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Três dias antes da intervenção no BES, Carlos Costa diz que não sabia o que ia fazer

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FOTO Tiago Miranda

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, diz que só pensou na medida da resolução do BES no dia 1 de agosto. A 31 de julho tinha pedido ao então presidente do banco, Vítor Bento, que apresentasse um plano de capitalização.

Anabela Campos e Isabel Vicente

"Só pensei numa resolução no dia 1 de agosto, quando ficámos sob ameaça de o Banco Central Europeu retirar o estatuto de contraparte ao BES. Até esse momento não sabia o que ia fazer", diz Carlos Costa na recta final da Comissão Parlamentar de Inquérito, onde está a ser ouvido desde as 15h, há sete horas e meia.

Carlos Costa continua a garantir que não disse nada ao primeiro ministro e ao Presidente da República apesar de ter pedido na semana de 31 de julho ao conselho de ministros que aprovasse a legislação por forma a poder aplicar a resolução ao BES, como acabou por fazer a 3 de agosto.

O governador, afirmou, ter falado no dia 31 de julho com a administração do BES, então liderada por Vítor Bento, para que apresentasse um plano de capitalização. A 1 de agosto ao meio dia, conta, consegue estancar a ameaça do BCE, e avança para um plano de resolução, que é aprovado às 18h de domingo. "No final do dia 3 de agosto, às 18h, todos respiramos de alívio", a resolução tinha sido aprovada por Bruxelas.

A audição do governador do Banco de Portugal terminou às 22h35.