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Sindicatos da TAP acusam Governo de "iludir os portugueses"

A plataforma sindical da TAP propôs na segunda-feira cancelar a greve caso a privatização da companhia fosse suspensa

Lusa

Os 12 sindicatos da TAP dizem que o Executivo não assume as suas responsabilidades pelos erros cometidos pela gestão da empresa.

A plataforma de sindicatos da TAP já se manifestou em relação à requisição civil aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros, acusando o Governo de querer "responsabilizar os trabalhadores" da transportadora pelos prejuízos e de "iludir" os portugueses sobre as consequências da privatização da empresa.

"Com a decisão anunciada de requisição civil para a TAP, o Governo demonstra que:. não conhece a história da TAP, em concreto no que concerne aos efeitos das requisições civis na empresa", afirma a plataforma sindical num curto comunicado dividido em cinco pontos.

A estrutura alega que esta medida demonstra que o Executivo desconhece o que se passa na TAP e pretende "responsabilizar os trabalhadores da TAP pelas consequências das decisões que lhes são alheias, em particular pelos prejuízos acumulados na VEM [Varig Engenharia e Manutenção], no Brasil, de mais de 500 milhões de euros."

Defende ainda que o Governo "não assume as suas responsabilidades pelos erros e omissões cometidos pela gestão da TAP" e, por último, que "procura iludir os portugueses sobre as graves consequências desta privatização da TAP para o interesse nacional, no plano económico e estratégico".

Recorde-se que a plataforma sindical da TAP propôs na segunda-feira cancelar a greve, agendada para o período entre o Natal e o fim de ano, caso a privatização da companhia fosse suspensa.

Na reunião que o Governo manteve com os sindicatos da transportadora, na passada sexta-feira, o ministro da Economia disse à saída que tinha proposto a criação de um grupo de trabalho para tentar atender às preocupações dos trabalhadores, exigindo contudo a suspensão da greve.