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Teixeira dos Santos: "O país tem que responder a este ataque dos mercados"

O ministro das Finanças defendeu que a decisão da Standard & Poor's em cortar o rating de Portugal não acalma os mercados, "pelo contrário". 

Teixeira dos Santos afirmou hoje que "o país tem de responder a este ataque dos mercados" e diz que a decisão da Standard & Poor's não acalma os mercados, "pelo contrário".     A reação surge após a decisão hoje anunciada da Standard & Poor's de cortar em dois níveis do 'rating' da dívida de longo prazo de A+ para A-, e um nível no 'rating' de curto prazo de A-1 para A-2.     "Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados. É tempo de o Governo e os partidos, em especial o PSD, se entenderem quanto a isto: há que executar as medidas necessárias. Não é tempo para querelas inúteis" diz Teixeira dos Santos.     "Há que focar a atenção naquilo que é e deve ser prioritário para o país, pois as dificuldades da crise ainda não acabaram e o que importa é ultrapassá-las o mais rapidamente possível a bem da robustez e solidez da recuperação económica e do reforço da competitividade da economia portuguesa", acrescenta o ministro.  

Portugal e Grécia: diferentes realidades

  Teixeira dos Santos sublinha que "a maioria das opiniões é a de que Portugal e Grécia são realidades muito diferentes", mas lembra que "há quem tenha exprimido opiniões diferentes" e estas "têm afetado o funcionamento e as condições do mercado da dívida portuguesa".     "A decisão da agência de 'rating' no sentido de baixar a notação de risco decorre do agravamento, provocado pela crise internacional, dos défices e das dívidas da generalidade dos países, em particular da zona Euro", justifica o ministro, acrescentando ainda que, "independentemente da opinião" quanto à decisão "ou quanto à sua justeza o facto é que ela não ajuda a serenar os mercados, pelo contrário".     O governante, atualmente em Angola, respondia à decisão da agência de penalizar o 'rating' de Portugal, num dia em que a bolsa de Lisboa sofreu uma queda de 5,36% e quando o custo dos CDS, os seguros contra incumprimento da dívida, atingiram máximos históricos.     *** Este texto foi escrito ao abrigo do Novo Acordo Ortográfico ***

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