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Sete grupos de investidores avançam para a TAP

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A intenção do Governo é concluir a venda do grupo TAP até ao final do primeiro semestre, depois de a privatização ter sido relançada em meados de novembro

Luís Barra

Acionistas das companhias aéreas Avianca, Azul e Gol já levantaram informação sobre a transportadora aérea portuguesa. Houve mais quatro investidores financeiros que assinaram acordos de confidencialidade, entre eles Miguel Pais do Amaral. Air Europa, para já, não está envolvida no processo.

Fonte ligada ao processo confirma ao Expresso que foram sete as entidades que assinaram o acordo de confidencialidade para o projeto de privatização da TAP. A notícia foi avançada na segunda-feira à noite pelo portal brasileiro Panrotas, dando conta que três destas entidades representam investidores ligados às companhias aéreas brasileiras Avianca, Azul e Gol.

O Expresso confirmou entretanto que não há mais investidores estratégicos na corrida. Os restantes quatro investidores que pediram para aceder à informação sobre a TAP são financeiros, entre os quais se inclui o consórcio formado pelo empresário português Miguel Pais do Amaral. 

A Air Europa, cujo acionista Globalia chegou a partilhar com a TAP o capital da operadora de handling Groundforce, tinha já mostrado interesse no processo e vontade de entrar na corrida. Mas ao que o Expresso apurou, ainda não assinou o acordo de confidencialidade. 

O Governo disponibilizou uma sala virtual com toda a informação financeira necessária à apresentação das propostas por parte dos potenciais candidatos, que só pode ser acedida depois de assinado o referido acordo de confidencialidade. O acesso à informação não significa, porém, que todos avancem com propostas.

Recorde-se que o caderno de encargos da privatização, segundo o Executivo, obrigará os futuros investidores a assumirem a totalidade dos cerca de 1000 milhões de euros de passivo financeiro do grupo. Os futuros donos da TAP terão também de preservar a empresa como companhia de bandeira de Portugal, bem como a manutenção do hub nacional e o cumprimento das obrigações de serviço público nas ligações às regiões autónomas.

A intenção do Governo é concluir a venda do grupo TAP até ao final do primeiro semestre, depois de a privatização ter sido relançada em meados de novembro.

O modelo escolhido passa pela alienação de 66% do capital do grupo (61% junto de investidores e 5% junto dos trabalhadores), incluindo o negócio deficitário no Brasil, a TAP Manutenção & Engenharia Brasil. Os futuros donos da TAP poderão exercer uma opção de compra passados dois anos e durante um período de seis meses. E o Governo fica ainda com uma opção de venda dos restantes 34% do capital, podendo o Estado sair totalmente do capital da empresa.