Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Shale gas vai gerar 260 mil postos de trabalho em Espanha

  • 333

A Shale Gas España, que aposta na exploração dos reservatórios de gás natural, acredita que com a técnica de perfuração horizontal dos solos, fraturados a alta pressão (designada por fracking), se podem gerar 260 mil postos de trabalho no país. 

Espanha pode ter no shale gas um motor de recuperação. A exploração do gás não convencional (extraído de solos de xisto) pode resultar numa forma de assegurar a autonomia energética, assim como contribuir para que se gerem novos postos de trabalho.

Segundo o jornal espanhol El Economista, David Alameda, diretor geral da Shale Gas España, avança que está a ser feito um investimento de 41 mil milhões de euros em gás e petróleo, um valor que pretendem diminuir com a exploração dos recursos existentes em Espanha utilizando o método de fracking.

Através deste método, que consiste na fraturação hidráulica, ou seja, na injecção de águas com químicos no sentido de fraturar a rocha e assim libertar o gás encapsulado, a Shale Gas España acredita ser possível a criação de milhares de postos de trabalho no país.

Com o ano de 2015 a arrancar com uma taxa de desemprego de 23,4% em Espanha, a empresa apresenta um cenário que poderá gerar 260 mil postos de trabalho, dos quais 15% serão directos e os restantes 85% serão indirectos ou induzidos.

Além da criação de emprego, prevê-se que, numa fase de maior produção, esta actividade tenha um contributo de 40 mil milhões de euros para o PIB espanhol, gerando 44 mil milhões de saldo positivo na balança comercial.

A exploração de shale gas tem gerado alguma polémica na Europa no que diz respeito aos riscos ambientais, sobretudo na poluição de aquíferos. No entanto, têm surgido alguns estudos que esclarecem que os impactos da exploração de gás não-convencional são semelhantes aos do gás convencional.

Num período de crise económica, o shale gas pode assim funcionar como um importante motor de recuperação das economias. Uma recuperação para que podem contribuir a criação de emprego e a competitividade gerada, também associada à significativa redução do preço do gás e do petróleo já imposta por países como os Estados Unidos.