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Teixeira dos Santos preside ao Montepio depois do verão

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Teixeira dos Santos ficará como presidente-executivo da Caixa Económica (o banco comercial do grupo Montepio), que está sob a alçada do Banco de Portugal (BdP)

Nuno Fox

Montepio separa associação mutualista da Caixa Económica. Antigo ministro das Finanças preside ao banco comercial.

Fernando Teixeira dos Santos, antigo ministro das Finanças do Governo de José Sócrates, será o próximo presidente do Montepio, substituindo António Tomás Correia, cujo mandato termina este ano.

A notícia foi avançada na noite desta quinta-feira pela SIC Notícias. Até ao momento, o Montepio (que hoje apresenta as contas de 2014) não se manifestou e Teixeira dos Santos não está contactável. Saiu esta manhã para dar aulas na Escola de Gestão do Porto e deixou o telemóvel em casa.

Teixeira dos Santos ficará como presidente-executivo da Caixa Económica (o banco comercial do grupo Montepio), que está sob a alçada do Banco de Portugal (BdP). Já Tomás Correia, atual presidente, recandidata-se apenas à associação mutualista. O grupo separa a gestão das duas entidades, com supervisores diferentes. Tomás Correia  acumulará a associação mutualista com as funções de chaiman do Conselho Geral e de Supervisão.

Auditoria forense

O ano passado, o Montepio foi alvo de uma auditoria alvo de uma auditoria forense do Banco de Portugal (BdP), que colocou o banco sob escrutínio mediático, numa altura em que se verificava o colapso do BES e no mercado circulava a ideia de que o banco precisaria de ser recapitalizado. Tomás Correira esclareceu que se tratava de procedimentos de rotina e de avaliação da carteira de crédito.

"A auditoria em curso não incide sobre relações comerciais cruzadas dentro do grupo, referindo-se, essencialmente, a créditos à habitação", adiantou, na altura, a instituição. Os resultados da auditoria do BdP ainda não são conhecidos.

As contas de 2014 serão reveladas esta sexta-feira. Até setembro, o Montepio Geral registou lucros de 22,7 milhões de euros. Mas o BdP terá obrigado o Montepio a contabilizar mais 24 milhões de euros em imparidades para além das que já estavam previstas, admtindo os analistas que as contas finais apreentam novamente perdas da ordem dos cem milhões.

Separação entre associação e banco

Teixeira dos Santos assumirá  as novas funções depois da separação da associação mutualista, a holding que encabeça o grupo, e a Caixa Económica estar concluída. A separação resulta do novo quadro de regulação europeu e concede transparência á gestão das duas entidades. As poupanças dos associados da asociação são canalizadas para o banco comercial. A separação concede maior autonomia da associação mutualista face á Caixa Geral.

Teixeira dos Santos negociou o pedido de resgate de Portugal á troika e foi ele quem indicou Carlos Costa, seu amigo de longa data para governador do BdP, sugerindo o seu nome a José Sócrates como primeira e melhor escolha.