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Universidade de Berkeley estudou Alqueva durante uma semana

Uma turma de 18 alunos doutorandos da Universidade de Berkeley, na Califórnia, esteve durante toda a semana passada no Alentejo a estudar a sustentabilidade ambiental de Alqueva.

O professor Mathias Kondolf, da Universidade de Berkeley, na Califórnia, esteve durante toda a semana passada no Alentejo, com 18 dos seus alunos, para estudar em pormenor o exemplo de sustentabilidade ambiental do projeto de regadio de Alqueva.

Kondolf, um dos mais conceituados professores norte-americanos de arquitetura paisagista e planeamento ambiental, escolheu Alqueva como caso de estudo a nível europeu para os seus alunos (alguns de mestrado outros na fase de doutoramento nas áreas da sustentabilidade ambiental e paisagista).

Durante oito dias os alunos do professor Kondolf - oriundos de vários pontos do planeta - visitaram vários locais onde foram já feitas intervenções no domínio ambiental por parte da EDIA - Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva. Por outro lado, tiveram também algumas sessões teóricas nas instalações da EDIA, em Beja, onde questionaram José Pedro Salema, presidente da empresa gestora de Alqueva, sobre vários aspetos relacionados com o empreendimento de fins múltiplos de Alqueva.

"Há elevadores para peixes?"

"Colocaram-me questões tão surpreendentes como, por exemplo, se tinham sido colocados dispositivos elevatórios para a passagem de peixes sempre que se defrontam com uma parede de uma das nossas barragens ou, ainda, se havia bypass de sedimentos, nas barragens, por forma a que o rio continue a fazer a sua função natural de transporte de sedimentos até à foz", recorda o presidente da EDIA.

O Gestor explicou aos alunos de Berkeley  que tipo de sistemas foram adotados para aqueles fins em várias zonas do empreendimento de Alqueva e teve ainda de pormenorizar como se processou o financiamento de todo o projeto.

Subsídios europeus surpreendem americanos

"Uma questão que os surpreendeu foi o sistema de subsidiação europeia que existe para este tipo de investimentos, sendo que, em Alqueva, foram já aplicados 2,5 mil milhões de euros só em infraestruturas", recorda José Pedro Salema. Mas, para se ter uma ideia dos montantes globais induzidos por Alqueva, importa ainda acrescentar que só para o desenvolvimento de projetos agrícolas foram canalizados 1000 milhões de euros via Proder (Programa de Desenvolvimento Rural). Da iniciativa privada, incluindo o projeto de produção de energia elétrica por parte da EDP, os montantes rondam os 500 milhões de euros. Ou seja, um total de 4 mil milhões de euros já aplicados. Mas, como faz questão de salientar o presidente da EDIA, do próximo Quadro Comunitário de Apoio estima-se que cheguem a Alqueva pelo menos mais 1000 milhões de euros até 2020. O emprego induzido por Alqueva deverá rondar os 20 mil postos de trabalho.

Os alunos do professor Kondolf estão agora de regresso a Berkeley, onde irão ter de produzir ao longo das próximas semanas trabalhos de fim de curso sobre o aprenderam no Alentejo.