Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Venda da PT à Oi "já tinha sido tomada"

"Não manda nas empresas quem quer, mas quem ocupa os órgãos de governo. É o conselho de administração e a assembleia-geral", declarou Vítor Bento

Luís Barra

Seria praticamente "irreversível", do ponto de vista do negócio já formado, quando houve a assembleia-geral da Portugal Telecom, disse Vítor Bento, esta manhã, aos deputados.

Vítor Bento defendeu esta terça-feira no parlamento, relativamente à assembleia-geral da PT e à aprovação da sua venda e voto favorável do Novo Banco, que "o voto a favor era a menos pior de todas as alternativas."

"Não manda nas empresas quem quer, mas quem ocupa os órgãos de governo. É o conselho de administração e a assembleia-geral", declarou aos deputados da comissão parlamentar de inquérito.  

Questionado pelo deputado do PCP Miguel Tiago sobre a assembleia-geral da PT e a aprovação da sua venda e voto favorável do Novo Banco, Bento afirmou: "O voto a favor era a menos pior de todas as alternativas", pedindo desculpa pelo português. 



E acrescentou que a sua administração ponderou várias hipóteses, mas também disse que "a decisão fundamental (venda da PT aos brasileiros da Oi) já havia sido tomada anteriormente". Seria praticamente "irreversível" do ponto de vista do negócio já formado quando houve a assembleia-geral. Ou seja se não fosse aprovada a venda haveria uma batalha jurídica para o desfazer.