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Valor da Apple pode chegar a um bilião de dólares ainda este ano

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Tim Cook durante a apresentação, em São Francisco, do novo smartphone da Apple em formato de relógio. A multinacional estima vender 20 milhões de unidades deste gadget no ano de lançamento

Robert Galbraith/Reuters

A Apple está prestes a lançar o Apple Watch, um gadget que faz tudo e também dá horas. Banco de investimento Cantor Fitzgerald acredita que a tecnológica está lançada para, ainda este ano, alcançar um valor em Bolsa superior a um bilião de dólares (900 mil milhões de euros). Será a primeira empresa a consegui-lo.

O número impressiona. Sobretudo se o lermos em inglês: "One trillion dollars." Mesmo assim, com o sistema de numeração português, não deixa de ser gigante: um bilião de dólares. Em euros: 900 mil milhões.

Até ao final do ano, poderá ser este o valor de capitalização da Apple, acredita o banco de investimento norte-americano Cantor Fitzgerald. Será a primeira que uma empresa ultrapassará a meta do "trillion", ou do bilião português.

Numa nota enviada aos seus clientes no início desta semana, os analistas do banco, Brian White e Isabel Zhu, indicam como preço potencial de cada ação da tecnológica os 180 dólares (164 euros), mais 20 dólares do que o preço atual. Se os títulos da Apple atingirem este valor - e o analista acredita que tal ocorrerá nos próximos 12 meses - então o estatuto de "trillion company" (empresa que vale 1 bilião) estará assegurado.

Segundo a nota enviada pelos analistas, os Apple Watch (smartphones em formato de relógio que serão lançados, no próximo dia 24 de abril, por enquanto apenas nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e França) servirão de impulso, já que se estima que sejam vendidas mais de 20 milhões de unidades deste produto, apenas no primeiro ano. Mas não só: "Nas últimas semanas, têm sido publicados relatórios que dão conta de novas áreas potenciais para inovação futura", escrevem os analistas. O eventual lançamento, no futuro, de um carro Apple anima o banco Cantor Fitzgerald, que estima que, só no mercado norte-americano, esta inovação pode valer 549 biliões de dólares (500 mil milhões de euros). 

iPhone continua a render

Além disso, o potencial de crescimento do iPhone na China (atingindo uma quota de mercado entre os 15% e os 20%) poderá significar uma fatia de negócio de mais 178 biliões de dólares (162 mil milhões de euros).

E a versão 6 do iPhone não podia estar a vender melhor, o que até tem surpreendido alguns analistas mais pessimistas que, há precisamente dois anos, agoiravam sobre o fim da hegemonia do iPhone e da Apple no mercado das telecomunicações. Mas a empresa, hoje gerida por Tim Cook, conseguiu sobreviver ao fantasma do fundador Steve Jobs e mantém-se na rota do crescimento. Ming-Chi Kuo, um analista da corretora KGI Securities, e que segue há anos a evolução das vendas da Apple, acredita que, durante o período de férias da Páscoa, a empresa vai vender mais 71,5 milhões de iPhones.

Ainda no último mês de fevereiro, a Apple bateu mais um recorde, depois da sua capitalização bolsista ter ultrapassado os 700 biliões de dólares (637 mil milhões de euros). O preço médio das suas ações, durante Março, têm tocado nos 140 dólares (127 dólares). Chegarão aos 180 dólares?