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Tribunal chumba venda da Herdade da Comporta. Havia duas propostas

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Tribunal do Luxemburgo considera muito baixas as ofertas para a compra dos ativos imobiliários do Grupo Espírito Santo (GES). Má notícia para quem tem papel comercial da Espírito Santo Property.

O juiz de insolvência do Tribunal do Luxemburgo rejeitou as duas propostas de compra da Espírito Santo Property (ESP), a sociedade do GES que detém, entre outros ativos imobiliários, a Herdade da Comporta, o Oeiras Golf & Residence e a Quinta do Perú.

Segundo o "Diário Económico", o juiz considerou que as ofertas - na casa dos 60 milhões de euros - são inferiores ao desejado e suspendeu o processo de venda. As propostas foram apresentadas pelo fundo Cerberus e pela Global Reach, do ex-gestor bancário Artur Silva Fernandes.

A ESP encontra-se sujeita a um Processo Especial de Revitalização (PER) e, entre os seus credores, estão centenas de clientes do BES com papel comercial. A gestão da ESP conta com a colaboração de Caetano Beirão da Veiga (que liderou a venda da Opway) e de Ana Paula Alves, antiga administradora financeira da Rioforte.

Ofertas acima da dívida

As ofertas pela ESP superam ligeiramente a dívida da empresa, na casa dos 58 milhões de euros. O chumbo da venda impede os credores de serem ressarcidos no curto prazo, sobretudo se o plano da gestão judicial  passar pela recuperação da empresa.

Entre os principais credores estão o Estado (4,9 milhões de euros) e o BCP (14 milhões). A lista de credores inclui centenas de clientes do BES que subscreveram emissões de papel comercial (23 milhões de euros).

A ESP é uma subsidiária da Rioforte Investments SA, holding do GES sediada no Luxemburgo, funcionando como o braço da família para a atividade imobiliária em Portugal. Entre os seus ativos ou dos fundos por si geridos, encontra-se património emblemático, como uma parte da Herdade da Comporta, no litoral alentejano, ou  a Quinta do Perú.

A ESP, ao contrário da Rioforte, não entrou em insolvência e não será liquidada. O seu futuro depende do PER e do tribunal do Luxemburgo. O processo de venda iniciou-se em outubro, como convite, entre fundos e operadores imoboliários, a 60 potenciais interessados, a apresentarem propostas de compra. Dos seis candidatos que apresentaram propostas não vinculativas, só dois avançaram com ofertas firmes.