeu de Estabilidade. Segundo o ministro, era urgente dar o sinal de um país cumpridor, independentemente das dificuldades que se possam ir apresentando externamente.