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Vieira da Silva investiga preços dos combustíveis

Ministro da Economia diz não entender o elevado preço dos combustíveis em Portugal e vai procurar explicações junto das autoridades e empresas do sector. (Veja vídeo SIC no final do texto)

O presidente da Autoridade da Concorrência garantiu esta manhã à agência Lusa que ainda não recebeu nenhum pedido do Governo para investigar os preços dos combustíveis.    "Ainda não recebemos nenhum pedido", disse Manuel Sebastião, quando questionado sobre se o Executivo, na sequência do anúncio, ontem, do ministro da Economia sobre este tema, já teria enviado o pedido para a Autoridade da Concorrência.    Em entrevista ontem ao programa Negócios da Semana, na SIC Notícias, Vieira da Silva disse que "o nível do preço é muito elevado e nalguns casos é difícil compreende porque é que é tão elevado".    O ministro da Economia revelou ainda que vai "procurar explicações junto das autoridades e das empresas desse sector".    Num estudo aprofundado apresentado em Abril do ano passado, a Autoridade da Concorrência (AdC) concluiu que os preços dos combustíveis em Portugal acompanham a tendência internacional e o facto de os postos terem preços semelhantes deve-se a um paralelismo de comportamento e não à existência de concertação. 

Relatório anterior conclui inexistência de práticas ilícitas 

O relatório final sobre os Sectores dos Combustíveis Líquidos e do Gás Engarrafado em Portugal conclui assim pela inexistência de práticas ilícitas a nível concorrencial.    Este estudo, que analisa todo o ano de 2008, confirma também uma das conclusões dos anteriores relatórios: existe um desfasamento no ajustamento dos preços em Portugal face às cotações internacionais e nas subidas os preços ajustam-se mais rapidamente do que nas descidas.    A AdC refere que o facto de os preços subirem uma semana mais cedo do que o que descem é também uma prática que acontece em vários mercados e que "não é necessariamente um problema de natureza concorrencial".    Para além disso, refere a AdC, apesar de existir esta assimetria de uma semana, os preços tendem a "ajustar-se completamente à subida dos preços de referência internacionais".    O estudo aprofundado da AdC assinala ainda que os preços nacionais não se afastam muito da média da União Europeia.       *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

 

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.