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"Temos de caminhar no sentido de um défice zero", defende Maria Luís Albuquerque

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Maria Luís Albuquerque à conversa com o presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Eduardo Cabrita, à chegada para a sua audição desta tarde

António Cotrim/Lusa

A ministra de Estado e das Finanças manifestou, no Parlamento, "profunda convicção" de que Portugal sairá este ano do procedimento de défices excessivos, ou seja, que terá um défice público abaixo de 3% do PIB

"Temos profunda convicção de que este ano sairemos do procedimento de défices excessivos", da Comissão Europeia, afirmou esta tarde Maria Luís Albuquerque, ministra de Estado e das Finanças, no Parlamento, onde está a ser ouvida na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.

O que significa que o Governo acredita que o défice público ficará abaixo dos 3% do PIB este ano. A ministra lembrou os deputados que "temos um ponto de partida mais favorável do que o previsto", dado que o défice de 2014 ficou nos 4,5%, um valor abaixo da previsão de 4,8% inscrita pelo Governo no Orçamento do Estado para 2015.

Maria Luís Albuquerque frisou, contudo, que "o objetivo não é ter um défice abaixo de 3%. O nosso objetivo tem de ser, não pode deixar de ser, ter um orçamento equilibrado". "Nenhuma entidade pode viver eternamente com despesas acima das receitas", alertou a ministra.

Por isso, "temos de passar o marco de ter um défice abaixo dos 3% do PIB, mas temos de prosseguir o caminho, no sentido de termos um orçamento equilibrado", reforçou Maria Luís Albuquerque, defendendo que "temos de caminhar no sentido de um défice zero". E, também, "de uma dívida pública abaixo dos 60% do PIB".

Recorde-se que o Instituto Nacional de Estatística reviu esta semana em alta a sua previsão para a dívida pública portuguesa de 2014, que está agora nos 130,2% do PIB. Antes, o valor estimado era de 128,7%.

A ministra reconheceu ainda que as previsões económicas do Governo falharam no início da crise, porque fora mais otimistas do que a realidade. Mas, nos últimos dois anos, "a realidade veio a mostrar-se mais favorável do que as nossas previsões".

E atirou farpas aos partidos da oposição, dizendo que as previsões da oposição "são sempre que isto vai correr muito mal e estão a falhar há dois anos".

Maria LUís Albuquerque considerou ainda que o mérito dos juros baixos de que Portugal tem beneficiado para se financiar "é do Banco Central Europeu, pelas políticas que tem aplicado", mas "é também de Portugal, porque se colocou numa posição em que pode beneficiar dessa vantagem".