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Sobrinho diz que não reportava só a Salgado e admite que terá sido afastado pelos acionistas angolanos

Álvaro Sobrinho diz que reputava ao conselho de administração do BESA, liderado por Ricardo Abecassis Espírito Santo. "Eu não reportava a Ricardo Salgado, mas reunia mensalmente com ele", disse na comissão de inquérito parlamentar.

Anabela Campos e Isabel Vicente

Ao contrário do que tem sido dito na Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI), nomeadamente por José Maria Ricciardi, Álvaro Sobrinho assegura que era a Ricardo Abecassis Espírito Santo, o presidente do BES Brasil, que reportava e não a Ricardo Salgado. Ricciardi, o primo de Salgado, disse na CPI que Sobrinho falava apenas e somente com o ex-presidente do BES, sublinhando que o gestor angolano não atendia ninguém que não fosse o líder do banco. 

Sobre o seu afastamento do BES Angola, Álvaro Sobrinho admitiu que tinha sido afastado pelos acionistas angolanos do BESA, como Salgado já tinha deixado subentendido quando disse que os generais Leopoldino Nascimento e Hélder Vieira Dias (Kopelipa) tinham ficado "muitíssimo indispostos" com o gestor angolano em outubro de 2013.

"Fui afastado por pessoas de Angola. Segundo Ricardo Salgado, terão sido eles a pedir o meu afastamento. E também outros clientes que se queixaram de ter grande dificuldade em falar comigo", disse Sobrinho. Explicou ainda que os clientes eram empresas portuguesas, e que esta dificuldade em contactá-lo estaria relacionado com a sua falta de presença no BESA.