Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Teixeira dos Santos defende programa cautelar

Teixeira dos Santos afirma que há várias incertezas na Europa

Alberto Frias

"O elevado peso da dívida coloca-nos no fio da navalha", diz ex-ministro das Finanças.

Teixeira dos Santos defende um programa cautelar para Portugal. O antigo governante admitiu-o esta manhã durante o Forum das Políticas Públicas, no ISCTE, que juntou no mesmo painel quatro antigos ministros das Finanças: Manuela Ferreira Leite, António Bagão Felix, Fernando Teixeira dos Santos e Vítor Gaspar.



"O elevado peso da dívida coloca-nos no fio da navalha", diz o ex-ministro das Finanças. Qualquer acontecimento pode inverter a percepção dos mercados sobre Portugal, elevando as taxas de juro, acredita.



Teixeira dos Santos diz que há várias incertezas na Europa que recomendam que Portugal tenha um programa cautelar. Entre essas incertezas está o elevado peso na dívida pública e incertezas que resultam da economia internacional e das tensões geo-políticas.



Em face destes riscos, é recomendável ter uma rede de segurança, isto é, um programa cautelar, conclui Fernando Teixeira dos Santos.

 

Os problemas de competitividade na economia permanecem, acrescentou Teixeira dos Santos. E eles são agravados pelo baixo nível de inflação na Europa e pela revalorização do euro. Este é um risco para o crescimento das exportações, explica, e portanto para o equilíbrio externo. "Aquilo que se ganhou no reequilíbrio externo pode não ser sustentável em face destes riscos sobre as exportações", esclarece.

 

O ex-ministro lamenta ainda a falta de coordenação política na União Europeia. A frente externa continuará a ser importante, disse. "Precisamos de uma Europa que tenha instrumentos de política orçamental e de coordenação de políticas económicas, coisas que não têm existido".