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Sonae reavalia aposta em Angola

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Alegada saída de quadros de topo da Sonae para a empresa Condis, de Isabel dos Santos, coloca em causa parceria para lançamento do Continente em Angola.

Adriano Nobre e Anabela Campos

O arranque da operação dos hipermercados Continente em Angola foi colocado esta semana em suspenso pela Sonae. Depois de várias questões legais, formais e logísticas terem estado na origem de três anos de adiamentos nos prazos previstos para a abertura da primeira loja, agora é a própria parceria com a empresa Condis, de Isabel dos Santos, que está em causa. Tudo devido à alegada 'fuga' de dois quadros de topo da empresa portuguesa para a sua parceira angolana.

 A situação foi reportada internamente, no início desta semana, pela administração da Sonae a alguns funcionários da empresa e posteriormente noticiada pelo "Público": os gestores da área de retalho Miguel Osório e João Seara informaram a empresa da sua decisão de se desvincularem da Sonae para aceitarem um convite para um novo projeto em Angola. 

A parceira Condis nunca foi diretamente referida pela Sonae como destino destes trabalhadores, mas as fontes contactadas pelo Expresso admitem que a situação está a provocar algum melindre. E forçou a necessidade de colocar em equação todo o plano de investimento em Angola. 

"A Sonae está atenta a estes desenvolvimentos e aguarda informação adicional, não tendo até ao momento tomado qualquer decisão quanto ao projeto Angola", resumiu fonte oficial ao Expresso.