Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Vítor Gaspar "escapa" a pergunta sobre a TSU

  • 333

FOTO ALBERTO FRIAS

Ex-ministro das Finanças propôs em 2012 descida da taxa das empresas compensada pelo agravamento da suportada pelos trabalhadores.

O ex-ministro das Finanças foi confrontado esta quarta-feira com uma questão sobre a proposta de reduzir a taxa social única (TSU) das empresas defendida por Passos Coelho, mas não fez qualquer comentário. A pergunta foi colocada online, a partir de Portugal, durante a conferência de imprensa de Vítor Gaspar de apresentação do relatório Fiscal Monitor do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington.

Normalmente, os responsáveis do FMI não respondem a perguntas diretas sobre os seus países e Gaspar seguiu a regra. Nem sequer disse qualquer palavra e encaminhou a questão para a sua adjunta, a seu lado, 'escapando' assim a ter que tecer qualquer comentário sobre propostas do seu antigo primeiro-ministro.

A resposta foi dada por Martine Guerguil, diretora-adjunta do departamento de Assuntos Orçamentais do FMI, que se limitou a referir estudos anteriores e a existência de margem para baixar a tributação dos salários em vários países.  

Na versão original do memorando da troika foi incluída uma descida da TSU, como parte de uma desvalorização orçamental que simulasse uma desvalorização cambial na ausência de moeda própria, mas a ideia foi abandonada pelo governo.

Acabou, no entanto, por ser recuperada em 2012, numa versão diferente da original, pelo próprio Vítor Gaspar na preparação do Orçamento para 2012 e que passava pela descida da taxa das empresas compensada pelo agravamento da suportada pelos trabalhadores. 

A proposta motivou fortes manifestações e críticas de todos os quadrantes - inclusive do CDS - e foi abandonada até renascer agora, na proposta de Passos Coelho, num formato diferente.